<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511</id><updated>2011-11-27T23:40:19.704Z</updated><title type='text'>My Emotional Self</title><subtitle type='html'>"Ti accorgi di essere invecchiato quando - allora e solo allora - la tua mente è assediata dal più letale dei suoi predatori: i ricordi." (Arturo Forte)
This is about me and my emotions. This is also about the way other people and places left imprints all over my life.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>94</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-4119824831826329396</id><published>2009-02-08T02:13:00.006Z</published><updated>2009-03-05T13:44:08.829Z</updated><title type='text'>To Lea Lipková (1980-2009)</title><content type='html'>MY WOMAN, MY GIRLFRIEND, DIED. THIS BLOG HAS REACHED AN END.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me and Lea met last September in Latvia in a meeting of Youth Program. We immediately liked each other. She was coming out from a relationship and it happened… We always were together in that meeting, and I felt we were destined to something. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I went to visit her in Slovakia last Christmas. I spent with her Christmas and new years’ day. Love happened again. It hadn’t stayed in Latvia, it was true and real and I should never have returned to Portugal… I will never forget everybody waiting for me inside the bus to Bratislava, and me outside with Lea, holding each other in silence. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We were planning to be together in May, and we talked about living together somewhere. That was her idea and I wanted to. I love Lea, Lea loved me, and the last message she sent me on the day before she died was so beautiful and full of hope. “I want to be with you and just love you” were her last words to me, and I will keep those and everything else with me forever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tonight I dreamt with Lea! We started kissing as we used to do, without limits, and I woke up kissing my own arm. I suppose it’s only starting. I suppose the worse is yet to come, but I want the world to know how she loved me and that I will always love her. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In a few weeks I will go to Banská Bystrica to visit her, to say so long to my little princess. I also want to visit her family, which I love so much. I need to hug her mother. Now she’s my mother too.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lea died Saturday, 31st of January, around 18.00 in a car crash. She was on the back seat and died on location. I won’t write here no more. This blog has come to an end. Thank you all.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dakujem Lea, môj laska, ja prisf neskoro ty...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-4119824831826329396?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/4119824831826329396/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=4119824831826329396&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4119824831826329396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4119824831826329396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2009/02/to-lea-lipkova.html' title='To Lea Lipková (1980-2009)'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-9086272273908836132</id><published>2009-02-07T14:46:00.004Z</published><updated>2009-02-08T02:22:32.559Z</updated><title type='text'>Adeus Lea</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SY2fdyw7EcI/AAAAAAAAARg/j01vfTkQ7uw/s1600-h/Lea+and+Me+01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SY2fdyw7EcI/AAAAAAAAARg/j01vfTkQ7uw/s400/Lea+and+Me+01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300067670676935106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Para a Lea Lipková, minha querida mulher, com uma saudade que me desfaz. 5/1/1980 – 31/1/2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro a porta uma última vez. Convido a entrar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um ser antigo. Pouco consigo esquecer de tudo o que vi, do muito que senti, do exagero de tudo o que disse e fui forçado a ouvir. O mundo, este mundo, entrou-me pelos olhos adentro como raios de sol em África em cheio no despertar de um bêbedo. Abri a boca como se horas tivessem passado desde a última vez que havia inspirado, e a vida entrava-me de rompante, rebentando com tudo cá dentro à passagem, como uma massa compacta de água nos últimos segundos da vida de um náufrago. Convidei a entrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro a porta e vejo-me lá, ao longe, de calções de xadrez e sorriso sujo de criança. Vejam! E lá estou ao longe a flutuar, longe da costa. Como cresci, meu Deus! Já não uso mais os calções de xadrez. Agora visto-me apenas de garrafas de cerveja e ocasionais shots de vodka, calças por vezes rasgadas, um sentir frequentemente magoado de tudo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lá da porta aberta existe ainda este país, que desde muito jovem sonhei deixar para trás e assim, longe, talvez lhe poder sentir a falta. Nada mudou aqui. Foram décadas e o essencial ficou, como amontoados da mesma merda seca espalhada pelas ruas. Convido-me a sair, mas não vou já. Só mais uns minutos por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lá da porta aberta está também tudo o que sou agora, aqui. De braços caídos como o derradeiro idiota, colados de lado ao corpo, não evito sorrir ao ver os que me acompanharam até chegar a este sítio. Mãe, pai, pedia-vos que fugissem, mas não acredito haver já nada para vocês noutro lugar. Perdoem-me. Se me mostrarem um dia o contrário prometo ficar feliz. Mas por agora venham, entrem na casa e esperem-me na sala. Eu volto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo mais para dentro. Sei que por aqui, algures numa divisão mais recôndita, há ainda alguém que preciso recordar, inevitavelmente passando ao lado das centenas de pessoas que me marcaram e a quem tiro desde já o meu chapéu, ainda que nunca tenha sido meu hábito usá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou abrindo portas atrás de portas. Uma após outra até que te encontro! Numa sala repleta de claridade, submersa num lindo sol de inverno, estás sentada no chão encostada a um velho sofá castanho, e olhas-me com um sorriso triste. Aqui mesmo te juro que nunca te esquecerei assim! O sol que entra pela janela atrás de ti faz explodir em vermelho os teus cabelos ruivos. Lenta, sorrindo triste, antiga como eu, penteias-te com a mão direita enquanto a outra agarra esses cabelos longos em jeito de rabo-de-cavalo. Depois paras, olhando-me, e pousas a escova no chão ao teu lado. Aproximo-me de ti, baixo-me para te passar a mão pelos cabelos, para te beijar o rosto e a testa, para te pedir desculpa por não te poder entregar a minha pele e a minha cor. E ficas assim, com o sol por trás enquanto penso em como dizer adeus, de ombros caídos e braços colados aos lados do corpo como o supremo pateta que sempre me habituei a ser. Convidas-me a ficar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto-me para a saída. Não olho para trás por medo e saio da sala recôndita com o sinal vermelho aceso por cima da porta de entrada. Ao fundo do corredor lá estou eu distante, calções de xadrez, flutuando cada vez mais longe da costa num mar de leite magro e sem sabor. Como cresci! E é então que começo a correr, em silêncio, em direcção à porta de saída cada vez mais distante. Sinto apenas suor e o bater descoordenado do meu coração, enquanto a vegetação vai crescendo pelas paredes atrás de mim, à minha volta, à minha frente… Os meus passos mergulham já nas águas que invadem o chão da casa. Sinto apenas a tua falta e este angustiante cheiro a verde e a terra. Fecho a casa para nunca mais voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te Lea.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-9086272273908836132?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/9086272273908836132/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=9086272273908836132&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/9086272273908836132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/9086272273908836132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2009/02/adeus-lea.html' title='Adeus Lea'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SY2fdyw7EcI/AAAAAAAAARg/j01vfTkQ7uw/s72-c/Lea+and+Me+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-4984238630433511608</id><published>2009-01-15T22:20:00.006Z</published><updated>2009-07-27T14:55:20.882Z</updated><title type='text'>Once upon a time in Slovakia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SW-3pVc-lRI/AAAAAAAAARY/ABlX4p2YH0E/s1600-h/Bansk%C3%A1+Bystrica+34.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SW-3pVc-lRI/AAAAAAAAARY/ABlX4p2YH0E/s400/Bansk%C3%A1+Bystrica+34.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291650007944828178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(To Lea Lipková, forever my princess)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Once upon a time, so many centuries ago, there was a castle near the Low Tatras in Slovakia where a beautiful princess lived with her father. She was bright and beautiful, and every day, at dusk, she came to the window of her room to comb her beautiful long red hair, and she sang… One of those days, when the sun was almost setting behind the mountains, spreading the last orange rays over the earth, she came to the window as usual, singing, and she started combing her magnificent red hair. As she was looking to the horizon, far away, she saw a little black dot in the sky over the snowy mountains. She kept staring at that strange black dot and she realized it was growing slowly, and then faster, and faster, until it wasn’t a black dot no more. It looked like some sort of bird, and she smiled. But suddenly she realized it wasn’t a bird! Oh, no! It was growing too much to be a bird, and she felt a chill down her spine. When she realized what it really was she ran away inside her room to hide behind her closet. But, at the same time, she was terribly curious. She could hear the flapping of his wings outside, around her tower, and also the screaming of the villagers. Yes, it was a dragon! A big, black, scary and lonely dragon was outside, surrounding her castle and being hit by her father archers. She had heard about them, but never actually seen one. For some minutes she could hear all the noise and screaming outside, but eventually he went away, leaving the place silent as it was before.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Next day, as usual, she went to comb her hair again at the window at dusk, and again she saw the little black dot on the horizon, over the mountains. Again she fled inside, but this time her curiosity made her take a peek. And that was when she saw the dragon’s beautiful brown eyes, tender, gentle, sweet, looking at her as he tried to escape the arrows! She even smiled a little, but then she ran away inside, until again she could hear no murmurs anymore. He was gone once more! And the next day again it happened, and the day after, and the other one. And the princess grew attached to that dragon, she sat at the window combing her hair and smiling at him while he escaped the arrows and rocks… He was gentle to her, and she could tell he loved her deeply! Until one day her father called her to say he decided to marry her with some count of the region who claimed he would kill the dragon as a sign of appreciation and as a wedding gift for her father and the villagers. She was in panic! That could not happen! She didn’t want to marry no count, and especially she didn’t want the dragon killed. She realized she loved him too for all his constant visits at dusk when she was so alone… What could she do? What?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The days went on and the dragon kept coming, and she told him about his fathers’ intentions. He was very sad. She was going to marry? But she told him she didn’t want to, and also that she was falling in love with him… He smiled, full of passion, and gave a strong roar that chilled the entire valley and went straight up into the mountains. But then the day of the wedding came, and the count arrived at the castle with all his court and a huge machine to kill the dragon. The girl was in panic, and she kept crying the all day. The dragon didn’t show up, and she didn’t knew what to do no more. She didn’t wanted marry, but all the ceremony was ready and set for that evening. The count was outside by his machine, waiting, looking at the horizon. She didn’t knew if she wanted the dragon to come and take her from there, or if he should stay away not to be killed. She was anxious! But as always, at dusk, the dragon came from the mountains. First a small black dot, and then growing over the land and the ones who were waiting to kill him, he came. And he came in full power spreading flames everywhere he could see a threat. And before the count could set his machine on him he took the princess from her window for good, and no-one from that region has ever see them both again. Some travelers, years later, reported that they were still living together up in the High Tatras mountains and that they even had descendants already. And so the story went on…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nowadays in Slovakia, in the very same village, there is still a girl who combs her red hair looking at the mountains at dusk. She doesn’t expect a dragon no more, that time is well gone now. She expects everyday an airplane. First a little dot on the horizon over the snowy mountains, and then its wings glowing from the last rays of light. Each day she expects the plane that can bring her love to her forever. Maybe, just maybe, she is a princess too. And, although not likely, maybe one day her dragon will come.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Banska Bystricá, Slovakia, December 26th, 2008 / Text: Coimbra, Portugal, January 15th, 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-4984238630433511608?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/4984238630433511608/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=4984238630433511608&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4984238630433511608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4984238630433511608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2009/01/once-upon-time-in-slovakia.html' title='Once upon a time in Slovakia'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SW-3pVc-lRI/AAAAAAAAARY/ABlX4p2YH0E/s72-c/Bansk%C3%A1+Bystrica+34.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-2163651251131713162</id><published>2009-01-14T22:04:00.002Z</published><updated>2010-04-11T11:23:11.349Z</updated><title type='text'>What happened to Edna?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SW5hpbJQEbI/AAAAAAAAARI/dop7SmHmfjA/s1600-h/Hronsek+04.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SW5hpbJQEbI/AAAAAAAAARI/dop7SmHmfjA/s400/Hronsek+04.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291273976496001458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;It was just another cold day with temperatures reaching 17º below zero. But it was just like so many other freezing days in there. It was sunny, though, with a completely clear blue sky. It was one of those days when people had to wear sunglasses to protect their eyes from the brightness of sunrays reflecting in the snow. The sun was especially painful that day. For some instants, several of the friends and old acquaintances reunited there - some after being away from each other for many years - took off the sunglasses to wipe away some tears. But immediately they'd put them on again, for protection, against the sun and exposure to too much emotion. I had put mine back too, although tears kept coming.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All the brightness of that day was in total disagreement with that event, or with what each of us felt about it. A little farther, away from the group but at eyes reach, near a small garden, some of our children played with the snow, totally indifferent to our black procession, totally unaware of what it meant to each one of us. My kids had stayed home with a cousin. Only my wife and me had come, because I didn’t want them to notice Edna’s picture on the cemetery gates. Edna had left us here: it was just like that. She decided to abandon us to our own fortunes after so many years, although all of us loved her so, in so many ways, for so many years. So there we were finally, at the end of one more road, paying our last respects. She had let go of the rope and our boats begun sailing away by themselves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Just two weeks ago I had been at her place with my family, for one of those Sunday lunches that last throughout the whole day and into the night. We talked for hours about research projects and the necessary funds that should be raised, about our next holidays, about our day-to-day lives and worries. My kids were growing fast and she loved teasing and provoking them, and they loved her like a grandmother for all the cinnamon biscuits she made and all the love and respect she devoted them ever since they were born. As usual, we ended up remembering old days of when she was my teacher, and of how sometimes I got into her nerves. Of course by then I was the centre of all the jokes, and had to put up with mockery coming even from my own kids. I remember she having even said she was thinking about taking a trip to Namibia next summer, to visit an old friend of hers who had went to live there many years ago. It was a simple, normal Sunday, and everything was just OK. Life was where it was supposed to be and nothing could predict what would come later.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It was winter, just a winter like so many others in our lives. I would get up in the morning for a shower every day, followed by my wife, who would prepare some coffee, and then as my wife showered I would wake the children up and give them breakfast and prepare them for school. The kids were growing fast and healthy, full of energy, and my marriage was a very good one. We would get out everyday for work, me for the publishing house and my wife for the elementary school where she was a teacher, and we lived our lives like that, happily, peacefully. Everything was all right, or maybe not. Maybe it was just our way of not caring too much with the conditions of our lives, not caring about little details. We all know that sometimes too many questions can be suffocating and exhausting. Too many considerations can be a burden, and in a way maybe our lives are lived for the most part with the autopilot on, human intervention being required only in specific emergency occasions. The thing is we don’t have any device to warn us with a siren when something begins to go wrong with our lives, or with the lives of our loved ones, of our friends, colleagues, or simply strangers passing us by on the street. And sometimes when we realise there is a problem it's already too late to change the course of events. In other occasions, when we suspect something might not be the way it should be, people tend to dissimulate, they tend to hide feelings and emotions and just say everything is just fine when in fact it is not. We feel, we think things over, we imagine and dream about the future, we have conscience of our actions and surroundings, and therefore it is inevitable to be affected by this world, by specific circumstances of our daily lives and existences. To be alive is to be permeable to outer and inner conditions. We interact constantly with so many factors that it eventually causes us to suffer. And we also suffer sometimes for not having someone who could listen to what we have to say, someone who could understand, although we try less and less to communicate with others. We just have to be strong and deal with our own idiosyncrasies and problems by ourselves, trying not to bother others around us so much with our petty existences. I can also see myself in this wide picture. I’m so far from perfection… Maybe things I should have told others I left to be said and kept them to myself. And what good did it made me? None whatsoever. But I think we’re all like that, although this is far from being an excuse. What I mean is that it’s not just me, and I can’t be responsible for all bad things in this world. But that doesn't make this feeling go away...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The thing is that Edna is gone now, and nobody really knows or understands why. What happened to Edna? In all the faces attending the funeral I recognize old friends, old colleagues from school, old teachers… I see their families in there too. I look at my wife, I think of my kids, and in a very devious way I feel kind of happy to be here in this world, to be allowed to remain for some more time. Having said that, let me just say that all of us cried today, even in the absence of tears. No one knows why she gave up. No one saw any sign. But in all of us I realize now how much love we can expect from life: nothing bigger than the love Edna had for us all.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Hronsek, Slovakia, December 30th, 2008 / Text: Coimbra, Portugal, January 14th, 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-2163651251131713162?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/2163651251131713162/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=2163651251131713162&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/2163651251131713162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/2163651251131713162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2009/01/what-happened-to-edna.html' title='What happened to Edna?'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SW5hpbJQEbI/AAAAAAAAARI/dop7SmHmfjA/s72-c/Hronsek+04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-2671797393172827882</id><published>2009-01-14T00:49:00.005Z</published><updated>2009-02-08T14:27:41.149Z</updated><title type='text'>A clown</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SW03NX-wuAI/AAAAAAAAARA/K6ywL2Yjldk/s1600-h/Bansk%C3%A1+Stiavnica+15.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SW03NX-wuAI/AAAAAAAAARA/K6ywL2Yjldk/s400/Bansk%C3%A1+Stiavnica+15.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290945840145283074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(To Lea Lipková, forever my princess)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now as I walk my feet don't touch the ground no more! I'm a clown. By now everybody knows that I love you...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Banska Stiavnica, Slovakia, December 28th, 2008 / Text: Coimbra, Portugal, January 14th, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-2671797393172827882?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/2671797393172827882/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=2671797393172827882&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/2671797393172827882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/2671797393172827882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2009/01/clown.html' title='A clown'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SW03NX-wuAI/AAAAAAAAARA/K6ywL2Yjldk/s72-c/Bansk%C3%A1+Stiavnica+15.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-474309287542188949</id><published>2009-01-10T19:51:00.001Z</published><updated>2009-01-10T19:59:13.705Z</updated><title type='text'>Where the heart is</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SWj9gCbO9CI/AAAAAAAAAQ4/nmq8FHgNCO0/s1600-h/Bansk%C3%A1+Bystrica+30.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SWj9gCbO9CI/AAAAAAAAAQ4/nmq8FHgNCO0/s400/Bansk%C3%A1+Bystrica+30.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289756489195385890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(To Lea Lipkova, forever my Princess)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you think we’re far apart, and that everything is much too impossible for our unprepared hands and eyes, look closer, my love... If, at night, you dream of the time I used to be there lying by your side, and you resting your face on my chest, and our hands travelling through each others’ bodies, just to awake suddenly in the dark, lonely, cold, look closer... If you remember all those kisses and conversations, of holding hands in the snow and all those emotions, just look closer, hold on... Try to think of all the distance separating us as a measure of what we feel, because what we feel for each other is so real that we will not be this distant forever. It couldn’t be easy for us... Look closer! I’m in you. It’s like with real snow, I just know I will feel it over me one day...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Banska Bystricá, Slovakia, December 26th, 2008 / Text: Coimbra, Portugal, January 10th, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-474309287542188949?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/474309287542188949/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=474309287542188949&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/474309287542188949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/474309287542188949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2009/01/where-heart-is.html' title='Where the heart is'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SWj9gCbO9CI/AAAAAAAAAQ4/nmq8FHgNCO0/s72-c/Bansk%C3%A1+Bystrica+30.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-8858042045214001407</id><published>2008-12-05T23:53:00.005Z</published><updated>2010-07-10T17:10:24.739Z</updated><title type='text'>Don’t tell me who I am</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/STnAvJ6ydNI/AAAAAAAAAMc/FVss2xcQM1E/s1600-h/F%C3%A1brica+de+Fia%C3%A7%C3%A3o+de+Tomar+33.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/STnAvJ6ydNI/AAAAAAAAAMc/FVss2xcQM1E/s400/F%C3%A1brica+de+Fia%C3%A7%C3%A3o+de+Tomar+33.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276460354790126802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(To Lenore)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tell me what to do now, and how to do it. Help me understand things I always found quite difficult. How should I behave to be better? What does this world expects from me? How can I do you good? Give me a hand, because I need to get along in public. Show me the way home, and what should I go home to. Who’s there? Explain me what love is and how can I reach it. And if I do how can I know it, and what to do from that moment on.&lt;br /&gt;What should I do? How can I do it? What for? Teach me who I am and why and what for and why that way and not some other... Hold my hand. Get to know me. Believe in me and make me understand why you do. Be here. Don’t give up. Maybe I can’t do it on my own.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Tomar, Portugal, November of 2008 / Text: Coimbra, Portugal, December 5th, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-8858042045214001407?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/8858042045214001407/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=8858042045214001407&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/8858042045214001407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/8858042045214001407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/12/dont-tell-me-who-i-am.html' title='Don’t tell me who I am'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/STnAvJ6ydNI/AAAAAAAAAMc/FVss2xcQM1E/s72-c/F%C3%A1brica+de+Fia%C3%A7%C3%A3o+de+Tomar+33.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-6465477621836175624</id><published>2008-11-08T16:44:00.001Z</published><updated>2008-11-08T16:49:25.449Z</updated><title type='text'>Love scene</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SRXCS9xH8GI/AAAAAAAAAMU/V1pXNooAMxo/s1600-h/Dry+Leaves.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SRXCS9xH8GI/AAAAAAAAAMU/V1pXNooAMxo/s400/Dry+Leaves.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266328970353700962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;For many, many years, we’ve been around. Many times we got together in different places in this world without planning it. And when that happened we had coffee, we had lunch, we had dinner and we made love. The decision of leaving home was shared, and both of us closed all windows, locked all doors, picked up our luggage and just went away in different directions. When you went south I went north, when I went east you went west. Always with a smile in our eyes, always remembering…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;He came out from the sea that night and I was waiting in the wind with some towel to clean him up.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;From time to time I called home. Although no one was there to answer the phone it felt good knowing that, in that dark room, far away, the familiar sound of the phone could be heard. My heart felt appeased.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;He came down from the mountains that morning and I was there in the snow with a coat to keep him warm. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It was a long journey the one we’ve made. We weren’t running from anything. We weren’t tired of each other. There was nothing more precious in this world. We just wanted to meet unexpectedly in strange lands, have exquisite meals, feel our hearts beating hard at the sight of each other in Rome, Johannesburg, Calcutta, Macao… We loved so much the fact of being alive. I loved you so much that I’ve desired to keep falling in love with you, in strange lands, with strange colours, in the sun or under rain, at night, during day, in all four seasons, in all continents. And whenever I saw you there it was! There it was! I knew why I was here in this world: to ask you whom you were, to invite you to do something, to see you smiling and embracing me once more with laughter. To fall in love with you…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;He came out from the train that evening and there I was to help him with the luggage and take him home, where we’ll always belong.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Tomar, Portugal, November 1st, 2008 / Text: Tomar, Portugal, November 5th, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-6465477621836175624?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/6465477621836175624/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=6465477621836175624&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6465477621836175624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6465477621836175624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/11/love-scene.html' title='Love scene'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SRXCS9xH8GI/AAAAAAAAAMU/V1pXNooAMxo/s72-c/Dry+Leaves.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-8075803764054736007</id><published>2008-10-31T20:02:00.002Z</published><updated>2009-01-23T18:31:51.808Z</updated><title type='text'>Depois de ti</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SQtk3FKmGVI/AAAAAAAAAMM/L0gRMWjYGwQ/s1600-h/R%C3%A9zekne+11.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SQtk3FKmGVI/AAAAAAAAAMM/L0gRMWjYGwQ/s400/R%C3%A9zekne+11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263411486954756434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Para a minha princesa Lea Lipková)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter-te visto no aeroporto logo à chegada, ter-te dito algumas palavras incertas... Ambos estávamos cansados, mas ainda assim alguma fagulha incendiou uma pilha de lenha esquecida dentro de cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter feito aquela longa viagem pelo escuro, para aquele lugar desconhecido e longínquo, em silêncio, não sabendo sequer o que estaria à nossa espera no outro lado da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter-te visto exausta à meia-noite naquela paragem para café no meio de bosques escuros, ouvindo sons de corujas e outras criaturas noctívagas. O vento gelado quase esculpia cicatrizes nos nossos rostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter-te visto ensonada na manhã seguinte, olhos pequeninos e tão verdes, a tua face ainda mostrando as cores quentes dos sonhos. Ter saído para o frio de novo, na cidade ex-soviética...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termos começado a conversar após o jantar, termos bebido em demasia... Ter-te ouvido dizer que acordaste ouvindo alguém cantar no duche no quarto imediatamente acima do teu. Ter-me apercebido que era eu quem te acordara. Quem me dera cantar-te para sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter tocado o teu cabelo pela primeira vez, madrugada dentro, gelados no jardim fronteiro à igreja, ter segurado na minha a tua pequenina mão quente. Ter sentido a humidade dos teus lábios, o aroma da tua respiração, o toque da tua língua, quando ambos estávamos tão longe, quando ambos estávamos tão incertos, quando ambos nos encontrávamos tão vivos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter-te beijado. Ter-te beijado e ter sentido uma vez mais o meu coração enviar sangue de novo para as artérias, todo o meu ser funcionando na perfeição como a mais sofisticada peça de maquinaria. Ter sentido alegria, ali mesmo, na Europa de leste. Ter pressentido o teu corpo forçando lentamente caminho para o meu, e depois mais e mais... Queres entrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter sabido que não iria durar, ter tentado ficar apenas com o melhor daquilo que cada um dos dois tinha para oferecer ao outro... Termo-nos preparado para o adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter desejado tanto que o tempo ficasse quieto por alguns momentos, dias, horas. Ter aceite tudo o que ele nos pudesse dar ao longo daquele período... Ter sentido os teus braços em volta do meu corpo na noite. Ter amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter feito a viagem de regresso em lugares separados, sonolentos e receosos das palavras. Ter-te levado ao aeroporto, ter estado ali à espera de um milagre que nunca viria. Teres de te ir embora e eu de te deixar ali com a tua bagagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter envolvido os teus ombros apenas mais uma vez, ter olhado para os teus olhos apenas mais uma vez, ter tocado nos teus cabelos... Ter desejado que ali estivéssemos apenas nós dois, ter-te dado um último beijo, breve, dorido. Ter-te dito algumas palavras órfãs e me dirigir para a saída para não mais olhar para ti. Ter perdido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o trocava por nada deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Rézekne, Letónia, 28 de Setembro de 2008 / Texto: Tomar, Portugal, 12 de Outubro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-8075803764054736007?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/8075803764054736007/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=8075803764054736007&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/8075803764054736007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/8075803764054736007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/10/depois-de-ti.html' title='Depois de ti'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SQtk3FKmGVI/AAAAAAAAAMM/L0gRMWjYGwQ/s72-c/R%C3%A9zekne+11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-4993272029033762122</id><published>2008-10-28T19:23:00.001Z</published><updated>2008-10-28T19:27:26.987Z</updated><title type='text'>Underwater</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SQdne1JuLxI/AAAAAAAAAME/xqeXU7Vyyl4/s1600-h/Riga+25.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SQdne1JuLxI/AAAAAAAAAME/xqeXU7Vyyl4/s400/Riga+25.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262288468967304978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;How many of us are still breathing? Can you really hear me? Are we still alive?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We’ve all walked that extra mile, we’ve all made dreams come true either by writing, painting, sculpting, writing music or making science. It’s true. And in those dreams we’ve tried to hold to each other’s arms. I guess we’re here for some reason, although I can’t quite get it. Not yet anyway. But do we still have the time to do it? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;From now on, if time makes it easy on us all, we can go on honouring our existences and dreams. Be what you write about. Be as beautiful as your paintings. Be as everlasting as your sculptures.  Be as hypnotic as your songs. Be what you believe. Oh God, give us time!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Without all of us this place would be really dull and vain. Who else would be here, anyway, prepared for so much beauty, to contemplate it, to understand it, to cherish and make it blossom? It would not be a waste, but a shame. Meanwhile, maybe the time is coming when we’ll have to let go of it. Water is already reaching my neck, and maybe the time has come for us to close our eyes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Riga, Latvia, October 2nd, 2008 / Text: Tomar, Portugal, October 27th, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-4993272029033762122?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/4993272029033762122/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=4993272029033762122&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4993272029033762122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4993272029033762122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/10/underwater.html' title='Underwater'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SQdne1JuLxI/AAAAAAAAAME/xqeXU7Vyyl4/s72-c/Riga+25.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-3963589845386967684</id><published>2008-10-20T18:18:00.002Z</published><updated>2008-12-18T14:58:04.388Z</updated><title type='text'>If this world was made out from paper the sun could easily burn it down</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SPzLzezzCkI/AAAAAAAAAL8/SQSoUNKdB50/s1600-h/Processo+03.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SPzLzezzCkI/AAAAAAAAAL8/SQSoUNKdB50/s400/Processo+03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259302550165981762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(To my friend Ioana Bohalteanu Caramiziu and her beautiful world)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sometimes, when I’m alone, the strangest thing happens. When I look to a given point, doesn’t matter what or when, either in the street or indoor, I feel like I’m entering a totally different space and time, a totally different world, with beings totally different from you and me. When that happens I’m always conscious of everything around me, I never loose awareness of where I am. It’s only that in those moments I live, for a few seconds or minutes, in two separate and very distinct realities. It usually happens when I have the sun in front of me and its glare penetrates through my eyes directly into the inner part of my body. Even when it’s cold I can feel the warmth of that other place to which I travel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basically, it’s very much like this one. I can’t even tell why I feel time in there is not the same as the one in here, it’s just something I feel without being able to explain. But I do feel privileged to be able to visit that place every now and then, to make me remind, to make me feel more in touch with the human part of me, to make me dream and relax for a little while.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In there I never had the chance to speak with no one. I tried but never succeeded, even though it’s a world full of beautiful beings just like you and me, but different. They’re so ethereal and fragile, like butterflies in summer prairies, like they’re made out from paper tissues with all the colours available. Not at all like us, so strong, so tough, so everlasting and resilient. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today I went there one more time, only if just for a few seconds. It was in the afternoon and I was in a coffee table in a square. The autumn sun was making damage to my eyes and the people were crowding the place, touching my arms and back and making me feel uncomfortable. I stared up, to the cloudless sky and to the sun, and suddenly I was taken again from here to that place. It was all very brief, but in front of me there was this woman, in red, so beautiful and delicate, made out from paper. In those few seconds I realised how I could crush her but never would. In those few seconds I realised how violent we are. In those few seconds I wanted to kiss her but never could. In those few seconds I realised how lonely we all are in this earth. In those few seconds I understood finally why they exist: to make us remind all we could be if we really tried.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photograph: Rézekne-Daugavpils trip, Latvia, September 29th, 2008 / Text: Tomar, Portugal, October 19th, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-3963589845386967684?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/3963589845386967684/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=3963589845386967684&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3963589845386967684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3963589845386967684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/10/if-this-world-was-made-out-from-paper.html' title='If this world was made out from paper the sun could easily burn it down'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SPzLzezzCkI/AAAAAAAAAL8/SQSoUNKdB50/s72-c/Processo+03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-3957251028763060818</id><published>2008-09-05T14:40:00.001Z</published><updated>2008-09-05T14:42:44.937Z</updated><title type='text'>Dia de Eleições</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SMFFPpyzfOI/AAAAAAAAAL0/d0hW9J2ltQY/s1600-h/Av.+4+de+Fevereiro+-+07.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SMFFPpyzfOI/AAAAAAAAAL0/d0hW9J2ltQY/s400/Av.+4+de+Fevereiro+-+07.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242547576455265506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante cerca de três minutos um avião voa muito baixo, a cerca de uns três metros da superfície de um oceano calmo, desafiando-o. Trata-se do atlântico sul, que nesse dia está espantosamente plácido, apenas com pequenas cristas brancas de espuma no cimo de pequenas ondas ridículas. Quase não se ouve o som do motor da aeronave.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma câmara está posicionada sob o nariz do aparelho, gravando imagens que darão a quem as vir a sensação dele próprio planar em voo rasante, sem qualquer vislumbre de terra. Trata-se de provocar o desejo de abrir os braços para voar, para planar sem recurso a máquinas. Ouve-se um som cadenciado, relaxante, hipnótico, que se sente ir-se extinguindo. O adivinhar da aproximação do final da música abre uma outra porta, deixa antever uma mudança: a aproximação da terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música finda, e no silêncio a câmara ergue-se lentamente, ligeiramente, como se a aeronave ganhasse altitude. O sol de fim de tarde está à direita quase tocando a linha do horizonte, e com o alargar do campo de visão devido ao ganho de altitude vê-se aproximar rápido um pontão quebra ondas feito de blocos maciços de pedra e depois um grande cargueiro enferrujado afundado de estibordo na baía. Num movimento rápido e preciso a aeronave ganha de novo altitude precisamente no momento em que parece ir chocar contra esse mesmo cargueiro. Do alto podemos agora observar dezenas de cargueiros fundeados na baía. Luanda. Bruscamente, como se o sol poente se tivesse reposicionado no horizonte, aparece agora de frente num super grande plano, ofuscando, magoando. Esbatem-se agora as cores numa tela inundada de uma luz que tudo elimina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa rua secundária um homem dorme sentado no chão, de costas contra um dos pneus de um Toyota branco coberto de terra seca. Há lixo espalhado pelo chão, sacos voando com o vento, pelas ruas soltos, latas amolgadas que já não rolam mais. Há fios de água pestilenta escorrendo de lugares invisíveis, e moscas. Não tarda a noite cairá e virão os mensageiros da malária e da cólera. Uma câmara viaja pendida de uma mão invisível, quase junto ao chão, e regista trapos largados pelos passeios, bancas de fruta e vegetais largados nos vãos dos prédios, um fogareiro ainda fumegante sobre o qual se encontra uma grelha ainda com quatro bananas a assar. Cães lambem-se as feridas na frescura da noite que se aproxima. As acácias deixam finalmente cair o seu pó sem medo de incomodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite não se ouve mais o som dos geradores de electricidade nem as ocasionais rajadas de AK. Não há som de vozes. É sexta-feira e não se cheiram os aromas de festa. A câmara sobe, virada para o chão, como se elevada por um balão de ar quente. Primeiro vê-se a rua, depois o quarteirão, depois o bairro, e continua o seu movimento ascendente até abranger toda a cidade. Algo incómodo fica colado à retina dos olhos: não há movimento de automóveis nas ruas. De novo a câmara desce, e desce, e vai descendo até se encontrar ao nível dos últimos andares de um prédio de 15, incompleto, vestido apenas de tijolo, cimento, e malhas de bombardeamentos das últimas eleições livres. Dezenas de tecidos coloridos pendem de cordas, de janelas, de arames esticados em varandas no lugar de parapeitos e de onde todos os anos crianças caem para o seu voo de baptismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por segundos a câmara dá-nos uma pausa, focando com clareza uma destas janelas de um dos últimos andares de um prédio triste de 15. Depois avança em direcção à janela aberta, penetrando na casa, devassando a sua intimidade pobre. Um casal e duas crianças dormem juntos no chão de uma divisão, sobre esteiras. De lado, o homem da casa tem o seu braço esquerdo sobre a sua mulher. As crianças estão atiradas à toa, uma repousando a cabeça sobre a coxa da outra, como se o sono as tivesse apanhado a meio de uma brincadeira. A um canto da cozinha há uma caixa de plástico repleta de latas de cerveja cheias, quentes. Há na banca quiabos, há jimboa, há mandioca, há cebolas e tomates. Numa bacia de plástico, amanhados e cobertos com sal, estão meia dúzia de cacussos prontos para as brasas. A câmara recua lentamente dali, até sair pela janela de onde entrou. Devagar, afasta-se do prédio, sempre com ele no centro da imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi apenas mais uma viagem. Todos os habitantes estão adormecidos, toda a vida se esgotou na própria vida, todo o sofrimento se transformou em paz, hoje é dia de eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Luanda, Angola, Agosto de 2007 / Texto: Coimbra, Agosto e Setembro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-3957251028763060818?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/3957251028763060818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=3957251028763060818&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3957251028763060818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3957251028763060818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/09/dia-de-eleies.html' title='Dia de Eleições'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SMFFPpyzfOI/AAAAAAAAAL0/d0hW9J2ltQY/s72-c/Av.+4+de+Fevereiro+-+07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-2481809522012792432</id><published>2008-08-02T17:37:00.001Z</published><updated>2011-03-15T17:22:16.907Z</updated><title type='text'>Ballerina</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SJSbtcrSjAI/AAAAAAAAALs/HiTw_0O0T5Q/s1600-h/Paris+012.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SJSbtcrSjAI/AAAAAAAAALs/HiTw_0O0T5Q/s400/Paris+012.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229976272378170370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;The first moment I saw you I must admit I didn’t gave you a second thought. Then, looking closer – watching you from a distant corner –, some hand reached mine with a soft, warm, gentle touch. Who are you really? We’ll part in a few days, and so there’s no point in trying to get to know you better. I really don’t think I want to know about the things that make you smile, or laugh, or cry… I don’t want to know if you love rain or sunshine, or if you’ve ever dreamed about being a ballerina. Maybe you just love sunsets and take pleasure in walking up and down at the beach after dinner. Maybe you love to read and to wear those beautiful blue summer dresses with little white flowers on. Maybe you love the smell of book pages and close your eyes when you go to bed trying to imagine sceneries for the stories you’re reading, or how their characters look like. Maybe you love to walk amongst inhabitants of far away cities pretending you’re at home. Maybe you love to swim naked on deserted beaches, and sweet oranges when it’s really hot. Maybe you love to wake up hearing the birds outside your window and the smell of chocolate cakes baking in the evening. Maybe you love the electricity of Christmas and children, and horses, and fantasising about being a princess from a strange country. Maybe you love flying and the emotions of taking off, or maybe you love the smell of coffee by the morning, with toasts, and orange jam, and passion fruits… Maybe you just love to dream about love, and maybe you dream about being loved too. Maybe you even dream about me loving you, and maybe you would like it if I showed some interest in getting to know all this little things about you. Maybe I’m completely wrong, maybe I’m not, but I don’t really want to know anything more about you. I know enough: you caught me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photograph: Paris, France, December of 2006 / Text: Tomar, Portugal, July 28th, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-2481809522012792432?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/2481809522012792432/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=2481809522012792432&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/2481809522012792432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/2481809522012792432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/08/ballerina.html' title='Ballerina'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SJSbtcrSjAI/AAAAAAAAALs/HiTw_0O0T5Q/s72-c/Paris+012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-2943878086060207084</id><published>2008-05-26T16:01:00.002Z</published><updated>2008-12-10T03:17:03.775Z</updated><title type='text'>Landing</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SD1w5zayojI/AAAAAAAAALk/kIJIG20DHow/s1600-h/Panguila+-+62+-+Praia+de+Santiago.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SD1w5zayojI/AAAAAAAAALk/kIJIG20DHow/s400/Panguila+-+62+-+Praia+de+Santiago.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205440882667594290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;How I wish I could get it right this time. All my life I’ve been dreaming about that moment when I would be free of all constraints and could finally begin building that special world I’ve always saw whenever I went to bed and let my mind run free over all things, real and imaginary. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Like many people in this world I never really knew what a home is. At least not one like those we sometimes see in movies, read about in books, or even sees next door, which makes it more desirable because it is real and seems so easy to get. But, in a way, I had one. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Those minutes, or hours, between the moment I went to bed until sleep came and took my mind away from this world I really grew wings and took off. For many, many years, those moments, every night, were really when I was home. I just laid my head over my pillow, turned the lights off, and distinctly saw myself opening the front door of my house and dropping the door keys over a small black table right next to the door. Then, without turning the lights on, I used to see myself sitting on a couch, in the dark, facing the movement of the night garden behind the glass wall of the living room. Sometimes, of course, there were variations. Sometimes there was music. Sometimes I imagined it was winter and I would start a fire in the fireplace and just stood there staring at the flames and at the rain outside, feeling the warmth and hearing the small cracks of the wood. It even snowed, every now and then. Other times it was summer, and I went outside and just felt the tropical night warmth and humidity, and laid my body over the grass hearing the waves of the sea below and night insects going about their lives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What kind of house was this imaginary house of mine, in a tropical place but where it snowed all the same? It was HOME. It was the place where I could always run to, no matter how bad things got. In there I knew I would be safe. In there I always felt joy and could find my peace of mind again and again, every nights, for many many years.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sometimes I even took people there to share my home with me for some hours, for some days. Of course none of those people have recollections of those moments when they shared with me the most precious thing I could give them. It was all in my mind. That house, that peace, that fireplace, those tropical nights, the keys dropped on a black table behind the entrance door, the snow outside, all the joy I felt, the murmur of the sea down below calling for me nigh after night, the company I took there although mostly I enjoyed to be there by myself… It was all the fruit of my imagination. But although I knew that, for I am no schizophrenic, that was really the closest I ever got to home. I always knew it wasn’t real, but it was there, every nights, and it made feel good.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For years and years that place lifted me up. It gave me wings and had me regain my strength. I even remember, as a kid, of being sick and feverish and sleeping all day during many days, and feeling happy about that because it allowed me to be at home for a longer period. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Like I’ve said, I always knew it wasn’t real. But as long as it made me happy I didn’t mind. I was my secret place, my shelter, my dream, my home, my wish, and now I miss it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I’m a grown man now, at least in the biological sense of the word, but every night when I go to bed I try to follow the road that would take me back to that place. But somehow, for a few years now, all I manage is to get lost along the way. I can’t return home anymore. I know it’s gone, even if its memory and all the pleasure I used to feel persists in my mind. I will never allow those moments to leave me. Although I no longer believe I will be home again, or that I will make that dream come true, I need those memories to feel human, joyful, and in peace. And so I thank my mind for all the tricks it played with me along the years, for even if I never really knew what happiness was at least I know what it is to feel joy. After all, that’s what life is all about.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photograph: Panguila, Angola, August of 2007 / Text: Coimbra, Portugal, May 24th 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-2943878086060207084?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/2943878086060207084/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=2943878086060207084&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/2943878086060207084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/2943878086060207084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/05/landing.html' title='Landing'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SD1w5zayojI/AAAAAAAAALk/kIJIG20DHow/s72-c/Panguila+-+62+-+Praia+de+Santiago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-5298008495240853538</id><published>2008-04-17T15:58:00.008Z</published><updated>2008-12-10T03:17:03.859Z</updated><title type='text'>Náufragos de margens e de sinais</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SAd0j5Ii7BI/AAAAAAAAAK8/bezG5tVa4GQ/s1600-h/Coimbra+12.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SAd0j5Ii7BI/AAAAAAAAAK8/bezG5tVa4GQ/s400/Coimbra+12.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190245255548693522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi como ontem e amanhã logo se vê. A chuva continua a cair aqui com uma cadência monótona e irritante. Sinto-a como parte fundamental de um plano maquiavélico para me enlouquecer. Cai lá fora, na rua, mas sinto-a cair dentro do meu quarto deixando-me atolado em lama e frio. Tenho uma mala para preparar para fugir uns dias para um país mais quente e não sinto vontade. Os dias de hoje e de ontem paralisam-me o desejo de fuga, a apetência pela viagem, o gosto dos preparativos. Se viajar fosse sexo desta vez não me interessam os preliminares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mala está aberta sobre a cama mas as roupas nem sequer aqui estão perto. O vento deve tê-las espalhado pelas ruas, pelas redondezas, e de certeza por esta altura algum animal sem dentes há-de estar a considerar a melhor forma de vestir umas meias minhas em braços escanzelados. Amanhã logo se vê, mas hoje foi como ontem, e o tecto do meu quarto desapareceu e chove cá dentro deixando-me tremendo de frio num lamaçal. Não me apetece nada. E porém, por vezes foco o olhar num ponto sem interesse qualquer e enquanto me deixo levar por um túnel de luzes não muito fortes e de contornos imprecisos penso em Istambul. Abstraio-me de uma Coimbra náufraga de margens. Uma Coimbra à deriva num mar de nuvens cinzentas prenhes de vagas violentas. Traz um rombo esta cidade, e mete água a um ritmo que já não dá grande margem à esperança da tripulação. Adeus sítio…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes ouço alguém falar e surpreendo-me. Falam, estes animais estranhos! E porque não haveriam de falar? Pedem talvez ajuda, uma tábua que lhes permita flutuar pelos dias de chuva até uma margem menos distante do rio. Que sirva para algo mais útil do que registar mandamentos! Seguir de olhos fechados os contornos dos caminhos maternos até ao parto e a uma toalha seca que os embrulhe e os leve para sempre do frio. Amanhã logo se vê se busco a roupa para a enfiar dentro da mala, mas com este som de milhares de gotas gordas que caem do mar em cima de mim e para a caleira metálica acabo por me deixar sair do corpo e imaginar o Bósforo. Tenho sede de climas mais secos. Preciso de sentir o sol apagar, como uma borracha, as minhas rugas e olheiras de tantos dias de mar. Neste país não há tornados! Apenas construções de fraca qualidade feitas por homenzinhos tristes com a sua escolaridade obrigatória. Desculpem o desabafo aqueles que confeccionam e cozem a broa que vou mastigando diariamente com o olhar perdido na chuva lá fora. Só broa e chuva já não bastam. Preciso de um futuro onde um sol possa brilhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Coimbra, Portugal, Setembro de 2007 / Texto: Coimbra, Portugal, 17 de Abril de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-5298008495240853538?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/5298008495240853538/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=5298008495240853538&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5298008495240853538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5298008495240853538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/04/nufragos-de-margens.html' title='Náufragos de margens e de sinais'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SAd0j5Ii7BI/AAAAAAAAAK8/bezG5tVa4GQ/s72-c/Coimbra+12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-8085993630495233540</id><published>2008-04-14T20:25:00.002Z</published><updated>2008-12-10T03:17:04.238Z</updated><title type='text'>Outgrow me</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SAO-NJIi7AI/AAAAAAAAAK0/ocrHuhYOsdU/s1600-h/Porto+118.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SAO-NJIi7AI/AAAAAAAAAK0/ocrHuhYOsdU/s400/Porto+118.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189200328660282370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Go now. Start your long planned journey around life – around both our lives. Try this world and what it has to offer you, and keep the best. Check new places with untouched landscapes and feel the wind. Try strange foods and tell me latter how it was. Speak with the peoples and try to understand what it is they really want, how they feel about things. Go north and go south. Bathe in crystal clear waters shinning brightly under the sun, and fell the murdering cold of extreme latitudes. Just go. Don’t waste time packing too much things you won’t ever need anyway. Close your eyes at dusk, away from here, and just think of who you are, where you are and what you’re doing. You’ll be living our entire dream baby! Fell the smells of Africa. Hear the roar of Europe. Go east and go west. Capture the colours of flowers and always bring some in your hands. Put them inside the book I gave you, to mark pages I never had the chance to read, and close it tightly. Go and see everything, go and do everything. Be everything you can be! Just grow and grow, far above what they made us believe we were – maybe there were hardly any constraints for us, all being part of the monstrous lie in which we’ve lived both our lives. Now you go and do it, grow. Outgrow me and the life we’ve led, it will only get better. I’ll be waiting for you and for all those stories. I know you’ll tell me all about it one day when we’ll rejoin and open the book together. I will never doubt it. Not just for a second. I will be here, thinking about you enjoying your life and those wonderful experiences, as if you were going to feel my hands forever in your hair. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Porto, Portugal, 2006 / Text: Coimbra, Portugal, April 14th, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-8085993630495233540?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/8085993630495233540/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=8085993630495233540&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/8085993630495233540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/8085993630495233540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/04/outgrow-me.html' title='Outgrow me'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/SAO-NJIi7AI/AAAAAAAAAK0/ocrHuhYOsdU/s72-c/Porto+118.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-5737660581028694209</id><published>2008-03-28T17:52:00.001Z</published><updated>2008-12-10T03:17:04.441Z</updated><title type='text'>Sereia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R-0w8Qau10I/AAAAAAAAAKs/ZciIWZc-Nmk/s1600-h/Porto+das+Barcas+02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R-0w8Qau10I/AAAAAAAAAKs/ZciIWZc-Nmk/s400/Porto+das+Barcas+02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182852557930682178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eras o céu negro de noite sem lua, eras o vento que soprava de Oeste. O mar que lá embaixo revolvia sem piedade o cansado areal ecoava em gemidos de lenta agonia por todas as grutas da Falésia Grande, e eu aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eras o segredo que todas as aves guardavam, de que todas elas falavam nos dias fatigados de fim de Março quando se reuniam para tentar encontrar um sentido para as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eras a luz cadenciada do farol que varria os limites da escuridão muito para além do sítio onde a terra acaba e o mar cai na absurda vastidão do espaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. Esquece tudo o que aprendeste. És o que és e nada mais. Nada conhecemos para além dos contornos dos nossos corpos, e ao engordarmos tomamos mais espaço na vida. Há mais de nós para conhecer em cada grama, em cada milímetro roubado ao espelho pelo nosso reflexo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. Esquece o que te ensinaram. Não há nada para saber para além de ti. Fecha os olhos, não há nada lá fora. Só tu. Tu eras o que havia lá fora para saber, para ser conhecido. Eras os barcos que partiam na maré cheios de esperança, e que regressavam vazios trazendo a fome e rostos cansados onde a idade se notava sobretudo à volta dos olhos e da boca. E eu aqui. Eras a estrada deserta que cortava o pinhal em busca do Atlântico para se perder em areias quentes, outrora. E eu aqui. Eras a senhora idosa que passeava de braço dado ao marido e com um cãozinho centenário pela trela, numa atitude de quem passeia ambos: aqui urina o cãozinho e mais à frente o fará o marido. Eras o rapazito que insistentemente puxava o braço da mãe, para tentar escapar e, quem sabe, ir correr à pedrada as gaivotas. E eu aqui. Eu aqui parado, incrédulo, enquanto passavam polícia e bombeiros em direcção à praia. Sirenes ensurdecedoras, gritos de todos os finados do mundo, chamavam ao local dezenas de mirones para contemplar o teu corpo nu, rasgado de encontro à Falésia onde por momentos fechavas os olhos e eras tudo à tua volta. E assim de repente, mesmo com os olhos abertos, a paisagem desapareceu do meu horizonte numa tela branca à espera de mãos habilidosas que a pintem novamente com os frágeis traços da tua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Porto das Barcas, Portugal, Outubro de 2007 / Texto: Coimbra, Portugal, 1997)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-5737660581028694209?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/5737660581028694209/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=5737660581028694209&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5737660581028694209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5737660581028694209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/03/sereia.html' title='Sereia'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R-0w8Qau10I/AAAAAAAAAKs/ZciIWZc-Nmk/s72-c/Porto+das+Barcas+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-7309797880687755794</id><published>2008-03-04T21:21:00.001Z</published><updated>2008-12-10T03:17:04.709Z</updated><title type='text'>O teu nome</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R829wmhEo1I/AAAAAAAAAKk/tJvk-wFRDxQ/s1600-h/Vaticano+08+-+Basilica+di+S.+Pietro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R829wmhEo1I/AAAAAAAAAKk/tJvk-wFRDxQ/s400/Vaticano+08+-+Basilica+di+S.+Pietro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174000189589201746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nesta noite metálica, verde, azul e prateada de lamparinas acesas ao acaso em passeios de pedra, noite em que as aves diurnas navegam sobre as nossas cabeças num céu lilás escuro sem querer repousar, eu escrevo o teu nome. Escrevo o teu nome em paredes brancas de cal, no meio de uma multidão embriagada de festa que passa por mim com garrafas de espumante nas mãos, com chapéus coloridos e serpentinas. Hoje é a noite de todas as noites. Hoje ouvem-se aqui gritos de alegria, risos, rolhas que saltam de garrafas. Hoje ouvem-se aqui buzinões nas avenidas e toda a noite se vestiu com os reflexos do dia. Como um animal único, hoje milhares de pessoas enchem as principais artérias da cidade aos saltos, abraçando-se e beijando-se em promessas secretas e  apenas intuídas. Eu escrevo o teu nome pela cidade, nas paredes, nos bancos de jardim, mesmo no meio da estrada. Escrevo o teu nome e sorrio. Escrevo o teu nome e rio à gargalhada. Escrevo o teu nome e peço a quem passa para me fotografar junto dele, de braço dado, como amantes que ainda somos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Vaticano, Março de 2006 / Texto: Coimbra, Portugal, 4 de Março de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-7309797880687755794?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/7309797880687755794/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=7309797880687755794&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/7309797880687755794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/7309797880687755794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/03/o-teu-nome.html' title='O teu nome'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R829wmhEo1I/AAAAAAAAAKk/tJvk-wFRDxQ/s72-c/Vaticano+08+-+Basilica+di+S.+Pietro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-3013965709837043624</id><published>2008-02-29T19:08:00.002Z</published><updated>2008-02-29T19:14:41.481Z</updated><title type='text'>Goa, o gigante bom</title><content type='html'>Anteontem, eram já altas horas da noite, trouxe uma companhia pouco habitual para casa. Uma cadela, Leão da Rodésia, encontrava-se perdida do dono e após quase duas horas, em frente a um bar já fechado e com as luzes desligadas, lá continuava ela sentada no passeio. Não resisti e chamei-a. Veio imediatamente e entrou no carro sem quaisquer problemas. Até chegar a minha casa ela manteve-se quieta, em silêncio, olhando pela janela com uma expressão triste, se é que pode ser aplicado aqui este atributo. Eu já tenho uma cadela em casa e não sabia se a coisa iria correr mal entre as duas, e sabia que teria de tentar encontrar o seu dono... Chegado a casa, entretanto, as duas não tiveram qualquer problema entre si, tirando o facto de a minha ser uma Cocker, raça pequena, e a Leão da Rodésia ser um gigante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteve comigo apenas duas noites, acabando depois o dono por aparecer. Entretanto passeámos pelos campos, saltou para cima da minha cama para dormir como a minha faz, deu pinotes quando me via chegar após uma ausência ainda que curta, ganiu quando eu tive de sair de casa por minutos, pôs as patas sobre os meus ombros para me lamber, agarrou a trela na boca para eu a levar à rua, encostava-se constantemente a mim enquanto eu estive ao computador, em busca de atenção, adormeceu sentada ao meu lado com o queixo pousado sobre as minhas pernas, dormiu sonhando imenso, constantemente fazendo sons e mexendo involuntariamente as patas, e acordou satisfeita por me ver e demonstrou essa alegria aos saltos à minha volta. Caso o dono não aparecesse eu não me iria conseguir separar dela, e pensei até chamar-lhe Gaia. Mas o dono apareceu, e apesar dela ter sido entregue, a verdade é que não me consegui separar dela! O seu nome era Goa e não Gaia, como pensei chamar-lhe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goa ou Gaia, a verdade é que acho que dificilmente me conseguirei esquecer. Antes de lhe virar costas ainda me baixei para lhe agarrar o focinho grande de olhos castanhos ternurentos entre as minhas mãos, e só depois sai sem voltar a olhar para trás. Há realmente pequenos momentos na vida tão fugazes e frágeis que são inesquecíveis. Mas são precisamente esses que mais nos fazem amar e odiar tudo o que nos rodeia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cá fico, com as minhas recordações de Goa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coimbra, 29 de Fevereiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-3013965709837043624?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/3013965709837043624/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=3013965709837043624&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3013965709837043624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3013965709837043624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/02/goa-o-gigante-bom.html' title='Goa, o gigante bom'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-9149138832482573468</id><published>2008-02-12T17:20:00.002Z</published><updated>2008-12-10T03:17:04.893Z</updated><title type='text'>O que restou</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R7HVz_QfsyI/AAAAAAAAAKc/DyksckMFzz8/s1600-h/Coimbra+05.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R7HVz_QfsyI/AAAAAAAAAKc/DyksckMFzz8/s400/Coimbra+05.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166145336701334306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Soaram já há muito as cinco da manhã, e eu dou voltas e voltas nos lençóis que se agarram ao suor do meu corpo como folhas de um papel poroso. O sono decididamente não me procura mais. Não sei quem visita, mas a mim deixa-me imerso nesta gelatina açucarada e enjoativa. Fizemos todos a mesma viagem escura para Leste naquele mês distante que procurámos desde então esquecer. Mas alguma coisa perdurou dessa perda de inocência, desse abandonar das ilusões originais, que desde então a cada passo se cola a nós como o medo do escuro ou de vozes tumultuosas num país em guerra. Quantas coisas eu te prometi! Quantas coisas... Tantas vezes te disse, e outras imaginei dizer, que todas as coisas raras que pudesse encontrar nesse caminho traria de volta para ti, meu amor, em caixas e jaulas empacotadas como tesouros sem preço. Quantas mentiras disse sem saber, quantas falsidades produzi em tão reduzido espaço de tempo. E que coisas eu te trouxe? Uma alma descrente e enojada com este mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se estivesse lá neste instante, ouço ainda as máquinas de respiração artificial bombearem para dentro daquele corpo inerte o ar que eu imaginava saturado do pó da terra. E o que perdurou depois em mim é ainda demasiado gorduroso e difícil de ser removido por banhos de água quente. Dói ainda, e só queria devolver à vida tudo o que a ela me deu até agora! Livrar-me da obrigatoriedade de estar aqui uma vez mais a cumprir uma função sem sentido, e que ninguém consegue explicar-me que finalidade serve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não há muito tempo atrás acordava a meio de um sono leve com sons estranhos que me chegavam das frinchas das janelas, vindos da noite escura. Por vezes abria a porta para o negro da noite, sem acender a luz para não atrair os mosquitos ou atenções indesejadas, e sentava-me num pequeno muro de tijolo e cimento que havia do lado de fora do quarto fumando um cigarro e tentando perceber que seres seriam esses que produziam os sons que me tiravam o sono. E nessas noites de insónia, por entre as sombras das árvores, parecia-me por vezes ver outras sombras, e por entre o resfolegar das folhas parecia ouvir outros sons. Quando os cães ladravam uma paz aliviava-me a tensão dos músculos e trazia-me à memória o cheiro distante do estio nos campos do Mondego, quando passeava com os meus cães depois do jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que tudo aconteceu perdi a consciência de todas as coisas. Apenas lembro a rádio do carro que transmitia as notícias e os pára-brisas cheios de pó vermelho. Avançávamos aos solavancos e a janela do meu lado estava aberta, colando-se esse mesmo pó vermelho ao meu braço, que ia de fora, segurando um cigarro meio fumado já! O que a memória retém! E depois só recordo um som forte e de assistir ao desfilar de todas as coisas, de todas as cores, e de um zumbido que se ia afastando de mim enquanto aumentava uma dor no estômago e nas pernas. Depois recordo apenas estar deitado, coberto por um lençol branco, e ligado a fios, muitos fios estranhos! E ao meu lado um outro corpo, e o som de uma máquina de respiração artificial. Aquele som dorido da borracha comprimida e estendida. O cansaço dos materiais ao calor da tarde, o suor e o cheiro doce a terra e sangue misturados no meu corpo. A dor intensa atirava-me então de novo para as noites em que do quarto eu ouvia os estranhos sons de fora e abria a porta para ao relento fumar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias devem ter-se passado sem eu deles tomar conta, pois ao sentir o vento no rosto abri os olhos para as hélices de um bimotor vermelho e branco que giravam próximo de mim! Fazia um som ensurdecedor mas o vento sabia-me bem! Eu estava deitado ainda, numa espécie de padiola, e ao passar a mão pelo rosto senti a aspereza de uma barba de dias. Quantos dias? Não sei dizer, mas todos os tesouros que achava que tinha guardado para te trazer estavam perdidos. Não os via mais! Os caixotes e pacotes tinham todos ficado longe, e à minha volta apenas três pessoas que eu não conhecia de parte alguma se atarefavam numa lentidão dolorosa. Fora de mim não havia mais nada, e mesmo dentro o que existia estava longe, muito longe, de ser o que nos teus braços eu desejei entregar. Era nada, e sentindo isso mesmo entreguei-me então à brisa das hélices e recordo de por instantes me sentir sereno e em paz como nos passeios de Verão após o jantar, vendo os cães brincarem, ouvindo as cigarras e sentindo aquele cheiro a feno seco e a terra quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias que se seguiram foram-me roubados! Foram-me roubados pois pouco recordo deles a não ser o constante movimento, o calor, o suor coberto de pó, moscas que me provocavam comichões. E pistas de aviação, e estradas esburacadas sem fim em viaturas que ardiam de febre! Não me lembro sequer do que comi, ou sequer se comi. Quem me terá alimentado? Só dias mais tarde tive finalmente a segurança aparente que o meu espírito precisava sem se dar conta dessa necessidade. Abri os olhos numa enfermaria ampla e de paredes forradas de azulejos brancos e azuis retratando cenas bucólicas do trabalho nos campos. Estava fresco, e algumas mulheres de vestes brancas andavam por ali entre as camas. Quando olharam para mim disseram algo numa língua que não me é familiar e uma delas veio na minha direcção. Agarrou a minha mão e sorriu, passando a outra mão pelos meus cabelos. Depois virou-se para as outras e disse algo mais que de novo não pude entender... Tentei, mas não consegui falar. Era como se falasse sem som, deixando os outros perplexos pelos movimentos sem consequência dos meus lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sai daquele sítio nunca mais consegui voltar a ser quem era. Estou ainda a reaprender a funcionar neste novo mundo que agora me parece mais estranho e brutal, e apesar de com muita frequência me lembrar do teu rosto e da vida que tínhamos juntos a verdade é que não voltei a ter coragem de te procurar, minha princesa frágil... Raramente consigo dormir, como hoje, e nesses dias abro este caderno no qual escrevo e registo aqui algumas das memorias que nos últimos tempos me procuram de noite. Ao fazê-lo atenuo um pouco alguma da minha angústia, deito para o fundo do oceano algum do meu lastro, e numa forma consciente de materializar o impossível imagino que me ouves ao mesmo ritmo em que atiro para aqui estas palavras meio apodrecidas pelo clima, em que as rasuro e reescrevo neste bloco pobre e imundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a muito pouco o sol vai nascer aqui. Já se sente aquecer o dia abrasador que se aproxima, e vou pousar este caderno e fazer como todos os dias tenho feito. Vou-me arranjar e sair para a rua. Dada a minha condição actual demoro imenso tempo nesta tarefa simples, mas gosto de sair à rua pela manhã e de me sentar próximo do mercado, debaixo de uma tamareira antiga, e ficar a olhar toda aquela azáfama da montagem das bancas e chegada dos clientes. Este mercado tem cores, cheiros e sons que penso serem únicos, e no meio de tanta gente que padece cansaços para todos os dias ali ir vender ou comprar alguma coisa, no meio de tantas vozes, acompanhado por tanta gente como eu, sinto que não estou só e fico com a certeza de que agora, que os embrulhos com todas as riquezas que um dia te desejei oferecer ficaram perdidos lá longe, acabará por ser a melhor esta minha opção. Assim, meu amor, serás um dia absolutamente livre para poderes olhar a vida com a esperança que é precisa. A esperança que eu perdi, naquele dia distante, ouvindo as notícias com o braço de fora do carro ao calor da tarde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te ainda da mesma forma, com  a mesma intensidade. Mas não sou mais o mesmo, e aquilo que restou apenas precisa de paz e de procurar distanciar-se de todas estas coisas que aqui, nestas palavras, vou deitando fora dia após dia. Passo as manhãs num muro em frente ao mercado e as tardes, quando o calor aperta mais, deitado na minha cama à sombra, com as janelas abertas para o ar correr, ouvindo o bater de asas das pombas que se refugiam do calor na sombra da minha varanda. Já experimentaste em plena tarde de Verão deitares-te na cama, com as janelas abertas e a brisa quente a correr? Experimenta! Fecha os olhos e dedica-te a ouvir o som das asas das pombas nos beirais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meu Deus! Com quem estou eu a falar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Coimbra, Setembro de 2007 / Texto: Coimbra, Portugal, 25 de Janeiro a 12 de Fevereiro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-9149138832482573468?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/9149138832482573468/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=9149138832482573468&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/9149138832482573468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/9149138832482573468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/02/o-que-restou.html' title='O que restou'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R7HVz_QfsyI/AAAAAAAAAKc/DyksckMFzz8/s72-c/Coimbra+05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-3844591039991254767</id><published>2008-01-18T01:31:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:04.978Z</updated><title type='text'>O mundo sem ti</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R5ABs_8XYpI/AAAAAAAAAKU/3fc8zERbi9U/s1600-h/Porto+38.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R5ABs_8XYpI/AAAAAAAAAKU/3fc8zERbi9U/s400/Porto+38.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156623445929714322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando não te vi em Luanda percorri as ruas à toa, absolutamente à toa...  À toa, e à toa, perdido, procurei sombra fresca e esquecer-me de ti.  Bebi vinho de qualidade duvidosa em bancos de madeira à sombra de panos de algodão. Entrei em discussões por perder às cartas, por ganhar às cartas, por não jogar cartas nem saber sequer o que são cartas... Só as que te escrevia para nunca te enviar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embriaguei-me vezes sem fim, e de cada vez nos copos aliviava o meu amor imaginário. A náusea e o vómito vindo do fundo do estômago e do medo. Deus, que fiz de mim? O vinho alimentou-me e no fundo de um copo vazio aprendi a ler um futuro afastado do que amei. Vesti panos de cores garridas para me sentir menos dependente de ti e mais em conexão com jardins distantes cheios de animais estranhos. Falei com gentes desconhecidas sobre um mundo do passado, em que fabricava fios de missangas de vidro e barro colorido. Missangas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei especiarias. Tropecei pelas ruas segurando-me em paredes lascadas e por vezes encostava-me a essas mesmas paredes e deixava-me escorregar até ao chão comendo pão ressequido. Cobria o rosto com as mãos e ria-me do sol que me queimava, com aquele sorriso estragado pelo tempo. E lembrava os colares de missangas, e como em cada missanga, contada de olhos fechados, novos mundos ganhavam forma dentro de mim. E em cada um deles tu estavas! E abria uma pequenina caixa de metal onde guardava drogas poderosas e, na sombra de um quarto fresco e distante, sentia o suor gelado descer-me pela testa em ondas de prazer enquanto me abandonava ao vício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que horas seriam? Que importa? É que já nem sabia mais! Desapontava-te? E que te desapontasse, minha querida! Amei-te sem ser perfeito e ouso pedir que aceites finalmente esse amor defeituoso de quem nunca esteve preparado para amar. A mais perfeita forma de amar talvez, quem sabe, porque não? Tacteei a vida em ti, sem mapa nem bússola, e para te perder tive sempre de te encontrar primeiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia encostar-me-ei num muro, num lugar distante, à sombra, vendo as crianças brincar na rua. Na brisa quente e na sombra, velho já, queimado, olharei os miúdos jogarem à bola, e as raparigas ajeitarem os vestidos das bonecas, e acenarei com uma mão e um sorriso amigo e sábio. Nesse dia, talvez, encostado a um muro de um lugar longínquo, sorrindo da idade avançada e olhando as crianças, expirarei pela última vez. Quem se aproximar de mim para ver se respiro e para consequentemente me fechar as pálpebras sobre os olhos, pode talvez reparar na imagem que neles estará reflectida: a vida de há muitos anos atrás, distante distante, onde estavas tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Porto, Portugal, 30 de Setembro de 2007 / Texto: Lisboa, Portugal, 17 e 18 de Janeiro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-3844591039991254767?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/3844591039991254767/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=3844591039991254767&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3844591039991254767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3844591039991254767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/01/o-mundo-sem-ti.html' title='O mundo sem ti'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R5ABs_8XYpI/AAAAAAAAAKU/3fc8zERbi9U/s72-c/Porto+38.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-827731462177142090</id><published>2008-01-09T17:25:00.001Z</published><updated>2011-05-26T13:56:54.921Z</updated><title type='text'>Falar-te de lugares onde sempre estiveste</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R4UEMP8XYoI/AAAAAAAAAKM/Axm5mP5xh-M/s1600-h/Porto+-+Praia+do+Homem+do+Leme.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R4UEMP8XYoI/AAAAAAAAAKM/Axm5mP5xh-M/s400/Porto+-+Praia+do+Homem+do+Leme.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153529957080064642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Abro os olhos devagar. Nada. Fecho-os e abro-os de novo no desejo de te ver. Uma vez mais. E outra. E outra. Nada. Sorrio então. Abro os olhos. Está escuro lá fora e fecho-os de novo e de novo e de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dez, nove, oito...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero apenas inventar-te. Uma vez mais, uma última vez. Recordo a luz que no final das tardes nos visitava em casa furando pelas malhas dos cortinados cor de tijolo que dançavam na brisa quente e meiga. Sorrio e penso em ti. Invento-te aqui, em lugares que nunca conheceste e onde sempre estás na minha companhia. Penso em ti. Fecho os olhos e estás aqui e eu aqui contigo. O teu tempo e o meu juntos para que tenhamos mais tempo. Mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quanto tempo teve o tempo para nos dar? Recordas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O teu rosto, o teu cheiro, a tua luz, e o que de ti havia em cada um destes pequenos detalhes para que eu amasse e guardasse para sempre. E como amei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lembras-te ainda de mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num movimento lento e espontâneo olhas-me profundamente com os teus olhos castanhos de súplica como se não me reconhecesses mais, como se nunca antes me tivesses conhecido. Como se não soubesses quem hoje sou e timidamente me quisesses perguntar uma qualquer direcção por te encontrares perdida. Viras o rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde vais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria falar-te, queria dizer-te qualquer coisa que te fizesse ficar. Não consigo. Não sou bom com as palavras. Olhas-me com esses teus olhos de fantasia, grandes botões de madrepérola cosidos no rosto da mais bela boneca de trapos. Tu fazes-me sonhar miúda, mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sabias que me fazes sonhar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto desejo. Pelo menos nós sabemos quem somos e qual o nosso lugar. Para pessoas como nós nunca foi difícil encontrar o caminho de casa. O mundo é ainda nosso por direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vá, faz-me agora esse teu passe de mágica!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com o olhar fixo nas minhas mãos antigas ergues lentamente o teu rosto até que os nossos olhares se encontram. E sorris. E o mundo começa precisamente nesse instante. Sinto o teu cheiro, o perfume a baunilha que o teu corpo quente exala e abandona pela casa, no quarto, em frente ao Atlântico. Falas-me finalmente de ti. Queria sussurrar-te ao ouvido tudo o que aconteceu na tua ausência ao longo de tantos e tantos anos. Andei à deriva e tudo mudou menos o que sinto ao ver-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crisálida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousas a tua mão na minha, um dedo teu nos meus lábios, e deixas as tuas impressões digitais no meu corpo. Queria parar-te nesse preciso instante. E ai mesmo me abandono nos teus cabelos e viajo em direcção ao teu rosto, à tua boca, onde me perco, onde me encontro e perco outra vez. Sinto o teu calor nos meus lábios e os teus braços envolvem-me já. E as horas vão-se demorando por aqui até que o tempo pára fascinado e invejoso de nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fomos assim tão felizes?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Provam-no os travesseiros em desalinho sobre os lençóis brancos onde nunca se dorme. Queria dizer-te que és o meu mundo, fio de Ariadne que me prende à vida, mas não. Não sou nem nunca fui bom com palavras. Abro os olhos. Sorris-me e tornas-te difusa e mais bela à primeira claridade da manhã. Fecho-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Acabou já?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Queria parar-te. Mexo-me. Mexes-te. O teu fantasma envolve-me e o dia nasceu já. No local onde estavas tu pairam agora no ar quente da respiração milhares de pequenas partículas coloridas. Na cama o teu lugar está vazio e eu sinto o teu cheiro nas mãos e nos lábios este gosto de amêndoas provadas na madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Porto, Portugal, 2 de Janeiro de 2008 / Texto: Gijon - Oviedo - Porto – Coimbra, Espanha e Portugal, 19 a 30 de Junho de 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-827731462177142090?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/827731462177142090/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=827731462177142090&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/827731462177142090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/827731462177142090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2008/01/falar-te-de-lugares-onde-sempre.html' title='Falar-te de lugares onde sempre estiveste'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R4UEMP8XYoI/AAAAAAAAAKM/Axm5mP5xh-M/s72-c/Porto+-+Praia+do+Homem+do+Leme.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-7099238331627459422</id><published>2007-12-21T19:52:00.001Z</published><updated>2008-12-10T03:17:05.256Z</updated><title type='text'>Linhas de espuma</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R2wZyv8XYnI/AAAAAAAAAKE/DbYf7dzCxxs/s1600-h/Mussulo+-+13+-+Costa+Oeste.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R2wZyv8XYnI/AAAAAAAAAKE/DbYf7dzCxxs/s400/Mussulo+-+13+-+Costa+Oeste.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146516833831445106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando as pedras estalavam ao calor do meio dia em Agosto virei o corpo escaldante de lado e afastei o sol dos meus olhos cansados da noite, inventando-te ali, deitada lado a lado com o meu corpo naquela areia grossa e castanha. O teu corpo branco e inerte reflectia a luz do sol com uma intensidade quase insuportável. No teu sono tinhas uma mão pousada ao acaso sobre a minha perna direita. E aquele torpor que nos invadia, esmagando-nos no areal, transformou-se no próprio fruto da nossa familiaridade: o silêncio. Intimidade de dois corpos juntos na mesma viagem. Muito ao longe ouvia-se um som de cidade, um rugido de vida para além dos limites da nossa paixão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aqui nada mais é futuro. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri então uma mão tórrida ao longo de uma linha imaginária no teu pescoço e senti nos meus dedos a fragilidade concreta dos teus cabelos cheirando a sal e a fantasia. Despertei-te com o meu toque e chamaste-me para ti com o teu olhar, e então eu percebi quão desnecessárias foram sempre todas as palavras. O sol atordoava e os nossos lábios procuraram-se como se provassem cerejas fora de época, vendidas em pequenas e luxuosas caixinhas de madeira. A apenas ténue frescura que soprava vinda do oceano atirou uma madeixa do teu cabelo para cima do teu rosto, perfeito ao sol, e por detrás dela, como se escondida por trás de palmeiras antigas, os teus olhos falaram-me ao ouvido da tua sede de estar ali, longe de tudo e finalmente tão próxima de seres real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aqui nada mais é passado.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sons da cidade desapareceram então por completo e subitamente tudo o que se sentia era o mar, a brisa quente, as aves e o estalar constante das pedras ao calor da tarde em Agosto. Então ergueste-te, ficando sentada e inclinada sobre mim, e com os teus dedos em concha trouxeste sombra aos meus olhos para melhor entenderes de onde vieram todos os segredos que murmurei às tuas mãos, que caminhos fizemos nós para chegarmos aqui. Depois ausentaste-te fazendo com a ponta do indicador estranhos sinais no meu rosto. Ergui-me também, esperei que terminasses os teus ritos, e agarrei com delicadeza firme a totalidade do teu corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nada disto é real.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aqui é o mais verdadeiro possível. As nossas bocas tocaram-se de novo e os nossos lábios unidos arderam num beijo vindo das índias. Todo o meu corpo doía com a proximidade do teu, e sem nos darmos conta o horizonte tinha-se já erguido na tentativa de tocar o sol, de o seduzir. As pedras já não estalavam sob o calor e levantei-me por completo. Espreguicei-me. Sorrindo para mim deixaste-te puxar por uma mão seca para junto irmos provar a água. Seguimos abraçados desenhando pés solitários na areia húmida até à linha onde o atlântico permitiu que houvesse terra, e para essa terra olhámos uma vez mais antes de entrarmos de mãos dadas num mar que o sol poente transformou em ouro líquido. Com o mar pela cintura beijei-te, envolvendo o teu corpo nos meus braços, quando uma onda ligeiramente mais forte nos bateu e te desequilibrou. Sorriste-me sob os cabelos molhados e agarraste-me rindo às gargalhadas com esse teu sorriso largo de mil tiaras de pedras preciosas. E só então o sol desapareceu por completo, seduzido finalmente pelo horizonte que se ergueu para ele. Olhaste-me séria, apertando o teu corpo contra o meu, e beijaste-me como na primeira vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que procuro em ti é esquecer-me de mim.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar, mansinho, recompôs então linhas de espuma na areia grossa. Pequenos caranguejos translúcidos correram aparentemente sem sentido na maré baixa, deixando para trás minúsculos buracos na areia onde a água do mar borbulhava por breves instantes. As nossas pegadas foram apagadas pela água e pelo vento. Mais acima, na areia seca, duas toalhas de praia colocadas lado a lado foram-se enchendo da areia trazida pelo vento mais forte que se ia levantando. Uma delas ergueu-se um pouco no vento para cair parcialmente sobre a outra. As folhas de um livro viravam-se rápidas e ao acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Mussulo, Angola, Agosto de 2007 / Texto: Porto, Portugal, 21 de Dezembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-7099238331627459422?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/7099238331627459422/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=7099238331627459422&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/7099238331627459422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/7099238331627459422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/12/linhas-de-espuma.html' title='Linhas de espuma'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R2wZyv8XYnI/AAAAAAAAAKE/DbYf7dzCxxs/s72-c/Mussulo+-+13+-+Costa+Oeste.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-3044695608863475573</id><published>2007-12-14T18:45:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:05.514Z</updated><title type='text'>Na tua ausência</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R2LP8_8XYmI/AAAAAAAAAJ8/X2nd07C37zs/s1600-h/Porto+13.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R2LP8_8XYmI/AAAAAAAAAJ8/X2nd07C37zs/s400/Porto+13.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143902371274252898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este sol tépido de Inverno aquece-me o rosto e arregaço as mangas da camisa para que ele acaricie também este braço com que te escrevo e o outro, que segura um pequeno bloco que comprei com a única intenção de nele escrever para ti neste dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem ficou lá atrás, e apesar de ficar para sempre povoado de instantes de angústia e sofrimento ficará também como o dia no qual soube de que se trata quando se fala num beijo. Quando levei a mão ao puxador da porta do carro e me impediste de sair, e me puxaste para ti, senti a corda que sempre trouxe apertar-se em torno do pescoço. E tive medo. Mas fui, e quando os meus lábios tocaram os teus simplesmente parei de pensar. Tinha pensado e dito já tudo o que podia pensar ou dizer. Senti uma mão monstruosa revolvendo-me e rasgando-me o estômago, e a delicadeza dos teus lábios, a suavidade com que sofregamente procuraste os meus e os negaste ao mesmo tempo, a sensualidade quente com que os abriste aos primeiros sinais do meu beijo. E eu deixei as minhas mãos ao abandono sobre o teu cabelo sem fazer a menor ideia de como depois te acenar um adeus. E fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei depois horas tocando de leve nos meus lábios, procurando de novo a sensação daquele beijo, o seu gosto, e fechei os olhos para o reviver vezes sem fim até lhe arrancar todo o significado e o deixar vazio de todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, espanto! O dia acordou radioso! Um lindo sol de Inverno invadiu-me o quarto e banhou-me de calor mal as janelas foram abertas. E agora aqui estou, escrevendo-te no local onde me encontraste, onde sabes que sempre estarei mesmo quando estiver distante, sentindo o que sobra do calor deste sol até ao fim de mais um dia. Mas apesar do maravilhoso de tudo o que me circunda e do milagre de todas as coisas que existem à minha volta, nada preencherá nunca mais a tua ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Porto, Portugal, Setembro de 2007 / Texto: Porto, Portugal, 14 de Dezembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-3044695608863475573?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/3044695608863475573/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=3044695608863475573&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3044695608863475573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3044695608863475573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/12/na-tua-ausncia.html' title='Na tua ausência'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R2LP8_8XYmI/AAAAAAAAAJ8/X2nd07C37zs/s72-c/Porto+13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-7397606937622439666</id><published>2007-12-09T18:57:00.000Z</published><updated>2007-12-09T19:19:44.786Z</updated><title type='text'>Sem limites</title><content type='html'>Fala ao teu filho de mim, como me disseste que fazias. &lt;br /&gt;Conta-lhe quem eu sou, &lt;br /&gt;Como eu sou, &lt;br /&gt;O que faço &lt;br /&gt;E tudo o que te fui dizendo. &lt;br /&gt;Conta-lhe como não tenho limites,&lt;br /&gt;Pois ao fazê-lo vais-te ouvir a ti mesma &lt;br /&gt;E recordar para sempre &lt;br /&gt;Todas as palavras preciosas que te entreguei &lt;br /&gt;Em todos aqueles preciosos momentos &lt;br /&gt;Que a vida nos deu ao acaso. &lt;br /&gt;Talvez soem melhor ditas por ti. &lt;br /&gt;Talvez assim eu não seja esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as vezes que me perguntaste&lt;br /&gt;Porque sinto o que digo sentir por ti,&lt;br /&gt;Apenas consegui cair no rídiculo&lt;br /&gt;De não te conseguir explicar&lt;br /&gt;Aquilo que nem eu entendo.&lt;br /&gt;E eu que achava que conseguia&lt;br /&gt;Falar sobre todas as coisas!&lt;br /&gt;Mas eu não tenho limites,&lt;br /&gt;E vivo com uma intensidade&lt;br /&gt;De exagero.&lt;br /&gt;Lembras-te?&lt;br /&gt;Mas nessa ausência de limites&lt;br /&gt;Que dizes que tenho&lt;br /&gt;Não esqueças de assinalar&lt;br /&gt;Que só mesmo tu és o elemento&lt;br /&gt;Em que esbarro a todos os instantes&lt;br /&gt;Para onde quer que me vire!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto ouso pedir-te&lt;br /&gt;(Ouso desejar em segredo)&lt;br /&gt;Que me ensines a amar-te,&lt;br /&gt;Que me ensines a nunca mais&lt;br /&gt;Te perder.&lt;br /&gt;Porque tudo o que me deres&lt;br /&gt;Será sempre só teu,&lt;br /&gt;Como já é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto: Coimbra, 9 de Dezembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-7397606937622439666?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/7397606937622439666/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=7397606937622439666&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/7397606937622439666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/7397606937622439666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/12/sem-limites.html' title='Sem limites'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-4342467136338058438</id><published>2007-12-05T18:29:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:05.731Z</updated><title type='text'>Tiny tears</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R1buyPusW6I/AAAAAAAAAJ0/POoBok9riUQ/s1600-h/Porto+53+-+Ponte+D.+Lu%C3%ADs.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R1buyPusW6I/AAAAAAAAAJ0/POoBok9riUQ/s400/Porto+53+-+Ponte+D.+Lu%C3%ADs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140558571673246626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Won’t bad things ever end? Won’t dreams ever leave me alone? I’m more tired every day. Whenever there’s a choice it seems I always choose the wrong one. Plus I always give up too easily, and always loose something along the way. Someone following me could easily find me by the tracks I leave above the ground; tiny tears along the way. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Porto, Portugal, September 24th, 2007 / Text: Lisbon, Portugal, December 5th, 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-4342467136338058438?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/4342467136338058438/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=4342467136338058438&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4342467136338058438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4342467136338058438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/12/tiny-tears.html' title='Tiny tears'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R1buyPusW6I/AAAAAAAAAJ0/POoBok9riUQ/s72-c/Porto+53+-+Ponte+D.+Lu%C3%ADs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-3375950256994362153</id><published>2007-12-02T21:38:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:05.913Z</updated><title type='text'>Dedicatória</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R1U8eHTas9I/AAAAAAAAAJs/M5QAOgoTCAQ/s1600-h/Figueira+da+Foz+16+-+Cova+Gala.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R1U8eHTas9I/AAAAAAAAAJs/M5QAOgoTCAQ/s400/Figueira+da+Foz+16+-+Cova+Gala.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140081037767521234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como podia eu saber do que sentia falta ao longo dos anos se não sabia quem eras? Como era possível eu pretender perceber o que se sente quando se ama se nunca me tinha visto reflectido no teu olhar? Se já o suspeitava agora sei! É possível amar-te, sim. É possível desejar pegar-te nas mãos e guardar-te para sempre. É possível desejar não mais partir para parte alguma onde não estejas. É possível desejar envolver-te a cintura nos braços e rodopiar lentamente até que outra manhã desponte. Fechar o corpo em concha para te protegar lá dentro, ouvindo a tua voz suave. E agora vou seguir em frente com a inquietude e desassossego que me ofereceste nesta noite de névoa, desejando sempre que nunca me esqueças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Daniela Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Figueira da Foz, Portugal, 16 de Setembro de 2007 / Texto: Coimbra, Portugal, 2 de Dezembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-3375950256994362153?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/3375950256994362153/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=3375950256994362153&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3375950256994362153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3375950256994362153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/12/dedicatria.html' title='Dedicatória'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R1U8eHTas9I/AAAAAAAAAJs/M5QAOgoTCAQ/s72-c/Figueira+da+Foz+16+-+Cova+Gala.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-9089117363555636950</id><published>2007-11-28T18:05:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:06.243Z</updated><title type='text'>No pó</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R02uYwOEPBI/AAAAAAAAAJk/W-DQtmXqDPo/s1600-h/Lisboa+-+47.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R02uYwOEPBI/AAAAAAAAAJk/W-DQtmXqDPo/s400/Lisboa+-+47.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137954490183597074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem dera encontrar quem me desse ainda mais vontade de continuar em frente, porque a que tenho às vezes pareçe que não basta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Lisboa, Portugal, Setembro de 2007 / Texto: Lisboa, Portugal, 28 de Novembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-9089117363555636950?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/9089117363555636950/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=9089117363555636950&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/9089117363555636950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/9089117363555636950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/11/no-p.html' title='No pó'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R02uYwOEPBI/AAAAAAAAAJk/W-DQtmXqDPo/s72-c/Lisboa+-+47.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-1618522444056898475</id><published>2007-11-23T11:02:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:06.652Z</updated><title type='text'>Silly little things</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R0a0NwOEPAI/AAAAAAAAAJc/XAdXqHtzNFM/s1600-h/Nearby+Future+13.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R0a0NwOEPAI/AAAAAAAAAJc/XAdXqHtzNFM/s400/Nearby+Future+13.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135990573437828098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Yet… it rains, but in rainfall I sense your half lunatic eyes setting fire to my body from just across the street… 1, 2, 3 ignition! I run fast through the crowd, bumping into every person who happens to be in my way… slipping and falling in the street pavement floating in dirty cold water. And I shout! I cry out loud your name, looking at every direction amongst the crowd, until I sense that burning in my skin again. Until the Demon takes hold of me once more! I turn my head and there you are again, wearing that red skirt, in the black and white world of my imagination! And there I go again running in pursuit, crying out loud your name, slipping, falling, and bumping into strange inhabitants of a lonely, lonely planet… A policeman holds my arm, and makes a gesture to hit me, but I get rid of my coat, struggling to run after you. Then I loose you from sight again, and while I wait with my eyes closed for the Demon to show me the way, I get rid of my shoes… And then, suddenly, it happens again. It’s unleashed once more! My skin burns, my eyes get filled with blood, my tongue aches, and my legs beg me to run… 3, 2, 1 and I run! I run to you, just as if we were the only survivors of a deadly species. And as I run I shout your name in the rain, as I run I don’t care about anyone anymore, as I run I don’t fell the bruises on my feet, as I run all I want is to catch you, as I run all I see is you and what remains of colour in this dark world! I need to get you, throw you to the ground, and make love with you right there in the street before we part again… for my past, my future, everything’s behind me now. I just need to try and tell silly things to you, my Demon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: chromatic alteration, 2007 / Text: Lisbon, November 23rd, 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-1618522444056898475?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/1618522444056898475/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=1618522444056898475&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/1618522444056898475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/1618522444056898475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/11/silly-little-things.html' title='Silly little things'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/R0a0NwOEPAI/AAAAAAAAAJc/XAdXqHtzNFM/s72-c/Nearby+Future+13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-6240539665344951707</id><published>2007-11-09T13:12:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:06.836Z</updated><title type='text'>The moment of defeat</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RzRdQ_UthtI/AAAAAAAAAJU/3Qwj5Of62AU/s1600-h/Paris+055+-+P%C3%A8re+Lachaise.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RzRdQ_UthtI/AAAAAAAAAJU/3Qwj5Of62AU/s400/Paris+055+-+P%C3%A8re+Lachaise.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130828421939431122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;When she came I was half awake. She came slowly from an orange and purple horizon like a cloud of poisonous gas, and I opened my eyes, and I had only time to lie in bed before her hand touched my bare skin. She kissed my foot and slowly rose up to my mouth. She caressed me and then it was the end of my life as I used to live it. I realised I was defeated, and finally awake forever. And I whispered “I love you, I hate you!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Paris, France, December 2006 / Text: Lisbon, Portugal, November 9th 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-6240539665344951707?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/6240539665344951707/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=6240539665344951707&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6240539665344951707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6240539665344951707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/11/moment-of-defeat.html' title='The moment of defeat'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RzRdQ_UthtI/AAAAAAAAAJU/3Qwj5Of62AU/s72-c/Paris+055+-+P%C3%A8re+Lachaise.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-6073650395039049185</id><published>2007-11-01T02:20:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:06.995Z</updated><title type='text'>A journey</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Ryk4OnGNLEI/AAAAAAAAAJM/dDAXREeR9Jk/s1600-h/Heaven+02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Ryk4OnGNLEI/AAAAAAAAAJM/dDAXREeR9Jk/s400/Heaven+02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127691474402356290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maybe I couldn’t do it differently. Have you thought about that? Has it crossed your mind at any moment, even if just for a fraction of time? I’m not saying I didn’t love you. All I’m saying is that it wasn’t enough, apparently, and for that I am truly sorry. But what’s love anyway, if not a way to completely fuck up what’s left of your brain? I always needed new beginnings, and love tends to stick to your skin for long periods. It’s nobody’s fault. The point is that we’re all different from one another. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I had really enchanting moments. Without seeing enough I’ve seen it all. I know how it works – the world has no mysteries anymore. I’ve seen this earth and how it goes. And what I’ve seen is of such great beauty that I’m coming to the point of not being able to take anymore of that drug. What good is beauty if one cannot reach it and feel its warmth? To be aware is not sufficient anymore. I need much more! I need to forget, and so here I am trying my luck, thinking what I shouldn’t think, doing what I shouldn't do. Here we go! And from now on nothing will be the same.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photograph: alteration on picture in Spain, April 2007 / Text: Lisbon, Portugal, November 1st, 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-6073650395039049185?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/6073650395039049185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=6073650395039049185&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6073650395039049185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6073650395039049185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/11/journey.html' title='A journey'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Ryk4OnGNLEI/AAAAAAAAAJM/dDAXREeR9Jk/s72-c/Heaven+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-5687900349868378719</id><published>2007-10-26T10:08:00.001Z</published><updated>2008-12-10T03:17:07.216Z</updated><title type='text'>O sonho de Marion</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RyG9RXoLbYI/AAAAAAAAAI8/lMt4tzH4mvc/s1600-h/Festa+no+Castelo.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RyG9RXoLbYI/AAAAAAAAAI8/lMt4tzH4mvc/s400/Festa+no+Castelo.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125585957022297474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez, há muito tempo atrás, uma marioneta verde. Ela não era verde propriamente! Verde era o vestido com que quem a fez a vestiu, verde com pequeninas pintas brancas. Por cabelos tinha sedosas barbas de milho seco nos anos, e por braços e pernas pequenos ramos de salgueiro. No rosto tinha desenhados grandes olhos verdes, como o seu vestido, e uma boca sem grande expressão. Não se sabia, olhando-se para ela, se estava feliz ou triste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua dona, uma menina de oito anos de idade, de vez em quando lá a tirava da caixa onde estava guardada, junto com outros brinquedos, e representava com ela a vida que achava que iria ter quando crescesse. Por entre casas de bonecas e destroços de brincadeiras espalhados pelo chão do quarto, Marion, a marioneta, passeava e representava a vida que a sua dona desejava naquele instante, de histórias de amor a dramas, de brincadeiras de escola a tragédias, consoante a imaginação do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Marion não era uma marioneta qualquer, não!  A dona de Marion não sabia que quem a fez tinha um encanto tal nas mãos que deu a Marion a capacidade de sonhar, de sentir. E Marion sentia! E o que Marion sentia, por muita afeição que nutrisse pela sua dona, era uma vontade enorme de se libertar dos fios que a prendiam à cruz de madeira com que a controlavam, com que lhe dirigiam os movimentos e as acções, e sair para conhecer o mundo, para assistir ao pôr-do-sol, para ver como o mar tinha ondas, para olhar como o céu tinha estrelas, para sentir a areia nos pés, para caminhar pelas ruas, para dançar nos bailes, para correr nos prados da cor do seu vestido. Marion sonhava com esse dia em que, sem cordas, se erguesse e caminhasse pelos seus próprios pés, escolhendo o seu próprio destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa noite uma estranha luz invadiu por breves instantes a caixa onde Marion era guardada entre outras estranhas tropas de bonecas e brinquedos. E quando a luz se extinguiu Marion sentiu um movimento dentro da caixa. E esse movimento era uma perna sua que se mexia! Pasmo! Marion mexia-se! O sonho de Marion tinha-se concretizado. Então, devagarinho pela estranheza de tudo, Marion ousou levantar a tampa da caixa e espreitar o mundo lá fora. Olhou para a direita, olhou para a esquerda, e finalmente a boca sem expressão de Marion se transformou num belo e rasgado sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltou da caixa, caminhou um momento sem sentido, experimentando as suas pernas e a sensação de não ter ninguém a controlá-la, e depois foi! Foi conhecer esse mundo que tanto a fascinava. Esse mundo que via do lado de fora da janela, com tantos bonecos caminhando pelas ruas sem fios, livres, indo onde quisessem ir e fazendo aquilo que desejassem fazer. Havia até bonecos de quatro patas, mais pequeninos e com pelo, que a fascinavam e abanavam para ela uma curiosa extremidade peluda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Marion caminhou e caminhou pelas ruas, pelas cidades, pelo mundo. Anos se passaram e Marion nunca mais teve cordas a prenderem-lhe braços e pernas. E Marion viu tudo o que desejava ter visto. Viu a aurora boreal e conheceu uma chuva de estrelas, rodopiou na relva e sentiu a chuva no rosto... Mas com o passar dos anos também o sorriso de Marion se ia esbatendo no seu rosto de boneca. Marion viu gente vivendo sem sorrir, conheceu a expressão do sofrimento e da impotência estampada nos rostos de muitos. Marion ouviu falar, e viu, imagens da guerra que uns declaravam a outros. Conheçeu a opressão e a servidão. Viu crianças sem os pais que a sua antiga dona tinha, que a beijavam todas as noites quando a iam deitar. Viu rostos perdidos e com medo. Marion aprendeu o que era de facto a morte. E então, e só então, se deu conta que todos estavam, como ela tinha estado um dia, presos a fios que os controlavam. De certa forma não eram assim tão distintos. A grande diferença é que estes fios de agora, por não poderem ser vistos, não poderiam ser cortados com facilidade. Marion caminhou então para a costa, uma vez mais, e lá chegada sentou-se na areia a olhar as pequeninas ondas que iam e vinham, e a pensar, enterrando os seus pézinhos de salgueiro na maré baixa... Fechou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois uma senhora muito velhinha passeava na praia com o seu cão quando bateu com o pé descalço em algo que a magoou. Parou, e baixando-se com a dificuldade dos anos, desenterrou o restante do que a agredira. Era uma cruz de madeira com uns fios presos. A idosa puxou pelos fios e lá veio, cheia de areias e já muito estragada, uma pequenina marioneta com um vestido verde com pintinhas brancas. Já não tinha cabelos nem boca, mas os olhos... ah, os olhos não deixavam enganar! Nunca os esqueceria! E então ergueu a boneca, susteve-a no ar frente aos olhos por momentos, e abraçando-a junto ao peito exclamou com um sorriso e lágrimas verdadeiras na voz “Marion! Minha Marion! Vamos para casa...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: sobreexposição, Portel, Portugal – 6 de Outubro de 2007 / Texto: Lisboa, Portugal – 26 de Outubro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-5687900349868378719?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/5687900349868378719/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=5687900349868378719&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5687900349868378719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5687900349868378719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/10/o-sonho-de-marion.html' title='O sonho de Marion'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RyG9RXoLbYI/AAAAAAAAAI8/lMt4tzH4mvc/s72-c/Festa+no+Castelo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-1496843137841009166</id><published>2007-10-19T20:47:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:07.523Z</updated><title type='text'>Quanto do teu sal...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RxkZanBP_GI/AAAAAAAAAIQ/gfsYQZcBQuw/s1600-h/Monsarraz+20.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RxkZanBP_GI/AAAAAAAAAIQ/gfsYQZcBQuw/s400/Monsarraz+20.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123153996052167778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desculpa ter saído de repente. Temi que se continuasse fosse cair ainda mais fundo. Como eu existem centenas ou milhares de pessoas neste mundo. À sua maneira própria vão caindo e levantando-se, vão sobrevivendo e desistindo. Mas a verdade é que o mundo não nos soube dar grandes chances, e talvez não tenhamos sabido nós procurá-las. O mundo que nos maravilha e deslumbra é o mesmo que nos esmaga com uma facilidade inimaginável. É ao mesmo tempo belo e cruel, sedutor e carcereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos houve, faz muitos anos atrás, em que julguei ser único! Hoje sei bem que não sou e isso acabou por não contribuir em muito a não ser para uma melhor compreensão das coisas. Então acho que me fui afastando e começando a tentar aceitar formas alternativas de existir. Melhor, fui-me tentando obrigar a aceitá-las sem o conseguir. Por isso senti o final de que falei aproximar-se, o cheiro do momento da derrota, esse preciso instante em que, sentindo o medo e antecipando as consequências, ainda assim me entreguei como se gritando à vida “Faz lá então tu o que não consigo fazer”. E nesse mesmo instante senti partir-se cá dentro o maior bem deste mundo, a esperança. Sem esse bem senti-me então despido e vazio, mas também, por inerência, com menos peso para a viagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai de repente porque receei que os pensamentos começassem a alinhar-se na fila da solidão todos à espera de vez para sair, após te ter confiado segredos que nunca confiei a ninguém, talvez para dividir o cansaço e a desilusão. Que mal me poderias tu fazer que eu já não tivesse feito antes de ti? Pelo menos alguém talvez possa tentar entender como amei esta terra, e porque em simultâneo a aprendi a odiar tanto. Demasiada perfeição chateia, e é por isso que me irrita este mundo, que apesar de tudo é insistentemente maravilhoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou único. Não sou melhor nem pior que ninguém, apenas um inadaptado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Monsarraz, Portugal, 7 de Outubro de 2007 / Texto: Lisboa, Portugal, 19 de Outubro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-1496843137841009166?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/1496843137841009166/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=1496843137841009166&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/1496843137841009166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/1496843137841009166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/10/quanto-do-teu-sal.html' title='Quanto do teu sal...'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RxkZanBP_GI/AAAAAAAAAIQ/gfsYQZcBQuw/s72-c/Monsarraz+20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-4525184153466433478</id><published>2007-10-11T17:26:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:07.800Z</updated><title type='text'>Nearby Future</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rx_UAXoLbVI/AAAAAAAAAIk/AQMfsKHMvhM/s1600-h/Nearby+Future+09.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rx_UAXoLbVI/AAAAAAAAAIk/AQMfsKHMvhM/s400/Nearby+Future+09.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125048003778538834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;What day is today? I’m not going mad, I just don’t seem to remember some of the most important things in my life. Don’t really know what happened, but something did, and it was today.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: chromatic change, Esporão, Portugal, October 7th 2007 / Text: Lisboa, Portugal, October 11th 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-4525184153466433478?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/4525184153466433478/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=4525184153466433478&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4525184153466433478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4525184153466433478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/10/nearby-future.html' title='Nearby Future'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rx_UAXoLbVI/AAAAAAAAAIk/AQMfsKHMvhM/s72-c/Nearby+Future+09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-5622238455779203858</id><published>2007-09-06T11:06:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:07.967Z</updated><title type='text'>O mundo nas tuas mãos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rt_fnuGlTKI/AAAAAAAAAH4/gEEUcCxAGuo/s1600-h/Susy+-+01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107046375944965282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rt_fnuGlTKI/AAAAAAAAAH4/gEEUcCxAGuo/s400/Susy+-+01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O tempo tudo apaga, e também eu não ficarei para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Sangano, Angola – 29 de Agosto de 2007 / Texto: Luanda, Angola, 31 de Agosto de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; © All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-5622238455779203858?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/5622238455779203858/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=5622238455779203858&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5622238455779203858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5622238455779203858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/09/o-mundo-nas-tuas-mos.html' title='O mundo nas tuas mãos'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rt_fnuGlTKI/AAAAAAAAAH4/gEEUcCxAGuo/s72-c/Susy+-+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-5500105419556167840</id><published>2007-09-06T11:05:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:08.153Z</updated><title type='text'>Se vivesses aqui estarias agora em casa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RuPpreGlTLI/AAAAAAAAAIA/jmdH8NPWujs/s1600-h/Porto+22+-+Serralves.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108183335392595122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RuPpreGlTLI/AAAAAAAAAIA/jmdH8NPWujs/s400/Porto+22+-+Serralves.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Relembro o crepitar de uma lareira na Lousã em Dezembro numa casa que era minha e a paz que ali senti com a minha cadela preguiçando pela sala semi-aquecida nessa noite próxima do Natal. E sinto uma ausência. Relembro-me junto ao Tamisa em Londres fumando um cigarro numa amurada do rio e assistindo ao devir rápido da cidade transitando da luz para a escuridão. E sinto uma ausência. Relembro um fim de tarde gelado e ventoso mas solarengo em frente ao mar na cidade do Porto sentado numa cadeira o casaco bem fechado luvas e cachecol cobrindo-me boca e nariz e eu feliz na ventania com o sal marinho a queimar-me os olhos. E sinto uma ausência. Relembro um entardecer chuvoso e escuro em Coimbra e eu junto ao rio esperando o transporte para casa ouvindo as badaladas da torre da Universidade. E sinto uma ausência. Relembro-me pelas ruas de Capri em Janeiro à noite cantando em dueto ao frio da madrugada instigado pelo excesso de cerveja e alegria. E sinto uma ausência. Relembro as sombras das plantas da rua no alaranjado das paredes brancas da casa de Coimbra ao pôr-do-sol e eu sentado no sofá frente à janela ouvindo Maria Callas e aguardando com entusiasmo a chegada da Ursa Maior ao meu olhar de criança. E sinto uma ausência. Relembro caminhar por Amsterdão com uma música de Jobim na cabeça e pensando na melhor prenda a dar a uma mulher. E sinto uma ausência. Relembro uma felicidade tão grande que não acreditava que pudesse existir mais que isso na vida. E sinto uma ausência. Relembro tanto mais que não queria esquecer nunca. E sinto uma ausência. Relembro-me num banho de água quente deitado sonolento e coberto de espuma com jazz vindo da sala misturado com aroma de incenso e um copo de Martini Bianco pousado na borda da banheira num quarto de banho iluminado somente por velas. E sinto uma ausência. Relembro uma noite quente na Nazaré frente ao mar numa varanda com boa companhia e virando uma garrafa de Porto nos breves intervalos do silêncio antes do mergulho na madrugada. E sinto uma ausência. Relembro-me fotografando em Paris no Dezembro mais gelado da minha vida com um gorro enfiado na cabeça e cobrindo-me as orelhas. E sinto uma ausência. Relembro conversas de automóvel ao som de boa música vidros abertos e braço de fora segurando o cigarro que ia fumando a intervalos ao distanciar-me de lado nenhum. E sinto uma ausência. Relembro um corredor escuro na Universidade e eu sentado um tempo sem fim num sofá à espera de saber a classificação do meu trabalho e uma porta de madeira abrindo-se finalmente e aquela frase que me fez pensar por uns dias que poderia realmente voar. E sinto uma ausência. Relembro caminhar ao longo da baia de Luanda com todo o vagar e saudade de outros céus mais frios. E sinto uma ausência. Relembro uma mesa composta de companheirismo e saudade antecipada no Porto quando palavras poderiam perfeitamente ter sido colocadas de lado em prol de sorrisos e olhares. E sinto uma ausência. Relembro a excitação de um regresso a casa após uma viagem e a antecipação dos sorrisos sem haver lugar para os maus momentos. E sinto uma ausência. Relembro-me deslumbrado pelas aves ao entardecer de Fevereiro em Roma bebendo um café e aquecendo na chávena os meus dedos para melhor pegar na caneta com que escrevia. E sinto uma ausência. Relembro a esperança no futuro quando fechava os olhos na noite e poderia ter sido quase tudo sem sair de um mesmo lugar. E sinto uma ausência. Relembro acreditarem em mim e de eu próprio acreditar. E sinto uma ausência. Relembro daram-me parabéns e cantarem-me num jantar de aniversário. E sinto uma ausência. Relembro o sofrimento ao abandonar pela última vez o pequeno quarto onde me fiz adulto para me lançar na aventura falhada da vida e de me ter sentado na borda da cama olhando as estantes vazias agora onde antes havia vida. E sinto uma ausência. Relembro a voz perdida e distante da minha mãe ao telefone a milhares de quilómetros. E sinto uma ausência. Relembro os olhos incertos e assustados do meu avô numa cama de hospital nos seus últimos dias de vida procurando prados verdes em paredes pintadas de azul. E sinto uma ausência. Relembro passear de braço dado pelas docas da Coruña sem querer realmente saber como seria o dia seguinte procurando escolher o local ideal para jantar. E sinto uma ausência. Relembro o soluço contido da minha avó no dia da minha partida para Angola. E sinto uma ausência. Relembro as cortinas brancas de um hotel na Foz do Arelho ondulando na brisa da tarde num quarto sobre um mar coberto por um céu púrpura. E sinto uma ausência. Relembro um aperto de mão e um “até breve”. E sinto uma ausência. Relembro estar sentado na praia numa manhã de Julho em Sanxenxo sentindo o sol acariciar-me a pele após uma noite de cansaços e álcool com aves planando suavemente ao alcançe de um braço num sonho. E sinto uma ausência. Relembro acordar de manhã com a excitação de uma viagem à muito esperada só para conferir uma vez mais a bagagem arrumada à vários dias atrás. E sinto uma ausência. Relembro o aperto que sinto cada vez que passo de comboio pela casa onde cresci a caminho de qualquer lugar distante. E sinto uma ausência. Relembro-me na estação ferroviária de Nápoles com a desejada cabeça pousada sonolenta sobre o meu ombro direito e eu petrificado de espanto sem saber o que fazer ou o que dizer e um cigarro fumando-se sozinho numa mão esquerda de pedra. E sinto uma ausência. Relembro os dedos do meu pai cheirando a tabaco ao lavar-me o rosto com água fria antes de me deitar e me dizer adeus para sempre. E sinto uma ausência. Relembro o desejado cigarro em Bilbao após horas encerrado aborrecido enfadado num museu. E sinto uma ausência. Relembro de me terem certo dia desejado “boa sorte”. E sinto uma ausência. E de tanto sentir todas estas ausências de tudo o que vivi ou imaginei ter vivido quase que me rasgo em dois no desejo de ir fazendo o percurso inverso até encontrar de novo uma vez mais cada um desses frágeis momentos que pouco significando em si mesmos deram sentido ao que sou e substância a tudo quanto desejo da vida. É como se cada segundo passado fosse um fragmento da mesma fita adesiva que me envolve e sustém em mim cacos conexos. Escrevendo assim talvez um dia se a memória me falhar em definitivo eu possa ler tudo isto e no que leio descobrir quem fui e dar-me conta que sem cada um desses instantes eu seria apenas e nada mais do que a catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Porto, Portugal, Junho de 2007 / Texto: Luanda, Angola, 3 e 4 de Setembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-5500105419556167840?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/5500105419556167840/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=5500105419556167840&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5500105419556167840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5500105419556167840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/09/se-vivesses-aqui-estarias-agora-em-casa.html' title='Se vivesses aqui estarias agora em casa'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RuPpreGlTLI/AAAAAAAAAIA/jmdH8NPWujs/s72-c/Porto+22+-+Serralves.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-6673956159316035151</id><published>2007-08-31T08:54:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:08.628Z</updated><title type='text'>Noutro lugar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RtfXpNMxufI/AAAAAAAAAHg/KAgMDhefMLU/s1600-h/Landing.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104785805565606386" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RtfXpNMxufI/AAAAAAAAAHg/KAgMDhefMLU/s400/Landing.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São cinco da tarde de finais de um Novembro frio e cinzento na cidade do Porto. Ameaçou chover sem ter chovido, e passeio-me sem pressas pelas calçadas atapetadas de folhas mortas. O vento que sopra tráz um cheiro a maresia e eu fecho até cima o casaco e inspiro fundo, o que me faz arder as narinas. A esta hora já muitas pessoas vão largando os empregos e o trânsito mostra-se já vagaroso e impaciente junto ao Centro Português de Fotografia. Acendo um cigarro com as mãos geladas e espero um pouco, observando o movimento das gentes e deixando-me deslumbrar pelos reclamos luminosos das lojas e pela iluminação ainda ténue dos candeeiros públicos contra um céu de chumbo. Começaram já a colocar as iluminações de Natal ainda que não estejam acesas e reparo também nesse trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já não tardará muito a chover mas, no entanto, sinto um desejo profundo de ir até à costa escutar as ondas e as aves… Levaria no mínimo meia hora, e para o vento que de certeza se faz sentir naquelas bandas não vim eu preparado com o respectivo cachecol. Sinto pena mas não vou. Apetecia-me, mas também me sinto bem aqui onde estou. Estou feliz! Mais tarde irei ao encontro de amigos para um agradável jantar, onde sei que me fartarei de rir e sorrir apesar dos meus silêncios. À medida em que os anos vão avançando, já vim a constatar, tendo-o até comentado com um amigo mais chegado, e apesar de ser cada vez mais invadido por sensações e opiniões que buscam desesperadamente o exterior, a verdade é que me exprimo com cada vez menor frequência. Por exemplo, a meio de uma troca de opniões entre várias pessoas muitas são as vezes em que calo o que estava prestes a dizer. No exacto momento em que o penso também logo ali se extinge o desejo. É quase como se cá dentro perguntassem: “Para quê? Que importa o que tens a dizer?” Normalmente mantenho-me em silêncio. Felizmente outros preenchem o vazio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Este também sou eu, suponho. Se faz parte de mim tenho de aceitar. E se o que tinha a dizer era mesmo importante, por vezes sento-me e escrevo um pouco sobre isso dando-o depois a conhecer ao mundo. Por isso acho que o jantar com os amigos será um pouco silencioso para mim, dando-me tempo e espaço para aproveitar a sua companhia com uma alegria sincera que só eu conheço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É Novembro e este vento frio no rosto e nos dedos faz-me arder os olhos mas faz-me também feliz! Pouco passa das cinco da tarde e para mim é como se fosse Natal já. Vou jantar entre amigos nesta noite ventosa em que ameaça chover, tudo tão diferente de Luanda, de onde vim faz pouco tempo, e também por isto me sinto abençoado. No fundo estarei aqui para sempre, bem como em todos os sítios onde sonhei sempre em estar. Queria ir até ao Castelo do Queijo passear no nevoeiro nocturno, fechar o meu casaco de cabedal e deixar transformar-se em couro a pele do rosto. Queria os olhos vermelhos a explodir do vento e da alegria que sinto por estar vivo e por estar aqui. Queria, mas não vou. Que figura faria a chegar de olhos vermelhos e inchados ao jantar! Fica para depois, para outro dia talvez… Poderiam pensar que chorava, quando me sinto tão feliz que nem sei mais explicar! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Onde estou eu? Por vezes duvido que saiba! Sempre estive nos lugares amando-os, mas também sentindo outras ausências, ausências de outros lugares. Muitas vezes estive em vários ao mesmo tempo. Talvez também por isso os silêncios, para me darem tempo a mim de conversar com outros interlocutores! Talvez também por isso nunca me entregue inteiramente, talvez. Mas hoje, hoje irei jantar com amigos, e apesar das ausências desejo conseguir agir por forma a que todos sem excepção saibam bem o quanto significam para mim. Hoje erguerei o meu copo num brinde a cada um deles, para que nos revejamos sempre aqui ou em outro qualquer lugar, pois que qualquer lugar é perfeito para sermos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Luanda – Angola, 22 de Agosto de 2007 / Texto: Luanda – Angola, 25 de Agosto de 2007)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-6673956159316035151?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/6673956159316035151/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=6673956159316035151&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6673956159316035151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6673956159316035151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/08/noutro-lugar.html' title='Noutro lugar'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RtfXpNMxufI/AAAAAAAAAHg/KAgMDhefMLU/s72-c/Landing.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-8534560322188186938</id><published>2007-07-23T11:05:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:08.817Z</updated><title type='text'>Like fish in a pond</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RqSLqqKjo8I/AAAAAAAAAHU/5QY4x51YhfQ/s1600-h/Nenufares.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090347043824837570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RqSLqqKjo8I/AAAAAAAAAHU/5QY4x51YhfQ/s400/Nenufares.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;This night I woke up with the rain. It was around 4 a.m. and I could hear it tapping the plastic chairs outside the door, by the garden. The wind and the rain made me think about winter, although it’s July, and I felt a strange nostalgia. Will I miss this? I just remember staying awake for long...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I remember some years ago, while I was waiting for a train to come smoking a cigarette and staring at the rails, noticing a butterfly. It was circling around, until it touched the rails and stood there quietly, just slightly moving its wings in the heat. My eyes couldn’t stop staring at such fragile beauty, waiting for the moment when it would rise in the air again, showing all of its colours.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yet it didn’t. That butterfly had reached right there, before my eyes, the end of its life. Only a few minutes had gone by and already its coloured body was being blown by the breeze, lifeless. Sadness took hold on me and made me think about how we sometimes forget to notice the constant fragile miracles that happen everyday around us. It had reached the end of its cycle, as we all will one day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I’m used to think about how my existence is empty and worthless. Most of my years have been spent complaining about everything, always wanting more, and forgetting to hear and listen. I really have to change that! Now, as I’m preparing to leave on a trip for a long period, I don’t know where to store these emotions of mine anymore. I realise I’ve lived magical moments without giving them much credit, although my life wasn’t as perfect as I expected it to be. We may be fish trapped in ponds, but even so there’s always beauty around us if we’re willing to open our eyes and see.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I haven’t reached the end of my cycle yet, and from now on I will try to always notice how wonderful it is to be here in this world, and how beautiful things surrounding us can be. I think it’s ok to feel nostalgia on stormy July nights, and to feel a little scared about tomorrow too, but I do hope that now that I’m preparing to jump to another pond the ones who know me never question what I feel about them and the reasons of my decision. It's not that I dislike this pond, it's just that I need a bigger one now. I wish I could take them all where I’m going, but instead I will try to bring back the best of me to rejoin them soon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Porto, Portugal, July 2007 / Text: Coimbra, Portugal, July 23rd 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-8534560322188186938?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/8534560322188186938/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=8534560322188186938&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/8534560322188186938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/8534560322188186938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/07/like-fish-in-pond.html' title='Like fish in a pond'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RqSLqqKjo8I/AAAAAAAAAHU/5QY4x51YhfQ/s72-c/Nenufares.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-6019186633186861192</id><published>2007-07-08T21:09:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:08.964Z</updated><title type='text'>1976</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RpFSkAEWACI/AAAAAAAAAEA/tygxd5c4CTg/s1600-h/Porto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084936232724987938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RpFSkAEWACI/AAAAAAAAAEA/tygxd5c4CTg/s400/Porto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Agora tudo é mais fácil. Os dias vão-se sucedendo aos dias e a decisão tomada acaba por decidir por mim as rotinas e os hábitos diários. Agora é só deixar-me levar e cumprir o desejo de outrora como um homem, mordendo os lábios em silêncio para não deixar transparecer a angústia e o medo, não esquecendo de guardar na bagagem a rede encantada de capturar os sonhos nas planícies...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham-me dito, naquele tempo, que haviam anjos em Kinshasa, e eu na tenra juventude acreditei e não cuidei de olhar para o caminho já feito e de notar que eles tinham ficado lá atrás, longe já, agitando as suas pétalas de desespero no lado de lá da fronteira vermelha e negra. Espectros esfarrapados e em desespero lançando na poeira daquele chão martirizado as últimas lágrimas do adeus. Não era em Kinshasa que estavam, não! Os anjos estavam longe dali. Ali quem estavam eram homens fardados que para nos protegerem de nós mesmos nos arrancaram a todos as asas e nos disseram que doravante a nossa vida seria assim e assim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Porto, Fevereiro de 2007 / Texto: Coimbra, Portugal, 8 de Julho de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All Rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-6019186633186861192?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/6019186633186861192/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=6019186633186861192&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6019186633186861192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6019186633186861192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/07/1976.html' title='1976'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RpFSkAEWACI/AAAAAAAAAEA/tygxd5c4CTg/s72-c/Porto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-6980574515267894141</id><published>2007-06-26T13:49:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:09.154Z</updated><title type='text'>Postcard from Africa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RoEaeTA_YVI/AAAAAAAAABk/y4g0GEV6iBs/s1600-h/Bengo+-+Sangano+13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080370962453455186" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RoEaeTA_YVI/AAAAAAAAABk/y4g0GEV6iBs/s400/Bengo+-+Sangano+13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sangano, February 13th, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darling,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If only I was a good writer to let you know what’s happening, make videos to share with you some of the beauty with which my days are filled, record a tape for you to listen the same sounds I do everyday. How I wish there was a way of letting you have some of this easily since I can’t have you here with me…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I want to tell you about the times when my breathing stops for some seconds, mostly at dusk, whenever I’m more aware of those fragile and beautiful moments and of how they won’t return to me that same way. It’s been happening to me frequently, you know? Maybe you feel the same there, and I do hope you let me know the next time I hear from you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequently I caught myself staring at the waves at sunset, as seabirds fly in circles over them in search for food, and it’s like being in a trance. Immediately after I always feel your absence, every-time the same feeling. Only then I remember we’re under the same sky, we simply see it from different perspectives, like two lighthouses over the same wide bay, each of us keeping his eye on a same distant horizon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miss you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yours always.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Sangano, Angola, February 13th, 2007 / Text: Coimbra, Portugal, June 26th, 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-6980574515267894141?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/6980574515267894141/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=6980574515267894141&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6980574515267894141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6980574515267894141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/06/postcard-from-africa.html' title='Postcard from Africa'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RoEaeTA_YVI/AAAAAAAAABk/y4g0GEV6iBs/s72-c/Bengo+-+Sangano+13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-5744004365557333009</id><published>2007-06-25T21:09:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:09.281Z</updated><title type='text'>Anunciação de um sonho</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RoAvTzA_YUI/AAAAAAAAABc/bpx7ynU4RJw/s1600-h/Ilha+de+Luanda+06.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080112396832301378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RoAvTzA_YUI/AAAAAAAAABc/bpx7ynU4RJw/s400/Ilha+de+Luanda+06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Quando o dia esperado finalmente chegar prometo fazer rápido as minhas bagagens para que ninguém sinta para além de mim o peso da decisão que tomo. Espera-me a Terra, esse mundo tantos anos desejado e visitado em delírios de febre. Um mundo tão cheio de pesadelos e de sonhos por realizar e que aprendi a amar ao ponto de não conseguir concebê-lo sem que uma poderosa mão invisível me aperte o estômago e me rasgue de dentro para fora. Um mundo elástico que ao longo dos anos se foi esticando para chegar até mim e tocar-me sempre, como uma mãe procurando manter acesa num filho uma lembrança distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero sentir de manhã cedo o avião a perder altitude, olhar a janela e ver os milhares de casas sobre a terra vermelha salpicada de verde e minutos depois sair e deixar as saudades envolverem-se com a humidade da pista do aeroporto. Quero sentir de novo a emoção que senti e que foi maior que qualquer outra coisa que algum dia senti nesta vida. Estive vivo por um período limitado de tempo. Quero sair e ver rostos conhecidos à minha espera, de sorriso largo e braços abertos para me acolherem na minha nova vida na Terra onde naquele dia distante vim a este mundo e espreitei a existência. E quero encontrar em cada um desses rostos que me olhem, em cada mão que me toque, em cada palavra que me digam, novas e novas razões para ficar na Terra para nunca mais sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o dia chegar as saudades que sempre serão minhas e de mais ninguém não ocuparão volume na bagagem. Levá-las-ei comigo para onde for, e serão sempre essas imagens preciosas que desenharei na areia e a quem brindarei quando erguer um copo. Há lugar para tudo, e um tempo também. Mas a atracção que sinto há muito já que decidiu por mim o que havia a decidir, e a cada dia que passa me é mais insuportável viver afastado da Terra. Viver longe não é viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que sei a falta que me vão fazer certas pessoas, certas coisas, a minha cadela companheira... Acho, porque a certeza apenas a terei quando ao fim de algum tempo parar para pensar no que tenho, no que tive um dia, e no que sobra de mim nesta complexa equação. Apenas a ideia dessa perda faz já sofrer, e se ainda assim desejo viver o regresso à Terra é porque não tenho dúvidas de que seria bem maior a dor de não regressar mais, de não procurar viver até onde me for possível este sonho que tenho desde criança de abraçar uma realidade que nunca me deixou independentemente de eu não o conseguir explicar. A perda seria bem maior, talvez insuperável, porque do lado de cá da viagem, deste lado onde me encontro à espera, uma certa loucura vai tomando conta de mim dia após dia. Espero que aqueles que têm de compreender, para quem isto faça sentido, compreendam a necessidade que sinto de seguir este percurso. Preciso da vida, e este nunca foi o meu habitat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imaginação é inerente à natureza humana, e no fundo talvez eu sempre tenha sido a pessoa mais feliz de todas aquelas que conheço, pois o meu maior sonho sempre foi algo que esteve ao meu alcance, e que agarrei já – regressar à Terra. Quero agora regressar de novo para viver diariamente esse sonho pelo resto da minha vida, ou enquanto me for possível vivê-lo, pois estou certo de que todas as imagens que me irão preencher me irão acompanhar para sempre e acalmar-me deste medo da morte que trago desde criança. Estou certo de ali ir encontrar razões para seguir em frente e viver um outro dia, ideais nos quais consiga acreditar sem esforço, ainda que os desafios que diariamente se nos coloquem não sejam os mesmos a que sempre estive habituado. Preciso de uma causa que me faça lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero aprender a viver de coisas simples, ver o mundo como se fosse cego, experimentar sensações reais e deixar este teatro que diariamente faço faz muitos anos já. Comer quando tiver fome, beber quando tiver sede, vestir o que tiver mais à mão, conversar no calor da noite até de madrugada sempre que o assunto for bom, regressar a casa com a cidade a acordar e o trânsito a invadir as ruas, acordar com o canto das peixeiras na Mutamba, revisitar velhos amigos sempre que possível, entrar num grupo e cantar, assar peixes na brasa de noite bebendo uma Cuca a estalar, sentir uma mão aninhada na minha, talvez ser pai um dia... Se tudo isto eu irei ou não conseguir não sei, mas caso o consiga poderei sorrir de verdade, pois fiz da minha vida o sonho que sempre desejei que ela fosse. O meu maior sonho é simples. E assim, quando deitar a cabeça na areia ou entrar no mar de água tépida não me esquecerei jamais de ninguém, pois na minha felicidade os reinventarei a todos, mesmo quando o passado for definitivamente passado e não algo de que ainda se vê o vulto no horizonte. Até muito breve mamã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Luanda, Angola, 11 de Fevereiro de 2007 / Texto: Coimbra, Portugal, 25 de Junho de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-5744004365557333009?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/5744004365557333009/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=5744004365557333009&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5744004365557333009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5744004365557333009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/06/anunciao-de-um-sonho.html' title='Anunciação de um sonho'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RoAvTzA_YUI/AAAAAAAAABc/bpx7ynU4RJw/s72-c/Ilha+de+Luanda+06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-8708085927368168126</id><published>2007-05-30T11:49:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:09.474Z</updated><title type='text'>O dia em que Deus morreu</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rl1lZnMin_I/AAAAAAAAABU/0Ln3DBbF3Ic/s1600-h/MamÃ£.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070320246181765106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rl1lZnMin_I/AAAAAAAAABU/0Ln3DBbF3Ic/s400/Mam%C3%A3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O dia em que Deus morreu foi um dia como todos os outros. Nada o fazia prever. As pessoas acordavam e encaminhavam-se ensonadas para o trabalho. Estava um pouco de frio, mas brilhava um sol límpido que estimulava o canto dos pássaros na minha rua. Tomei o pequeno almoço como de costume num café próximo de casa, sozinho, passando os olhos pelo jornal sem que nada me despertasse muito a atenção, e segui para o meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi próximo do fim da tarde já que se começaram a ouvir os rumores. Algo tinha acontecido e as pessoas juntavam-se em grupos falando com pesar e uma expressão grave desenhada nos rostos. Procurei saber o que se passava e disseram-me para ligar a rádio na Emissora Nacional, que não ia acreditar, mas que Deus tinha morrido. Regressei ao meu gabinete e assim o fiz. Tinha acabado de sintonizar a estação quando ouço através das ondas de rádio a difusão de uma voz masculina comovida que dizia: “Repito, de acordo com a agência noticiosa Reuters Deus morreu hoje, próximo das três da tarde, quando efectuava uma visita oficial ao Panamá. Ainda não se conhecem os pormenores deste acontecimento, sabendo-se apenas que Deus se sentiu mal e caiu entre a sua comitiva, sendo imediatamente assistido pelos seus Ministros que o conduziram para longe dos olhares curiosos...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliguei a rádio, cortando a meio o discurso do locutor, e dirigi-me à janela para olhar a rua lá em baixo, vendo os mesmos grupos de pessoas comovidas em todos os passeios falando com expressões dolorosas. Todos estariam a comentar a morte do líder, e o tráfego parecia ter abrandado. O sol alaranjado deitava-se já suavemente no horizonte e peguei na minha pasta, enfiando à pressa uns papéis lá dentro. De seguida peguei no casaco e dirigi-me para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua as pessoas olhavam-me com olhos tristes. Todos se olhavam condoídos uns aos outros, como estranhos dando-se os sentimentos recíprocos, e segui pelas ruas com uma calma de que já não havia memória. De resto tudo estava igual, a luz de fim de tarde, a brisa, o cheiro da cidade... Antes de ir para casa passei num self-service para comprar qualquer coisa já feita para levar para o meu jantar. Por trás do balcão havia uma televisão acesa e o empregado, de costas para a porta de entrada, olhava as notícias com a boca aberta de espanto. Pigarreei para chamar a sua atenção para a minha presença. Ele virou-se, encarando-me com a mesma expressão triste dos outros lá fora. No pequeno ecrã colorido podiam ver-se imagens de rostos do mundo inteiro em comovente sofrimento. Massas de gente iam-se concentrando com velas nas praças das cidades. Repórteres do mundo inteiro debatiam-se pelas escassas informações disponíveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei comigo chop-sui de vaca e arroz chau-chau, e entrado em casa pousei na cozinha os embrulhos e deitei o casaco sobre o sofá. Liguei o televisor no canal noticioso, onde a necessária notícia da morte de Deus, que iria ocupar a humanidade por longo período, se intercalava com outras menores como o número de mortos do dia no Iraque, o reacender de tensões antigas entre a Venezuela e os Estados Unidos, o aumento do número de desempregados no sul europeu... Cortei o som do aparelho, deixando apenas a imagem como companhia na minha sala vazia, e preparei um uísque com três pedras de gelo. Bebi-o junto à janela para a rua, erguendo os olhos para o muro da casa em frente da minha, onde o sol morria no mais belo festival de cor que havia visto. No telhado um gato movia-se preguiçoso, alheio a tudo excepto aos últimos raios de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: alteração cromática, Bilbau - Espanha, Abril de 2007 / Texto: Coimbra - Portugal, 30 de Maio de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-8708085927368168126?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/8708085927368168126/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=8708085927368168126&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/8708085927368168126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/8708085927368168126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/05/o-dia-em-que-deus-morreu.html' title='O dia em que Deus morreu'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rl1lZnMin_I/AAAAAAAAABU/0Ln3DBbF3Ic/s72-c/Mam%C3%A3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-9202186117962447535</id><published>2007-05-02T23:53:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:09.676Z</updated><title type='text'>O movimento perpétuo e colorido das pedras</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rjn9Bu_cqqI/AAAAAAAAABM/ewD5CS6gSOc/s1600-h/Pancorbo+06.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060353862563310242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rjn9Bu_cqqI/AAAAAAAAABM/ewD5CS6gSOc/s400/Pancorbo+06.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vivi das palavras e para elas. Com as palavras construí cenários possíveis e impossíveis, ergui cidades, dei vida a seres que de outro modo não viveriam jamais. As palavras foram sempre o meu mundo, protegeram-me dando-me alternativas. Sempre que os meus olhos e ouvidos me revelavam uma realidade que não era exactamente o que dela eu esperava pegava na caneta e, movendo-a sobre papel, criava com as palavras uma outra opção possível. Enganando-me a mim mesmo tornava a vida viável. Hoje pergunto: que cidades, que estradas, que casas eu construí em tempos? Com que pedras ergui os meus muros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou no olho de um furacão. Dei vida ao que não devia viver para além dos limites do racional. A meio do caminho perdi a minha razão, toda a lógica e propósito do que fazia, e sinto-me engolido pelo mundo e à beira de desistir de jogar com as palavras e com as ilusões que me trazem. Dei-lhes primazia quando deveria ter privilegiado o toque; deixei-as curar-me quando deveria ter deixado as feridas abertas por mais tempo às moscas e ao pó; sonhei com a ordem quando deveria ter acolhido o caos. Quero desistir delas e não sei bem como, mas sorrio ao pensar que quando os meus olhos se fecharem elas serão jogadas comigo à terra, e o que o homem semeou o homem sempre há-de colher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Pancorbo, Espanha - Abril de 2007/ Texto: Coimbra, Portugal – 2 de Maio de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-9202186117962447535?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/9202186117962447535/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=9202186117962447535&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/9202186117962447535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/9202186117962447535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/05/o-movimento-perptuo-e-colorido-das.html' title='O movimento perpétuo e colorido das pedras'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rjn9Bu_cqqI/AAAAAAAAABM/ewD5CS6gSOc/s72-c/Pancorbo+06.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-21273877699489506</id><published>2007-04-22T23:02:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:10.172Z</updated><title type='text'>New beginnings.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rivp8Y46ieI/AAAAAAAAABE/tNo_6hlclhw/s1600-h/Ercolano+04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056392230336104930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rivp8Y46ieI/AAAAAAAAABE/tNo_6hlclhw/s400/Ercolano+04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Life took me so far…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I’ve traveled only to escape my demons, dreamed only to make things easier, but nothing changed anyway. I tried, but failed. There were moments when I missed your tender touch and your hellos! But it doesn’t hurt me anymore, you know? Nothing does, not anymore. I’ve had just about all I could have and yet here I am with my packs done, my eyes already in the distance, ready to leave once more. It’s better that way.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;How far…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I still remember when I was just a young boy looking at my parents and wondering. Wondering if I would ever be something like them, if I would ever get to marry too, if I too would ever get to be a father and how my kids would be. I wondered how my own house would look like, and begun drawing it in pieces of paper... I still remember all that although it's all gone. I don't even have a home. But hey, it doesn’t hurt me anymore! I no longer care. Do you believe me? Well, maybe it hurts a little, sometimes…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Just don't say hello to me only when you see me in the city. You know I'll always be around.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Ercolano, Italy, February 2006 / Text: Porto, Portugal, April 22nd, 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-21273877699489506?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/21273877699489506/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=21273877699489506&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/21273877699489506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/21273877699489506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/04/new-beginnings.html' title='New beginnings.'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rivp8Y46ieI/AAAAAAAAABE/tNo_6hlclhw/s72-c/Ercolano+04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-5004457698408313656</id><published>2007-04-03T18:46:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:10.342Z</updated><title type='text'>Milagre que fez</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RhKhUO6dqgI/AAAAAAAAAA8/jihqlkeg7AI/s1600-h/Heaven+01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049275501208513026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RhKhUO6dqgI/AAAAAAAAAA8/jihqlkeg7AI/s400/Heaven+01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há muitos muitos anos atrás, no princípio do tempo, uma jovem mulher caminhava sozinha pela planície. Estava queimada pelo sol esta mulher, e tão magra que mal tinha sombra! De longe podia-se jurar que a cada instante iria cair, mas seguia arrastando com sofrimento os pés, fazendo levantar quase nenhuma da poeira vermelha em que se movia. Ser frágil, símbolo comovente do sofrimento, fazia de cada novo passo uma vitória. E como estava só esta mulher! Nenhum de nós terá nunca ideia de como estava só! E porquê? Tudo se passou da forma como vou contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias atrás tinha esta mulher abandonado o local onde habitava devido a uma peste que começou a levar morte a todos os cantos, após a chegada de um forasteiro, e frente ao horror abandonou a aldeia onde o cheiro a corpos inchados ao sol era já insuportável. Nem os animais escapavam, e já não havia mais o que comer! Ela estava grávida, e na tentativa de escapar ilesa fugiu em busca do companheiro que tinha ido caçar lá longe há algumas semanas. Não sabia onde ele estava mas este sempre encontrava o caminho de casa na noite, guiando-se pelo cheiro da fogueira que ela mantinha acesa. Ela pensou poder fazer o mesmo, vasculhando na noite os horizontes com a esperança de alcançar o clarão da vitória, e de dia cheirando o ar na busca do odor a cinza da última fogueira. Vestígios não encontrou, ainda que o que os unia fosse muito forte. Porém, o seu corpo e o seu filho não conseguiriam suportar por muito mais tempo tamanhas provações. Ao menos se encontrasse comida, e água. Mas a terra parecia estar morta também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco mais de um dia se passou quando aconteceu. Ela parou de repente, e esteve assim imóvel longo tempo, tanto que talvez se tenham passado dias, não me recordo! Olhava só. Cheirava só. Sentia só de um jeito só de sentir. E quando se voltou a mexer foi para se sentar na terra, exausta, debaixo de um sol escaldante. Primeiro sentou-se direita, mas cedo foi deixando o seu corpo inclinar-se e apoiou-se sobre o braço esquerdo com a palma da mão aberta sobre a poeira. Ali estava! Um monumento à força, orgulho de uma qualquer nação! Depois, agarrou com a mão direita um pouco da terra vermelha que a rodeava, que levou à boca para humedecer, e que de seguida esfregou sobre a barriga em movimentos circulares murmurando qualquer coisa. De seguida ergueu essa mesma mão direita ao céu e fez alguns movimentos ritmados que não consegui perceber antes de se deixar cair de lado. Não se mexeu mais. Acabou. Ela nunca viria a saber que a razão de não ter encontrado no horizonte a chama do seu companheiro era que este também já não estava mais no mundo dos vivos. De facto ela era, sem que ela mesma o soubesse, a última sobrevivente de uma espécie, grávida de mais um membro que nunca viria a nascer. Mas quem sabe ela sempre tenha encontrado o seu companheiro noutro lugar, e lá tenham voltado a ser uma família. E eu então voei para longe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente de seguida nuvens escuras começaram a juntar-se sobre aquele lugar e pouco tempo passado chovia uma daquelas chuvas torrenciais que transformou a terra em lama e as covas em charcos. Rios distantes transbordaram margens longínquas e vieram lavar a terra e arrastar os corpos para o mar. Também o corpo da jovem mulher foi arrastado, com a sua criança impossível, mas não para o mar! Quando parou de chover o seu corpo estava aninhado, torcido e coberto de lama, junto a uns altos rochedos próximo da praia. E ali ficou, dia após dia mais submersa no pó, ano após ano sendo visitada pelas ervas, pelas plantas, pelos insectos... Até que uma oliveira ali floresceu, cresceu, ganhou tronco e deu folhas. Esta viria a oferecer frutos que muitos milhões de anos mais tarde viriam a ser colhidos por membros de uma nova espécie que tinha ocupado a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento eu sei o que provavelmente estão a pensar: uma oliveira com milhões de anos? Acreditem naquilo que digo, sei do que estou a falar. Esta não era apenas uma oliveira, era a oliveira das oliveiras, a primeira, a que nasceu de um monumento à força, ao orgulho de qualquer nação. Esta oliveira era infindável, e na sua casca palavras viriam a ser escritas à faca, juras de amor viriam a ser realizadas. Muitos se viriam a encostar no seu tronco à sombra fresca do Verão e a provar os frutos do seu ventre. Foram milhões de anos, centenas de pessoas que por baixo dos seus ramos passaram, para descansar a ver o mar ou para provar as suas azeitonas, para escrever no tronco o seu nome ou para chorar em paz um amor perdido, para refrescar do calor ou idealizar um novo universo. E a nossa oliveira foi assistindo a tudo isto, de bom grado apreciando a companhia, de bom grado oferecendo os seus frutos, e crescendo, crescendo, até ficar enorme como um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que houve quem viesse um dia com um machado por haver necessidade de lenha para abastecer um farol próximo dali. A lâmina ergueu-se no ar e desferiu um primeiro golpe, de que saiu um líquido vermelho que o lenhador não viu. E eu então voei para longe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente de seguida nuvens escuras começaram a juntar-se sobre aquele lugar e pouco tempo passado chovia uma daquelas chuvas torrenciais que transformou o azul do mar em negro, que fustigou os telhados das casas, apanhando no mar os marinheiros desprevenidos. O escuro chegou mais rápido e foi necessário acender-se a fogueira do farol mais cedo que o habitual. Vários barcos da aldeia tinham sido apanhados de surpresa no mar e era preciso indicar-lhes com o fogo o caminho de casa. Foram vários os que se mobilizaram para a ajuda. Já se ouvia o choro de várias mulheres que, já se imaginando viúvas, se juntaram no alto do morro junto ao farol olhando o horizonte no escuro em busca de sinais, e ajudando a passar de mão em mão a lenha cortada e ainda verde. Na corrente de mulheres que iam passando os toros de madeira umas para as outras havia uma que, sem saber porquê, sentiu algo estranho atravessar-lhe o corpo ao reparar no tom vermelho do pedaço de oliveira que lhe passava pelas mãos. Ergueu-se então, passou a mão direita sobre um útero de oito meses já, o seu, e olhou o horizonte vendo ao longe uma luz que viria momentos mais tarde a descobrir ser a do barco que lhe trazia de volta aos braços o seu marido. Muitas mulheres choraram nos dias que se seguiriam, mas a mulher em questão abraçaria o seu esposo e poucos dias depois daria à luz uma menina, a que chamariam Olívia por referência à oliveira que deu o sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olívia cresceu sem ter na aldeia a sombra da velha oliveira, sem provar os seus frutos, mas também sem saber que a sua seiva tinha entrado nas mãos gretadas da sua mãe naquela noite distante de vendaval e naufrágios, e que dai tinha passado, através da corrente sanguínea desta, para o seu próprio corpo, para o vermelho do seu próprio sangue! Sabia, porém, que em certo sítio, junto a uns altos rochedos próximo da praia, havia uma oliveira que houvera sido cortada. E sabia também, pois a mãe lho tinha contado, que foi depois de esta ter visto um pedaço de oliveira que sangrava que virou os olhos para o mar e viu o clarão do barco que traria o seu pai para casa. Por isso Olívia muitas vezes se dirigia àquele local nos rochedos para olhar o mar, imaginando que a lenha em sangue que sua mãe tinha visto, que tinha dado o sinal da salvação do seu pai, poderia perfeitamente ser o daquela oliveira antiga que diziam existir ali. E então imaginava que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando, e naquele mesmo local, anos mais tarde, Olívia encontrar-se-ia às escondidas com aquele que viria a ser o seu futuro marido, curiosamente um neto do lenhador que tinha derrubado a oliveira, e na ausência de um tronco de árvore onde gravar os seus nomes dentro de um coração, gravaram-nos unidos para sempre na promessa de um beijo. Foram felizes, com todos os seus problemas, tendo tido oito filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 2007, numa cidade muito longe do local onde tiveram lugar os anteriores acontecimentos, descobri uma descendente directa de Olívia. Era uma jovem mulher de vinte e poucos anos de idade, casada, mas algo infeliz. Não tinha filhos e entre ela e o seu companheiro algo se passava de errado. Ambos tinham no olhar aquela chama que nos faz ter a certeza que são um do outro, mas os silêncios entre ambos faziam daquele um lar triste e muito frio. Dados os afazeres de ambos tinham sempre muito pouco tempo um para o outro, para não falar que por questões profissionais ele frequentemente tinha de viajar por longos períodos, e isso começava a pesar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa noite ele chega a casa e diz-lhe que vai ter de partir por uns dias, dirigindo-se de seguida ao quarto para procurar enfiar à pressa umas quantas coisas dentro de uma mala. Ela mantém-se na sala em silêncio, como monumento à força, querendo não acreditar no que estava a acontecer, mas também sem nada dizer. Poucos minutos depois ele tinha saído de casa, dando-lhe apenas um leve beijo, e então aí ela libertou o que estava dentro e chorou. Chorou à janela para a rua, vendo-o sair do prédio e caminhar na neve até um táxi que o aguardava. E eu então voei para longe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente de seguida nuvens escuras começaram a juntar-se sobre aquele lugar e pouco tempo passado chovia uma daquelas chuvas torrenciais, raramente vista por aquelas bandas e naquela altura do ano, que começou a derreter a neve e a trazer o caos à cidade. Imediatamente escureceu! Ouviam-se carros a buzinar, pessoas a gritar nas ruas, correndo para fugir da chuva e ele, olhando pela janela do táxi, foi testemunha de vários acidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava em casa ainda à janela, olhando para a chuva que caía lá fora e observando com cuidado a ausência do seu homem. Tinha a mesa posta para um jantar a dois, na qual até uma vela tinha colocado para a surpresa que lhe queria fazer, mas de que ele nem se deu conta. Estava com medo e vasculhava com o olhar os horizontes nebulosos da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo ele, dentro do táxi, no meio do caos do trânsito na chuva, estava desfeito e sem perceber porque tinha saído assim de casa, de forma tão fria. Porquê, se a amava? Procurou olhar uma vez mais para a tempestade lá fora através da janela embaciada do táxi, mas como nada via limpou um pouco a janela com a manga do casaco e aproximou os olhos do vidro, colocando as mãos em concha entre o vidro e os olhos. E o que viu, ou julgou ter visto, era impossível! Uma gigantesca oliveira erguia-se à chuva no meio da avenida! Era impossível! Tinha a altura de três andares e as suas raízes rasgavam o alcatrão da estrada fazendo-o erguer em certos pontos. Ele saiu do carro parado no trânsito para ver se não delirava, e em plena chuva constatou que o gigante ali estava, com os néons coloridos dos reclames das lojas vizinhas reflectidos no verde molhado das suas folhas, no negro brilhante dos seus frutos. E então virou-se para o lado e viu algo improvável entre os arbustos de um jardim próximo, e enfiado em água até aos calcanhares avançou para esse jardim. De seguida regressou para casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso ela, inquieta e receosa, ainda se encontrava à janela como antes, mas desta vez tinha na mão a vela que estava sobre a mesa do jantar. Estava com medo de ficar sozinha na escuridão caso a energia falhasse e resolveu acendê-la e trazê-la com ela para a janela, como faroleiro olhando a noite em busca do barco a pôr a salvo. Nisto viu-o correr em direcção à porta do prédio, no exacto instante em que a electricidade tinha falhado. O seu coração disparou! Segundos depois ele entrava em casa e dava com ela na sala, em pé em frente à porta da rua, com a vela acesa na mão. Ele olhou-a sem dizer nada, deixando cair no chão a mala, e ela pousou a vela numa mesa ao lado e agarrou num cobertor que tinha sobre o sofá para pôr sobre os ombros do seu homem que tremia, ensopado da cabeça aos pés. Enquanto fazia isto ele beijou-a, e ela notou com o olhar algo que ele trazia aninhado dentro da mão esquerda, fechada. Ele ergueu então essa mesma mão, oferecendo-lhe o que se encontrava dentro dela. E ela soluçou ao ver a mais bela rosa, vermelha como sangue, que jamais vira na sua vida. Rosa de pleno Inverno! E então disse-lhe, olhando-lhe de frente os olhos, e com um sorriso antigo como o mundo: Vais ser pai! A nossa história não vai ter fim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu então voei para longe... &lt;div&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: alteração cromática, Valladolid – Espanha, 2 de Abril de 2007 / Texto: Coimbra, 3 de Abril de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-5004457698408313656?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/5004457698408313656/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=5004457698408313656&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5004457698408313656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/5004457698408313656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/04/milagre-que-fez.html' title='Milagre que fez'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RhKhUO6dqgI/AAAAAAAAAA8/jihqlkeg7AI/s72-c/Heaven+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-7652189084124792676</id><published>2007-03-30T11:09:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:10.582Z</updated><title type='text'>Trâmites das despedidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rgzxde6dqfI/AAAAAAAAAA0/EbnL0DgPiJk/s1600-h/Cais+para+o+Mussulo+alterada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047674771192261106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rgzxde6dqfI/AAAAAAAAAA0/EbnL0DgPiJk/s400/Cais+para+o+Mussulo+alterada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lembro o teu sorriso na chuva miudinha de Março, nesta que hoje cai sobre este mundo daqui e que na minha pele quente se confunde com gotas de suor. Queria-te no meu hemisfério, neste lado do mundo que é o meu, mas não estás. Então imagino-te e sento-me no cais com as pernas balançando no vazio sobre as águas calmas e cheias de vida, sorrindo um sorriso de saudade imensa. Uma brisa ocorre visitar-me de vez em quando, trazendo um aroma que imagino que seja o do teu corpo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sou eu para ti, tentando ser maior que o mundo, e com um gesto das mãos recompondo a posição das estrelas no espaço – que pretensão! Olho quem passa, tentando adivinhar-lhes os percursos, como num exercício sábio de me afastar de mim, de me deixar partir deste cais para outro qualquer lugar onde nunca estive, para o tal outro hemisfério de que já ouvi falar tanto mas que desconheço. Amo tanto este lugar que quero partir daqui para não mais regressar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje apetecia-me conhecer-me, saber como sou por dentro, dissecar-me sob a luz forte de uma mesa de observações, mas isso foi algo que nunca me foi permitido. Desejo uma biopsia das minhas emoções com consequente relatório e indicações terapêuticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canto uma cantiga antiga de embalar, baixinho, tão baixo que nem me dou conta de a murmurar. Aprendi-a do meu pai quando criança e ao lembrá-la sou criança uma vez mais, e sonho, e inclino-me para trás e deito-me assim no cais, com as mãos por trás da cabeça e com a chuva caindo-me directamente na face, nos olhos, ensopando o meu corpo e as roupas que o cobrem, um corpo esquecido que já não me pertence mais. Olho o céu cinzento e a chuva que cai, deitado no calor do amanhecer, com o sorriso que me vai acompanhar desde hoje até ao fim da minha vida. E tudo isto para quê? Não sei bem. Não estou certo do que digo nem sequer se tenho alguma coisa para dizer, mas nunca aprendi a partir, nem os trâmites e legalidades das despedidas, e por isso penso em ti, assim aqui deitado à chuva, para que ninguém que possa por aqui aparecer note que são lágrimas que me escorrem pelo rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está feito! Tudo o que tenho não quero, tudo o que sou não me pertence mais, e se rio ou se choro é apenas porque sou livre para o fazer! Tudo isto foi escrito numa mensagem que lançei numa garrafa ao mar, para que talvez ela possa encontrar o caminho de casa e dar notícias de que me encontro bem. Sabes, tudo não passa de chuva, e essa não ficará para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Luanda – Angola, Fevereiro de 2007 / Texto: Coimbra, 30 de Março de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-7652189084124792676?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/7652189084124792676/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=7652189084124792676&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/7652189084124792676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/7652189084124792676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/03/trmites-das-despedidas.html' title='Trâmites das despedidas'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Rgzxde6dqfI/AAAAAAAAAA0/EbnL0DgPiJk/s72-c/Cais+para+o+Mussulo+alterada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-4450452326698281136</id><published>2007-03-21T16:33:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:10.745Z</updated><title type='text'>O homem que amou</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RgFene_FXZI/AAAAAAAAAAo/cZFaNQq_28g/s1600-h/Sem+tÃ&amp;shy;tulo-11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044417090057231762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RgFene_FXZI/AAAAAAAAAAo/cZFaNQq_28g/s400/Sem+t%C3%ADtulo-11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era uma vez um homem! Esse homem, jovem, era muito feio, disforme, com um rosto saído directo de macumba, e nem os seus pais o amaram. Tinha perdido perna esquerda numa mina, e para falar sério os seus pais não foram pais de verdade… lhe fizeram só! No entanto, era possuidor de um enorme coração, esse jovem, pastor de ofício, e capaz de criar sistemas complexos como universos no que tocava a sentimentos e casaliçes. Havia noites que dormia lá fora, olhando estrelas quando as havia, e tentando imaginar como seria um beijo beijado de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram anos passados assim, na mais absoluta ausência de contactos, na mais desértica e gelada rede afectos. Era insuportável! Se Deus tinha lhe criado assim, perguntava-se, porque lhe dera ele emoções, sentimentos? Como era então? Lhe ensinaram a amá-lo na catequese dos padres da missão, mas o que aprendeu foi a odiá-lo com todas as suas forças. Dava tudo para que a sua vida não tivesse de ser assim! Vida assim não valia mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite sem estrelas, quente mas tão escura que nem se atreveu a sair para fora, o Diabo procurou-o na sua pobre cubata e, passado o choque inicial e engasgo do pastor, lhe fez a seguinte proposta: “Dou-te o que desejas! Vou-te reinventar de tal forma que vais poder sentir um beijo e tudo o mais que todos os outros sentem. Apenas uma coisa não poderás nunca dizer a ninguém, e isso é que amas! Dizê-lo está-te proibido, vedado, nunca esqueças! Se o disseres perdes-te para sempre no mais desértico deserto onde nunca levarias tuas cabras a pastar! Amanhã volto para ouvir a tua decisão”. E, como tinha aparecido, assim desapareceu no cheiro do lume ainda aceso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia seguinte, exactamente na mesma hora, regressa o Diabo na cubata solteira em busca da decisão de verdade. E a decisão foi que sim, que aceitava. Logo no dia seguinte ao despertar estava cumprido o desígnio, zás! Não mais era coxo, primeiramente, e ao passar em frente ao espelho de latão polido ali estava ele, sem defeito, um príncipe pronto a arrebatar qualquer coração. Um príncipe pastor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu lá fora sem saber ao certo o que fazer de seguida, mas tamanha era a sua beleza que não passou despercebido no mulherio, e logo na tarde desse mesmo dia, entre ervas altas do capinzal, a promessa foi cumprida! Um beijo foi finalmente dado e recebido, panos tirados à pressa, a carne rasgada na volúpia e no prazer. Aves gritaram na distância, estava selado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim continuou o príncipe pastor ao longo dos dias, dos meses, saltando de lábios em lábios, de corpos em corpos, de leitos de rio em capinzais, até que um dia veio! E esse dia aconteceu parar as suas conquistas, e quem fez tal milagre foi uma jovem de cabelos curtos e estragados, olhos negros fundos, dona de um rosto onde eram visíveis maus-tratos do tempo, da vida e dos trabalhos nas lavras de mandioca exposta aos elementos. Mas o seu coração, ah, esse era de rainha, e os seus lábios de marufo! Prendia mesmo no seu jeito de prender! Seus braços perdiam reacção, seu corpo perdia força de fugir... Assim se apaixonou o pastor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontraram-se em breve na carne de ambos, e nesse enlace nem se deu pelo tempo passar, pelos meses volvidos, as estações, até um dia… E nesse dia tudo o que aconteceu foi estarem de verdade apaixonados um pelo outro, e ele com ela querer casar e fazer filhos. Mas, não sem razão ou propósito, ela pergunta-lhe: &lt;em&gt;Tu amas-me de verdade?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, e agora é que estava! Que fazer da lembrança já quase esquecida do que poderia não ter sido real mas que realmente aconteceu? Lá veio o cheiro a cinza de fogueira, os gritos dos pássaros... Que fazer do pacto? Como agir? Como recuperar a pureza? Veja-se, se dissesse que a amava perdia-se para sempre, perdendo-a em simultâneo, ela que era o mais precioso da sua pobre vida! Se lhe dissesse que não ou nada lhe respondesse estava a afastá-la por outros caminhos, para outro longe diferente, sentia-o. Que fazer então? Mergulhar nas águas dos espíritos? Tentar os antepassados? Nada! Que fazer então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu que aqui vos conto esta estória nunca soube o que aconteceu, o que ele lhe respondeu. Verdade! Já quem me contou estes factos aqui narrados também não soube contar o final, nessa forma que este povo tem de esquecer os maus momentos. Mas isso também pouco importa, pois quando se perde alguma coisa pouco importam então as razões de se ter perdido. Foi só! O resto apenas abre mais a ferida que dói e, neste caso contado aqui, nunca nada esteve ganho, pois fora construído sobre ilusões e falsas esperanças. Mas pode algum criticar? Podes? Mas pensar que tudo isto aconteceu na minha Angola, logo ali numa pequena aldeia lambida de mar, onde nunca nada acontece, aperta este meu velho velho coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Morro da Cruz, Luanda – Angola, Fevereiro de 2007 / Texto: Coimbra – Portugal, 21 de Março de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-4450452326698281136?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/4450452326698281136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=4450452326698281136&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4450452326698281136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4450452326698281136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/03/um-homem-que-no-podia-amar.html' title='O homem que amou'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RgFene_FXZI/AAAAAAAAAAo/cZFaNQq_28g/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo-11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-6859508141823612341</id><published>2007-03-16T13:34:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:10.887Z</updated><title type='text'>Cœur trouvé</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RfqdFtt5RZI/AAAAAAAAAAg/lj9fGRVsYTA/s1600-h/Sem+tÃ&amp;shy;tulo-20.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042515454291690898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RfqdFtt5RZI/AAAAAAAAAAg/lj9fGRVsYTA/s400/Sem+t%C3%ADtulo-20.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Je pense à toi à tous mes voyages, mon cœur, et à tous les voyages que nous ferons ensemble. Tu me manques nécessairement en tous les aspects de ma vie, de mon quotidien, et après t’avoir connu je n’existe que pour toi et pour te faire sourire. Quand tu n’est pas là je t’invente à chaque instant chez moi. Et à chaque instant j’écoute ta voix douce et j’imagine le parfum que ton corps exhale ! Tu es mon nord, mon océan placide et chaud. Il n’a pas des mots pour te dire ce que je veux…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dans les lieux les plus absurdes et impossibles, nuit et jour, mon chemin ne se fera pas seul ! Je te promets que pour toute ma vie, en toutes mes voyages, je ne cesserait jamais de regarder les étoiles et chercher dans la nuit la lumière que m’indiquerait un chemin sûr pour ma maison et pour ta peau ! Mon retour vers tes bras se fera toujours parce que mon cœur n’est pas perdu non plus ! Il repose doucement dans tes mains.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photographie : Sangano, Bengo – Angola, 13 de Février de 2007 / Texte : Coimbra – Portugal, 16 de Mars de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-6859508141823612341?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/6859508141823612341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=6859508141823612341&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6859508141823612341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/6859508141823612341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/03/cur-trouv.html' title='Cœur trouvé'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RfqdFtt5RZI/AAAAAAAAAAg/lj9fGRVsYTA/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo-20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-4631384908428589900</id><published>2007-03-12T14:08:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:11.119Z</updated><title type='text'>Matéria de Sonhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RfVfCNt5RYI/AAAAAAAAAAY/k4twyOJDwMQ/s1600-h/Paris+001+-+Champ+de+Mars.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5041039849557673346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RfVfCNt5RYI/AAAAAAAAAAY/k4twyOJDwMQ/s400/Paris+001+-+Champ+de+Mars.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enquanto dançavas viraste-te! Toquei de leve, apressadamente, com a ponta dos meus dedos nos teus lábios e aproximei o meu rosto do teu. Estremeceste, imediatamente os teus lábios me procurando numa sofreguidão de anos e se unindo aos meus no que se poderia reconhecer como um beijo mas que estava muito para além dessa palavra escrita ou dita. Cravaste as tuas unhas nos meus ombros, rasgaste-me o peito vazio e o universo entrou e ficou ali suspenso, espantado e tonto, tentando reconhecer os contornos e as sombras que a proximidade do teu corpo fazia no meu, coberto por um fato azul de estrelas! O meu corpo estava suspenso de uma corda elástica de um tecto de nuvens e, virado para cima, a minha cabeça pendia solta para trás, uma mão tua segurando-a na nuca para que não se perdesse para sempre e um sorriso presente nos meus olhos que fitavam os teus com paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes fortes estavam apontadas para nós, e centenas de pessoas olhavam-nos com a respiração suspensa à espera do momento final. Subitamente milhares de papeis coloridos soltaram-se do céu e choveram sobre nós, tambores fazendo-se ouvir, e a massa humana começou a gritar à medida em que erguias na mão direita um justo e reluzente punhal prateado. Ouviam-se palmas de toda a assistência e os cavalos, inquietos, erguiam-se sobre as patas traseiras. Nas jaulas os leões rugiam e moviam-se inconstantes junto às grades, de um lado para o outro. A chuva colorida cobria tudo isto por completo dando à arena um ambiente de festa geral. Palhaços giravam à nossa volta, lá em baixo, na terra, com sapatos enormes e narizes encarnados. E no meio de tudo isto, no exacto eixo da festa, o teu punhal de noite e lua desceu rápido na minha direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, nesse preciso instante, a multidão desapareceu e subitamente estávamos sós, no silêncio, sem luzes, sem confetti coloridos, sem festa... Só tu e eu. O tempo como que passou a existir de uma outra forma para ti e para mim. Vi ainda as jaulas abrirem-se e as feras saírem mansas para a arena, sem pressas, tudo terminado, já sem medo no olhar. Os cavalos acalmaram e olhavam para nós, à espera. E essa tua mão descia ainda na minha direcção, em câmara lenta, dando-me todo o tempo para sentir o teu cheiro a sândalo, para imaginar o teu sabor a montanhas e a neve, para me lembrar de tudo o que haviamos dito ao ouvido um do outro. E vi mais, vi os teus olhos grandes e escuros sorrirem para mim, e sorri-te de volta num gesto extremo de máxima paixão, de urgente súplica, com o brilho da faca já rente ao rosto que te fitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceram então flores brancas e amarelas na arena no instante em que o teu punhal de lua cumpriu o gesto do teu braço e cortou finalmente, de um só golpe brutal, a corda que me retia prisioneiro do Inverno. Libertaste-me finalmente para ti e para a Primavera que me trazias numa cesta decorada de margaridas. As luzes acenderam-se todas de seguida, no momento em que nos prendíamos num beijo tantas vezes imaginado, e a multidão, reaparecida do vazio, aplaudia-nos agora de pé enquanto nós, de mãos dadas, agradecíamos com vénias e sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disto tu e eu, exaustos, finalmente adormecemos na nossa cama desarrumada de lençóis azuis escuros para descansar depois de amor tão intenso, em busca de nova matéria de sonhos. Antes deitei ainda a minha mão ao chão para apanhar o meu travesseiro que tinha caído e desliguei o candeeiro pequeno, afastando na altura o desejo que sentia de fumar um cigarro lá fora, a olhar as estrelas de Março. E baixinho sussurrei: "Como te amo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Paris, Dezembro de 2006 / Texto: Coimbra, 10 de Março de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-4631384908428589900?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/4631384908428589900/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=4631384908428589900&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4631384908428589900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/4631384908428589900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/03/matria-de-sonhos.html' title='Matéria de Sonhos'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RfVfCNt5RYI/AAAAAAAAAAY/k4twyOJDwMQ/s72-c/Paris+001+-+Champ+de+Mars.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-3515142859348141221</id><published>2007-03-02T14:27:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:11.421Z</updated><title type='text'>At the end of it all</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Reg1LTJ3OoI/AAAAAAAAAAM/wWPLkqXeDDA/s1600-h/Sem+tÃ&amp;shy;tulo-45.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037334651450374786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Reg1LTJ3OoI/AAAAAAAAAAM/wWPLkqXeDDA/s400/Sem+t%C3%ADtulo-45.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Each time I went away the world collapsed and came together all the same! And yet I loved you, as I went about the ruins in my way, even the one's I helped creating. Things were not easy, despite of what people used to think. Conditions sometimes were harsh, but still you made everything worthwhile with that smile of yours, with that way you had of reaching me as if urging me to touch you, as if I was the most precious element on earth. &lt;em&gt;Here you have me&lt;/em&gt;, you used to wisper in my ear. Now I think of it I have to admit that at the end of it all this world is not so bad! Even if everything fails I’ll still can fool myself and dream of getting you back... or at least keep close the memory of those warm days I have held you in my arms for some moments, when you approached me from behind and caressed my bruised lonely soul with your tender sweet touch. Yes I'm still here! Yes I'm waiting still! But I just don't know anymore where to go, or what I'm waiting for. The only thing left for me to do now is remember, I think, because right at the end of it all we had each other and nothing, never, can take that away...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Luanda, Angola, February 11th 2007 / Text: Coimbra, Portugal, March 2nd 2007) &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;© All rights reserved&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-3515142859348141221?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/3515142859348141221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=3515142859348141221&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3515142859348141221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/3515142859348141221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/03/at-end-of-it-all.html' title='At the end of it all'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/Reg1LTJ3OoI/AAAAAAAAAAM/wWPLkqXeDDA/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo-45.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-117201533708440436</id><published>2007-02-20T23:42:00.000Z</published><updated>2007-05-31T17:31:57.008Z</updated><title type='text'>Regresso a Casa</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1419/2484/1600/817949/Luanda%2001.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1419/2484/400/111389/Luanda%2001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foi como se me tivesse atirado num impulso de um palco para uma multidão de fãs, e centenas de mãos me amparassem a queda e me passassem de umas às outras fazendo o meu corpo viajar rápido e nele deixando a humidade e o cheiro dessas mesmas mãos, desses mesmos corpos. Foi como se viajasse num curso de água sereno que de repente desaguasse num rio turbulento. Depois do medo veio um prazer imenso! O enjoo rapidamente dando lugar ao inebriamento dos sentidos embriaguei-me daqueles cheiros, daqueles sabores, e desejei que a minha pele não mais se descolasse de outras peles encostadas na minha, que os meus pés descalços não mais fossem lavados do pó vermelho, que dos meus bolsos não mais fosse tirada a areia que no Sangano os invadiu. De manhã olhava Luanda na bruma quente, de cuca na mão, incerto, e logo os belíssimos pregões das vendedoras de peixe me chamavam o olhar para baixo, para a rua, e me faziam desejar comprar cacusso ainda sem saber se queria realmente fazê-lo. Depois do medo veio esse prazer imenso! E nas ruas onde tudo se encontra a vontade de não querer encontrar nada mais do que o que se tem, e a paz dessa constatação, olhando os passos lentos sob o calor abrasador das ruas sem sombra. E o que comi, e o que bebi na terra: uma outra realidade a construir-se no meu corpo com o que me dava a provar, outros povos a crescerem dentro de mim na forma como por mim passavam na rua, e falavam, e se mexiam, e se vestiam e me sorriam. Angola impõe-se, e a mão de que pensei querer escapar desejo agora que se feche sobre mim em definitivo para que não mais ouse desejar a liberdade de partir dali para outro lugar qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Luanda, Janeiro de 2007 / Texto: Coimbra, Fevereiro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-117201533708440436?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/117201533708440436/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=117201533708440436&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/117201533708440436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/117201533708440436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/02/regresso-casa.html' title='Regresso a Casa'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-116819823571101558</id><published>2007-01-07T19:23:00.000Z</published><updated>2007-05-31T17:31:36.512Z</updated><title type='text'>Away from home # 8</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1419/2484/1600/568901/Paris%20071.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1419/2484/400/501831/Paris%20071.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;I’m ready now to tell you all the little things I wanted to but just couldn’t.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Paris, December 8th, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-116819823571101558?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/116819823571101558/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=116819823571101558&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/116819823571101558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/116819823571101558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/01/away-from-home-8.html' title='Away from home # 8'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-116819568743746767</id><published>2007-01-07T18:45:00.000Z</published><updated>2007-05-31T17:31:14.147Z</updated><title type='text'>A Missão</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1419/2484/1600/280309/Paris%20058.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1419/2484/400/890605/Paris%20058.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ONTEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci em Angola no dia 23 de Setembro de 1973, numa cidadezinha do interior, capital do Kwanza Norte, chamada Salazar. Angola era uma das colónias portuguesas em África, e vivia já desde os inícios dos anos 60 uma situação tensa e violenta, com grupos organizados lutando supostamente pela independência e auto-determinação daquele país, tendo tido início com os levantamentos e massacres da população branca e alguns grupos locais, como os Ovimbundo, por parte de membros da União dos Povos de Angola (UPA). E o Kwanza Norte, terra de café, foi uma das regiões mais massacradas no território angolano, pois era muito cobiçada e muito rica em vários produtos e minerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Novembro de 1975 Angola alcança finalmente a independência desejada. Começa então um outro caos, uma nova forma de inferno, com a queda, um após outro, dos ícones coloniais numa guerra civil que viria a durar décadas, a minar grande parte do território e a custar a vida a milhares de pessoas. A cidadezinha onde eu tinha nascido, Salazar, toma então o nome de N’Dalatando, abandonando o nome do odioso ditador António de Oliveira Salazar. Eu tinha pouco mais de dois anos de idade quando, com os meus pais e restante família, espalhados todos um pouco por toda aquela zona do Kwanza Norte e pela capital, Luanda, fui obrigado pelas armas a abandonar a minha casa, o sítio onde tinha crescido, Quiculungo. Ouvi contar que era já demasiado tarde para tentar chegar de carro à capital, a Luanda, e procurar aí alguma da segurança que já não existia no interior norte, ocupado pela Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA) apoiada pelos Estados Unidos. Ouvi contar, porque não me lembro. As estradas estavam já tomadas por guerrilheiros da FNLA, geralmente hostis às populações portuguesas, e a segurança da capital, nas mãos do Movimento Popular para a Libertação Angola (MPLA), com o apoio da URSS, seria impossível já de alcançar. Era tarde demais. O abandono de Quiculungo deveria ter sido antecipado, mas as pessoas nunca quiseram acreditar que se chegaria àquele ponto. Então, naquele distante mês de Janeiro de 1976, debaixo do som dos tiros disparados na rua, do choro, dos gritos, fizeram-se malas à pressa e integrámos colunas de automóveis e camiões em êxodo pelas estradas em direcção ao norte, à fronteira com o Zaire, sem protecção alguma pois as tropas portuguesas tinham abandonado Angola logo após a independência. Estávamos entregues a nós mesmos, e aos cartões de membro de todos os partidos nacionais que geralmente as pessoas tinham numa tentativa de acender velas a Deus e ao Diabo, e nem todos os membros da minha família sabiam uns dos outros. A guerra tinha-nos chegado a todos subitamente, sem pré-aviso, e apanhou-nos nos hábitos diários. Cada um fez então o que pôde, o que tinha de fazer, independentemente do que sentia por dentro. Isto disseram-me, porque não me recordo. A sobrevivência foi procurada por todos os meios disponíveis, esse é um dos milagres do Homem. Isto ninguém me disse, e só hoje o posso pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias mais tarde eram milhares dentro de viaturas, sujos, com fome, cansados, com medo, demasiado confusos, só à espera de autorização das tropas zairenses para atravessar a fronteira para aquele país vizinho e abandonar de vez toda a vida que aconteceu em Angola. E nem todos sabiam de todos, estando perdidos muitos uns dos outros. Ouvi contar que eu estava muito doente nessa altura. Ouvi contar que poucos davam o que quer que fosse por mim, pela minha sobrevivência. Mas a autorização zairense lá veio, em parte pelo esforço de organizações humanitárias, e o êxodo prosseguiu para o Zaire. Para todos os membros da minha família esse foi o adeus definitivo a Angola, pois nunca mais nenhum regressaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em Kinshasa, embarcámos num Boing 747 com destino a Lisboa. Que estranho ajuntamento de seres vivos deve esse ter sido! Que desfile de miséria e tristeza! Certo dia, dai a muitos anos, vendo um noticiário sobre a guerra na Bósnia e a miséria e fuga de populações, ouviria a minha avó dizer baixinho “e pensar que passámos por aquilo, meu Deus!” E isso far-me-ia na altura recordar o que felizmente não poderia recordar por disso não ter memoria, mas isso será mais à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aeroporto em Kinshasa o meu avô materno perante a informação de que não poderia embarcar a sua pequena cadela, a Riquita, e a perspectiva de ter de a abandonar ali, não se preocupou muito, não lutou, não se exaltou, não pediu nada mais a ninguém pois estava exausto. Simplesmente a enfiou dentro de um cesto de palha e lá entrou ele com a sua cadela no avião! E ela fez uma viagem de avião de muitas horas em silêncio, sem ninguém se aperceber, apenas com a ponta do nariz de fora para respirar. Naquele caos até os animais parecem ter ganho consciência dos perigos a que estavam expostos, e as pessoas estavam cansadas demais para travar pequenas e estúpidas batalhas. Isto eu ouvi contar, porque não me lembro de nada a não ser de brincar com a Riquita já em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disto vem então a parte de que me lembro! E o que me lembro é de sentir um forte cheiro a borracha na aterragem em Lisboa. Tinha dois anos e dois meses sensivelmente, mas recordo já. Estava um dia com pouca luz, cinzento, e estava muito frio para as roupas que trazíamos vestidas. Era Inverno em Portugal e havia muita gente junta. Era o regresso dos “retornados”! Eu nunca fui um retornado, nem a minha mãe, pois nunca daqui tínhamos partido para Angola para mais tarde voltarmos. Eu vim de lá, simplesmente! Seria um “vindo”, quando muito, se me quisessem mesmo classificar. Mas não me quiseram classificar. O que as autoridades portuguesas quiseram mesmo, e fizeram, foi internar-me no hospital Curry Cabral durante tempos que pareciam não ter fim. E estava impedido de ver os meus pais ou quem quer que fosse. Os meus únicos contactos eram com médicos, enfermeiras, e tantas outras crianças que por ali andavam, nuas por vezes, vestidas outras. Nunca deixei que me fizessem andar nu, e recordo hoje com carinho a Dona Madalena, não sei se uma enfermeira se uma auxiliar, que me dava todas as atenções que podia. Nunca mais a voltei a ver, mas foi ela quem raspou um pouco da tinta branca do interior das janelas do meu quarto do rés-do-chão, para que os meus pais pudessem espreitar de vez em quando do jardim e confirmar a minha recuperação, que estava vivo, sei lá! A minha cama tinha grades em volta, e o meu travesseiro era um urso amarelo-torrado de pelúcia, que mantive até aos meus onze anos de idade, já velhinho e usado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo o dia em que tive alta. Um casal esperava-me no jardim do Curry Cabral. Não me recordo bem dela, mas ele tinha, se a memória não me pregou aqui uma partida, um blusão de pele castanho. Eram os meus pais, e eu perguntei-lhes imediatamente se íamos à praia. Era Inverno. Despedi-me da Dona Madalena, que me deu algo doce para eu comer no caminho para sempre longe dela. Claro que continuei muito doente, claro que durante meses todos continuaram a não dar nada por mim, claro que era “pele e osso”, claro que não comia nada, claro que até me levaram a uma curandeira africana em Lisboa que disse que eu trazia o mal. Mas é escusado dizer que aqui estou! No entanto, tudo isto se passou há muito tempo já. Foi já ontem e hoje é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOJE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho 33 anos. Após a separação dos meus pais, tinha eu onze anos de idade, vim viver para Coimbra, onde prossegui os meus estudos e onde me licenciei por fim em Antropologia. Porquê Antropologia? Teve alguma influência o meu passado, o passado dos meus pais, tios e avós, nesta opção? A aventura africana da minha família seduzia-me nas aulas de Povos e Culturas de África? Não! Absolutamente nenhuma. Licenciei-me com uma tese sobre arte e etnografia africanas como o podia ter feito com uma sobre o uso de padrões de xadrez nas roupas tradicionais das populações que vivem da pesca em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que vim para Portugal vivi em vários sítios. Primeiro em Lisboa, depois na Nazaré, onde comecei os meus estudos, vindo mais tarde para Coimbra, onde prossegui esses estudos e os conclui. Passei depois pela Lousã, pelo Porto, uma passagem por Londres, novamente Porto e, no fim, de volta a Coimbra. A Angola nunca mais regressei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Coimbra chego a trabalhar durante alguns meses com jovens que viriam de Angola para Portugal, vítimas de minas terrestres, para serem submetidos nos hospitais da Universidade a intervenções cirúrgicas aos membros perdidos. Também eles me contaram de Angola, também eles me deram notícias e me fizeram sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 27 de Outubro de 2006 falece o meu avô materno, o tal que trouxe a cadela num cesto farto de conversas, e por coincidência nesse mesmo mês, dias depois, na sequência de um contacto com uma agencia de consultoria internacional sediada em Bruxelas, fui contratado como especialista para Angola numa missão da Comissão Europeia nos PALOP. Já não pude dar essa mesma notícia ao meu avô que tinha feito a viagem para Angola em tempos muito mais difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMANHÃ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de 31 anos vou finalmente regressar! Não sei bem a quê eu regresso, se às origens, se a casa, se à terra. Não consigo ainda compreender o que me vai acontecer. No entanto, e por mais que não o consiga explicar, sinto que é algo demasiado grande o que está para vir. Assusta-me e chama por mim ao mesmo tempo, de uma forma a que eu nunca conseguiria resistir mesmo que quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 17 de Janeiro de 2007, às 22.15 h, embarco num voo da TAP que me vai levar na minha primeira viagem a outro continente. E que outro continente! Aquele onde um dia fui desejado e nasci. No dia seguinte, às 7.00 h da manhã, com o nascer do dia, as portas desse avião vão ser abertas e há-de chegar o momento em que me levantarei do meu lugar e me encaminharei para a saída. Tenho a certeza de que me irei emocionar, não é possível pensar que possa ser de outra forma. E lá chegará o instante em que, já fora da influência do ar condicionado do avião, sentirei após mais de três décadas de ausência o efeito do ar quente e húmido de Angola. Vou chegar ao nascer de mais um dia, em plena estação das chuvas, e pode ser ilusão mas sinto verdadeiramente que só lá me poderei finalmente conhecer, sentir-me completo, adulto, descodificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei ainda se ficarei apenas em Luanda, onde já sei ir ficar a residir nas Ingombotas, ou se irei fazer incursões pelos arredores ou por províncias do interior. Não estarei em férias, e sim numa missão, com um trabalho concreto, com contactos a fazer, com reuniões a efectuar, com relatórios a escrever, com conclusões a tirar, com discussões a empreender. Mas todos aqueles que me contrataram, que contam com o meu desempenho e desenvoltura, com os meus conhecimentos e contactos no âmbito desta missão da Comissão Europeia, e que sobre os nossos relatórios e conclusões irão posteriormente basear a sua intervenção nos PALOP’s, a estratégia europeia para África, não sabem um pequeno detalhe sobre mim, algo que eu não referi no Curriculum. É que também eu nessa missão terei uma agenda própria, uma missão paralela, algo que só a mim diz respeito. Tentar saber quanto de mim é dali e se me será possível depois regressar. Tenho também a missão de me tentar conhecer a mim próprio e por isso mesmo irei uns dias antes do coordenador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos sonhei várias vezes um mesmo sonho: estava em Luanda, sozinho na praia pela primeira vez; tinha à minha frente o Atlântico sul, quente, pacífico; estava sol, haviam palmeiras na praia, e eu começava a correr pela areia em direcção ao mar azul, e ia-me despindo em andamento e atirando as roupas pelo caminho; até que sentia nos pés, e depois nas pernas, e depois no tronco e finalmente no rosto o mar de Luanda; e então vinha à superfície respirar, e em silêncio gritava de felicidade. Falta pouco, isso é já amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Paris, 9 de Dezembro de 2006 / Texto: Coimbra, 28 de Novembro de 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-116819568743746767?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/116819568743746767/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=116819568743746767&amp;isPopup=true' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/116819568743746767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/116819568743746767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2007/01/misso.html' title='A Missão'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-116185849976393156</id><published>2006-10-26T10:24:00.000Z</published><updated>2007-05-31T17:30:33.310Z</updated><title type='text'>Dragons and hollow fantasies</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Camperdouin%2003.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Camperdouin%2003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Another dragon is going home and all we can do is say goodbye.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Camperdouin – Netherlands, March 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-116185849976393156?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/116185849976393156/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=116185849976393156&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/116185849976393156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/116185849976393156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/10/dragons-and-hollow-fantasies.html' title='Dragons and hollow fantasies'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-116059509513583977</id><published>2006-10-11T19:26:00.000Z</published><updated>2007-05-31T17:30:10.084Z</updated><title type='text'>At 1/250 of a second</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/PainPleasureProjekt%2002.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/PainPleasureProjekt%2002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Here here, come on! Don’t be like that please. Try to close your eyes and relax, there’s nothing wrong! Sure I can tell you all about it, although it’s not of such great importance, but will you believe me? Will you? Okay then. Do you remember me telling you about what I felt concerning my passion for photography? Do you really? Well, now I come to think about that, about all the pictures I took, I realise time is really passing and how impotent we really are about it. It’s not something I didn’t knew, but through my photographs I can touch time as it runs by me, and it hurts my hands and makes my fingers bleed! And you know how I need my fingers!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Through my pictures I try and try to capture time, to make it still, to preserve as many fractions of it as I can, just to store it in little boxes with numbers to consume in a nearby future, but it’s always kind of a lost battle. Every picture is a lie, as you know. Nothing of what you see in them exists anymore. That precise moment is gone forever. Do you follow what I’m saying? Just look at this picture here: do you see this man? He’s dead, and still here you have it forever. Excuse me just for a second…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So I went on thinking a little more about that and I realised that each good photo I took holds approximately 1/250 of a second of my own history, some even less, when it’s too bright and the shutter speeds are extremely fast. And what did I thought of next? I came to think that this way maybe in twenty or thirty years time I will be able to actually show images of about one or two seconds of my life – of things I saw, of places I’ve been, of emotions I felt and people I loved. In photographic terms that’s quite an accomplishment, around one or two thousand really good photographs! But lets face it, two thousand good pictures? I don’t think that's realistic at all! But even if it was what would that say about the life I chose and what I chose to do with it? Can you help me here?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That’s the reason of it! Let’s face it; it’s just life. And while we’re at it let me tell you about this dream I had last night: I was walking down a wide avenue at night, with cats all over garbage cans with bright eyes staring at me each moment, and oranges glowing in trees as if they all had inner lights! Those trees were all covered with little orange light bulbs and it felt like Christmas in that wide empty avenue. It was very warm and yet it snowed, and there were no cars, no people, nothing moving except me and those cats in the garbage. I was in a blue pyjama, bare footed, feeling an absence of you from my tiny fragile world.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Can you gather now all that I’ve told you in a single frame? Does it make any sense now? That’s why I’ve come with this diary of my days, this map of my life, that I now hand you! It’s not for you never to get lost, but for me not to be lost forever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: composition of images, accepted for the Yahoo Time Capsule / Text: Coimbra – Portugal, October 10th 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-116059509513583977?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/116059509513583977/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=116059509513583977&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/116059509513583977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/116059509513583977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/10/at-1250-of-second.html' title='At 1/250 of a second'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-115988542645873346</id><published>2006-10-03T14:17:00.000Z</published><updated>2007-05-31T17:28:41.180Z</updated><title type='text'>A menina da casa de sal</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Sand.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Sand.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era uma vez, há muito tempo atrás, uma menina que vivia numa praia distante e deserta, numa casa feita inteiramente de sal. Ela não tinha pai nem tinha mãe, nem sequer sabia muito bem como tinha ido ali parar ou quem era, mas era muito feliz e... muito bonita! Pelo menos todos os seus amigos assim achavam, e ficavam maravilhados com os seus profundos e grandes olhos azuis e os seus longos, ondulantes, cabelos verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, de noite, a menina dava maravilhosas festas na sua casa de sal, para as quais convidava todos os seus amigos, como os caranguejos, os golfinhos, as gaivotas, os búzios, e muitos muitos outros animais que vivem do mar. E então, bem, então a casa de sal, com as suas delicadas e translúcidas paredes de sal fino, tingia-se do vermelho das fogueiras que ardiam no seu interior. E de repente, por uma porta, entrava a menina com o seu longo vestido branco, da cor do vento. E todos ficavam maravilhados vendo-a entrar no salão onde o baile sempre se realizava, ao som da música dos búzios, com os seus cabelos verdes flutuantes e os seus mágicos olhos azuis, reflectindo no vestido as labaredas das fogueiras. E quando sorria... não só começava o baile mas todo o mundo se reinventava e renascia. Mesmo as constelações se recompunham no espaço, só para espreitar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eram muito animadas essas festas, e todos se sentiam muito felizes, dançando e olhando as estrelas, pois não havia tecto naquela casa, e sentindo a brisa nocturna que fazia tremeluzir fogueiras e velas, pois não haviam janelas ou portas naquele lugar. Dançavam e dançavam, sorriam, rodopiavam quase até ao nascer do dia, altura em que todos tinham de partir, com receio que os seres humanos os vissem por ali, mas só até que se realizasse uma outra festa.&lt;br /&gt;Porém, certa tarde, levantou-se um temporal muito forte! Nunca antes se tinha visto uma coisa assim. Os ventos uivaram com fúria, choveu torrencialmente, tanto que o mar ficou mais vasto, e as ondas ergueram-se de forma assustadora! O mundo ficou então suspenso em silêncio. As gaivotas recolheram aos seus abrigos, os animais marinhos esconderam-se bem no fundo do oceano, e todos estavam muito preocupados com o que poderia estar a acontecer em terra à menina! Ao cair da noite, porém, a tempestade abrandou, e os seus amigos puderam então ir à praia ver se tinha sucedido alguma coisa. Todas as gaivotas do mundo e todos os seres marinhos rumaram àquele local, com os corações apertados, e ao chegarem o que viram foi desolador! A praia estava cheia de destroços trazidos pelo mar, e da casa de sal quase nada restava. Todos a procuraram pelas imediações, mas tirando o vestido branco da menina, que encontraram no areal preso a um galho, nunca mais nenhum deles a voltou a ver ou a ter notícias dela. Quando começou a ameaçar amanhecer regressaram todos ao mar e repararam então que este, outrora transparente, se tinha tingido de azul! Mais ainda, notaram que se tinha tornado salgado e que no cimo das ondas havia agora espuma, e que as algas, antes castanhas, se tinham tornado verdes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde esse dia nunca mais os animais marinhos regressaram a terra. Apenas as gaivotas ainda acreditam, talvez porque não tivessem entendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Quiaios – Portugal, 26 de Agosto de 2006 / Texto: Quiaios, Coimbra – Portugal, 26 a 31 de Agosto de 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-115988542645873346?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/115988542645873346/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=115988542645873346&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115988542645873346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115988542645873346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/10/menina-da-casa-de-sal.html' title='A menina da casa de sal'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-115935813944564614</id><published>2006-09-27T11:52:00.000Z</published><updated>2007-07-18T12:37:00.185Z</updated><title type='text'>A violência do impacto</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Eu%20e%20o%20meu%20av??.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Eu%20e%20o%20meu%20av%3F%3F.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando sobre o suicídio lembro-me de ter considerado que este deve ser um acto praticado por quem crê numa vida após a morte, por alguém que acredita ter o espírito uma existência distinta e autónoma em relação ao corpo, acreditando que apenas este último desaparece, permanecendo um espírito (um eu imaterial) e uma consciência de si, mas não me encontro mais tão seguro nessa posição, pelas razões que de seguida procurarei explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando em conta o sofrimento limite que um ser humano deve ter de sentir de modo a não ver outra solução senão tirar a própria vida podemos também supor, pelo menos disso estou relativamente convencido, que o acto que decide praticar (ou que pratica, sem sobre ele reflectir demasiado, num momento de desespero) é também em si mesmo uma espécie de penalização que esse mesmo suicida verte sobre os que consigo privaram, numa esfera mais íntima, e que de algum modo não contribuíram para o atenuar desse mesmo sofrimento ou, mais grave, foram seus causadores ou potenciadores. Quero com isto dizer que considerava que o suicida vertia a culpa, ou parte dela, sobre os que lhe eram mais próximos, tais como os amigos, a família ou os colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, por um simples exercício de racionalidade e de imaginação, podemos supor por parte do suicida um desejo intimo e não expresso (ou mesmo expresso, em notas suicidas) de magoar, de transferir para outros parte ou a totalidade do peso da existência amargurada que leva em vida. A expressão desse desejo seria o próprio acto suicida. Ao suicida caberia, assim, suportar uma angústia momentânea, eventualmente sentida no momento do acto em si, mas aos que lhe sobreviveriam caberia, na mente desse mesmo suicida (crente na referida separação corpo/espírito e na continuidade deste último, que atrás referi), suportar um peso maior: uma angústia pela vida inteira, uma quota parte de responsabilidade sobre o sucedido, um sentimento de culpa por nada ter feito, por não se ter apercebido, uma ausência definitiva de alguém que fez parte da sua vida e porventura se amou, sempre ou em dado momento. Assim, numa mente amargurada, a consumação do acto ditava, ela mesma, uma imediata sentença sobre as pessoas das suas relações. Isso serviria para a transferência da angustia daquele que se despede da vida como que dizendo “Vêem ao que me vi obrigado, vivam agora com isso! Não sou culpado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a questão que me colocava com frequência era a seguinte: teriam tido aqueles que sobre o suicídio pensaram, ou que o praticaram na forma consumada ou tentada, a ilusão de que após a morte os seus eus imateriais, as suas consciências, por aqui ficariam para observar as consequências daquilo que os seus actos causaram sobre os seus familiares, amigos ou colegas? Desejariam eles que as suas consciências testemunhassem o desgosto, a dor, o sofrimento que os seus próprios desaparecimentos causariam na vida de outros como recompensa por não os terem conseguido salvar a tempo? Dando um exemplo concreto, terá um elemento de uma relação amorosa que decide suicidar-se, por ter sido traído ou ter deixado de ser correspondido, um desejo intimo e secreto de com o seu acto provocar dor e um sentimento de culpa perpétuo sobre o outro elemento? E acreditará ele que após a sua morte o seu espírito por aqui andará para testemunhar o sofrimento causado, regozijando-se em vingança e auto-comiseração? Não me parece de todo uma hipótese a colocar de parte, bem pelo contrário. O suicídio é um acto extremo que estou convencido comportar em si mesmo também um castigo para os que sobrevivem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a questão inicial que me coloquei, de considerar ser o suicídio um acto praticado fundamentalmente por aqueles que crêem numa vida após a morte, numa continuação de um eu após o acto suicida em si mesmo, está directamente ligada ao que acabei de referir. Veja-se novamente: se as consciências sobrevivessem à morte do corpo os suicidas teriam o prazer de observar os efeitos nefastos do seu acto sobre os outros. Essa seria a recompensa! Só desse modo teria o suicídio razão de ser. Ver o sofrimento causado a quem não nos salvou faria o auto-extermínio valer a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece simples este raciocínio, não? Porém dou-me conta de como é redutor e enganador pensar desta forma. Dizia Nietzsche que a recompensa da morte é não ter de passar por ela de novo. Como levamos este factor em conta na equação do suicídio? E se pensarmos ser o acto suicida praticado também por quem tem consciência de que após a sua morte o que lhe resta é o nada? Faz sentido? É plausível? E se pensarmos poder ser o acto suicida praticado também por quem nem sequer se preocupa em considerar se poderá a sua consciência permanecer neste mundo ou não? Faz sentido? E se pensarmos ser o acto suicida praticado também por pessoas a quem não interessa minimamente buscar responsáveis e culpa-los? E se pensarmos ser o acto suicida praticado também por pessoas que simplesmente estão cansadas de viver? Será isto possível? Creio que sim. O caso daqueles que optam, onde essa opção é possível, pela eutanásia comprova isto mesmo. Optam por ela sem com isso pretenderam castigar alguém, simplesmente porque as condições em que a vida existe se degradaram a tal ponto que a tornam insuportável. E neste último caso, embora em outras condições que não a da eutanásia, penso ser algo bem mais assustador na medida em que o individuo se sente apenas cansado do mundo, sem quaisquer outras questões pessoais por resolver que o conduzam ao acto suicida, sem querer culpar, sem querer magoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no caso dos primeiros uma mente treinada e uma presença forte e sagaz pode ainda reverter o processo, dando ao potencial suicida razões para reconsiderar e abandonar a ideia do suicídio, abandonando igualmente a ideia de procurar a culpa nos outros, penalizando-os, no último caso, o de indivíduos cansados das próprias vidas, pouco se poderá fazer para que reconsiderem. Porque quando tudo o mais nos falta a vida é o último reduto do que de facto é nosso, e o universo mental de cada um é o único bastião que jamais se poderá tomar pela força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num como noutro caso o assunto é da maior seriedade pois tratam-se de seres humanos à beira da desistência, sendo este um tema sobre o qual penso e sobre o qual me sinto de certa forma satisfeito por, de tempos em tempos, ir pondo em causa aquilo que julgava ser de resposta relativamente simples. No entanto, é talvez chegada a hora de ir baixando a VIDA das alturas em a colocámos, devagarinho para as consciências mesquinhas não ganirem, para que quando chegar a inevitável hora da queda o percurso até tocar a terra seja mais rápido, menos veloz, menos doloroso, minimizando assim a violência do impacto. E tudo porque é urgente aprender a aceitar o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 27 de Setembro de 2006, morreu o meu avô materno, o homem que me criou pela vez do meu pai. Não terminou com a própria vida, morreu apenas de viver. Tocou finalmente a terra, e isso só dói a quem fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Fernando Rosa, Salazar - Angola, 1974 / Texto: Coimbra, 26-27 de Setembro de 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-115935813944564614?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/115935813944564614/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=115935813944564614&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115935813944564614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115935813944564614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/09/violncia-do-impacto.html' title='A violência do impacto'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-115763047700508964</id><published>2006-09-07T11:54:00.000Z</published><updated>2008-12-10T03:17:11.676Z</updated><title type='text'>Who am I?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RxlBZHBP_HI/AAAAAAAAAIc/DYZgs2E62S8/s1600-h/Nude+01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RxlBZHBP_HI/AAAAAAAAAIc/DYZgs2E62S8/s400/Nude+01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123197950747475058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;I’m 32 years old and I am a soldier. I’ve always been in fights since I was a little kid, to the point of not knowing how to live differently. Whenever I have doubts or get confused, whenever my senses or emotions send given chemical signs to my brain I shoot. I never think things over. I was programmed to take cover quickly and shoot, and already did it to all kinds of people, young and old. It’s not a moral thing and it’s quite easy for I’ve always been in fights, amidst screams, pain and purposeless violence. I dress in forest green and I’m mean.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Every time I travel I do it alone, through fields and meadows, forests, mountains, deserts and sea, carrying all my weapons in me, and I do feel deadly and kind, and I do feel clean and dirty, pure, sinful, mighty and a child. And no one ever sees me coming, passing, going away. I exist in silence where my body is and breathe through some different body I once dreamt I had somewhere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In my long journeys, sometimes, I enjoy blowing soap bubbles in the breeze and see them suspended in the air. I do it since I was a very little soldier. It’s a way to keep track of the way back home, and that’s why I’m never lost.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some years ago, though, I thought I had started imagining things! I really thought I was losing it when I took hold of my weapons and started shooting randomly everywhere. The problem was that I started to see, reflected in my soap bubbles, the image of a woman behind me, staring at the back of my head, watching me closely, as if judging me. My blood froze but my body responded as programmed. I turned around quickly and shot, but there was nothing to shoot at! I don’t know why I was frightened, but I really was, and I’ve told you how I react under pressure or stress! On the other hand, she was so beautiful and peaceful!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This kept happening and every time it fascinated and scared me more, until one day, while crossing a dark forest, I saw something white amidst the leaves and bushes! Very slowly and silently I went closer and closer to look. And there she was lying, naked, on a fallen rotten tree – white body over dark green – the woman of my soap bubbles! I went even closer, scared, not breathing through my body but through some other one. She had her eyes closed and was very peaceful, as if sleeping, as if waiting, her chest making slow rhythmic movements up and down. I went to her side and realized she was the one who breathed for me! That made me really confused, and when confused I am programmed to shoot, so I went for my weapon and aimed at her head with a steady arm. Although confused I was about to pull the trigger, I was about to shoot her dead, but then she opened her eyes and slowly turned her head in my direction. Then I saw inside her eyelids. Only then I saw, as if I had always been blind, and what I saw was much too beautiful to put in words! I saw myself with the blue sky behind me! A blue sky with some sparse white clouds, like cotton. Everything inside those blue eyes was magnificent, bright and peaceful.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Then both my hands where attracted to the ground, and my weapons fell over the dry leaves and dust. I felt so tired. Suddenly I was on my knees beside her, facing the dirt, her left hand caressing my head and tears dripping from my chin. Was I a defeated soldier? I surrendered my weapons. Had my fight ended? Not being what I always had been left me facing the question of who I really was. Left me facing emptiness and lack of purpose. Then something strange came into my mind and I whispered, “I breathe in you!” She nodded as if agreeing, smiled, and gently pulled my head towards her. My face touched her skin – and it burned –, I laid it over her stomach and felt both my hands disappearing in her, melting with her white skin like ice cream dropped on the sand in an August afternoon, and must have fallen asleep because there’s nothing more I can remember.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When I woke up it was already dark and cold. The owls were watching me from nearby branches and I had marks on the skin of my right cheek from falling asleep over a tree. I was alone but had this strange ring in a finger and a scar in my chest I’ve never had noticed before. I was alone, freezing, and felt strange. Suddenly I became dizzy and must have passed out because I only remember being morning again and waking full of aches in my body and dead leaves clinging to my bloody self. Every part of me was hurting deeply, and I dragged myself over the ground into a nearby water stream to plunge my face in the cold water. The fresh water in the face and hair came as a shock, because I didn’t realized how bruised the face was and how bloody my hair had been. The stream became red, but it felt good. “What had happened to me?” I thought. Was it a fight?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Only then I opened my eyes to look around, to see this world again, and eventually I faced my image in the water to see the damage. That was when it all happened! That was when the whole world changed! That was when day became night and night became something like a uterus! I shouted out loud, got up jumping and cried like a little kid while running in circles bumping into trees and falling down. I collapsed into the ground and covered my face with my dirty hands. “Who am I?” I kept shouting while crawling. My eyes were now blue, and now I was the one who breathed! I was she; she was I, we where one or something close to it. My body had changed completely…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I stayed in the ground until next day once again, I think, trembling with fever. Amidst convulsions I remember strange thoughts taking over my mind, losing sense of direction and throwing up. I thought of soap bubbles suspended in the air. I remembered mum and dad young again, my dog Nadir, huge waves... I dreamt with women dressed completely in black, faces covered, walking slowly on a beach of very white sand at dusk. I experienced pain and pleasure at once, like morphine. &lt;em&gt;Give it to me!&lt;/em&gt; At the same time I was hoping for it all to be just a dream I was feeling really good. It’s not easy to explain. I stayed like that in the ground for the night, trying to figure out my name, my meaning, until falling in a deep sleep.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Early in the morning I got up, brushed my hair using my hands as combs, stretched my new body to make the final adjustments of my soul to it, and picked up my weapons from the ground. I stared for a moment at the sky with my new blue bright eyes, feeling my new long blond hair in my neck and face and adjusting my guns to my hips.&lt;br /&gt;I’m 32 and I am a soldier. I’ll dress in forest green and act mean.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Murtinheira – Portugal, August 27th, 2006 / Text: Coimbra – Portugal, September 2nd, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-115763047700508964?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/115763047700508964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=115763047700508964&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115763047700508964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115763047700508964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/09/who-am-i.html' title='Who am I?'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_el5ZkNje2ag/RxlBZHBP_HI/AAAAAAAAAIc/DYZgs2E62S8/s72-c/Nude+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-115460443843097863</id><published>2006-08-03T11:23:00.000Z</published><updated>2007-05-31T17:25:12.484Z</updated><title type='text'>On Earth</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Roma%20112%20-%20Centrale%20Montemartini.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Roma%20112%20-%20Centrale%20Montemartini.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;To make a long story short, at the beginning there was a big explosion, so scientists say… And then, well, then the planet Earth was formed… More explosions, eruptions, lava, poisonous gases, clouds, rain, ponds, oceans, Life, evolution, destruction, survival of life forms, more evolution, millions and millions of years at the speed of light, first primates, evolution of primates, upright locomotion, use of basic tools, always evolution, some millions of years more and, at a given point, pre-human life in the Rift valley, Africa… Right after that some more millions of years of evolution, controlling fire, travelling and dissemination, the ability to dream, cave painting, more destruction, different pre-human species, fights and blood, survival of the strongest, specialization, birth of Man, migration, affections, cultural and social evolution, written language, conquest of land, fights and more fights and more fights… Art, culture, society, politics, religion, beliefs, differences, more fights, more conquests, more affections, development of great cities, architecture, establishment of huge empires, the birth of Christ, fall of those same empires, middle ages, conquest of more land and the rise of empires of a different nature, craziness, blood and tears, Renaissance, expansion of Europeans all over this world, slave trade, humanism, consolidation of cultures, birth of new countries, industrialization, some more affections, some more craziness, psychoanalysis as an healing, war as an healing, death and destruction, scientific advances, medical progress, better health care, longer life expectations, better education, poorer people everywhere, people travelling faster all the time around this planet, cultures in contact more frequently, the atom bomb, mass television and so and so and so, and at the end? Well, at the end l saw you, I met you, I talked with you, I got to know you, I went out with you, I dreamt of you, I touched your hand for the first time, I fell in love… And suddenly, after so many millions of years, so much more than I could possibly understand and tell, a first kiss! And then there was this silence, this peaceful seconds when time stopped for the first time! And then there was nothing more just because everything was already in it. And then I felt electricity through my body, felt like being experiencing an earthquake, the ground moving under my feet like a huge ray-fish. And then I started to believe that a higher intelligence can in fact exist, oxygen ceased to reach my brain for some seconds, I felt the lack of breath, felt dizzy, I understood beauty, had my own religious experience. And, at last, I understood the meaning of it all… to feel that sweet rosy taste of your lips in a summer night!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Rome – Italy, March 2006 / Text: Coimbra – Portugal, August 3rd, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-115460443843097863?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/115460443843097863/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=115460443843097863&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115460443843097863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115460443843097863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/08/on-earth.html' title='On Earth'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-115330771290648509</id><published>2006-07-19T11:12:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:30:24.836Z</updated><title type='text'>Hilflos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Aeroporto%20de%20Frankfurt%2003.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Aeroporto%20de%20Frankfurt%2003.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Wußte nie genau, warum ich es tat! Möglicherweise tue ich es um meine gefühle innerhalb bestimmte grenzen zuhalten... Bitte stellen Sie mir nicht zu viele Fragen. Vor allem, stellen Sie mir bitte keine Fragen, die ich einfach nicht beantworten könnte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotographie: Frankfurt, Deutchland, März 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-115330771290648509?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/115330771290648509/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=115330771290648509&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115330771290648509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115330771290648509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/07/hilflos.html' title='Hilflos'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-115193678223431582</id><published>2006-07-03T14:21:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:31:03.319Z</updated><title type='text'>Save my soul</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Roma%2002.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Roma%2002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Some months ago I met an American girl that lives in Rome, with whom I developed a great friendship, and even went to visit her in the Eternal City. She was kind of my eyes in there, and ears too. With her, amongst many other things, I learned to pay attention to the sounds of the cities. She’s from New York and we talk about everything, just as if we’ve known each other since little kids. I hope we can grow old seeing each other frequently. There’s also a Spanish girl I met in the same occasion, from Madrid, with whom I maintain a nice relationship, although presently only trough mail – I’ve never seen her again, and maybe the time is coming to do just that or simply to let go. There’s also a young Belgian girl that works with me, with whom I hang out a lot. She’s quite nice, and although extremely young we get along very well. She’ll be leaving in early September, and the challenge is to make a relationship last after she’s gone. Last Saturday I’ve spoken with a tall Dutch girl, from Utrecht, and she seemed very nice. We talked mostly about Holland, but unfortunately only for twenty minutes or so. I don’t know if I’ll ever see her again, I think not – sometimes we loose, and that’s not even a shame, it’s just how things work. And today, well, today I’ve spoken for the first time with a German girl, from Dresden (the white dove), which caught my attention on the bus to work the first time I saw her – she’s an architect and beautiful as an alabaster statue! This one I can not let go – she has already made me dream a lot, with her smile, and I simply can’t throw that away!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The phonebook of my mobile phone has lots of numbers preceded by international dialling codes – as well as many others from my home country, of course – but I confess that sometimes, apparently for no reason at all, I enjoy sending messages I know will be read in distant locations in this world, in different time zones, in different weather conditions, in cities with different stories and maybe discussed after in different languages. Somewhere, for some reason or other, someone in this world remembered us at that specific moment! I don’t know if this planet is getting shorter or larger, and I really don’t care about that. I just have this idea that getting to know people from different parts of this world and, most difficult, build with them a strong and lasting relationship, will make my life worth living. I need that! I’m getting addicted to it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some years ago, I don’t even remember exactly when or where, I read this: “Some day someone, in a far away city, will say I am dead”. For some reason I kept this sentence in my thoughts always. Sometimes it came to the surface of my mind and just floated there for a while, and eventually it started to make some sense. To be loved and remembered by people from very different places, and missed as well, just as if I had lived all over this blue and brown and beautiful planet, will maybe be my personal statement about how I think life should be: lived without restraints and prejudice! That is, perhaps, the best thing I will ever leave here after I’m gone, and I do hope the ones who met me see it that way also! Maybe it’s not much of a statement, but the ones who met me and like me should maybe bear in mind that I need that to save my soul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Rome, Italy, March 2006 / Text: Coimbra, Portugal, July 3rd, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-115193678223431582?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/115193678223431582/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=115193678223431582&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115193678223431582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115193678223431582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/07/save-my-soul.html' title='Save my soul'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-115028709978128921</id><published>2006-06-14T11:53:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:31:38.169Z</updated><title type='text'>Excess</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/London%2014%20-%20Barking.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/London%2014%20-%20Barking.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Too many sleepless nights, too many nightmares and whiskey on deserted pubs / Too many stories told by fireplaces and sheets of paper filled with beautiful hollow thoughts / Too many advices I’ve never followed / Too many light and far too many darkness / Too many women pretending to like me / Sex made with too many people for whom I didn’t really give a fuck / Too many happiness for one person and also too many pain / Too many music taken on dance floors on huge amounts / Too many purposeless conversations / Too many time wasted on insignificant things, and many more wasted on more significant ones / Too many hours spent turning the living-room lights on and off for no reason / Too many drugs diluted in my blood stream / Too many kisses / Too many shaking hands with strangers / Too many shit / Too many diseases taking me to the hospital as a child / Too many pills / Too many travels through strange and far away lands / Too many languages spoken / Too many luggage lost in airports and books left on coffee tables / Too many signs sent to people around me / Too many emotion, too little motion / Too many years spent in college just to shatter completely the person that I was / Too many expectations / Too many wishes made with shooting stars crossing the night of my eyes / Too many of those wishes that never came true / Too many silences when I wasn't alone and too many confusion when I was / Too many pictures taken of places I’ll never return to / Too many parties I never was invited to, and many more I was requested to attain / Too many time trying to think or say something that really made some sense / Too many years trying not to be a clown but acting just like one / Too many precautions with my appearance / Too many Martinis / All this I had, and many more, and for too many time now I’m sure that I’ve always lived my life in the excess of everything / Which road should I follow from here? / Because I simply can’t stop now!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: London, England, November 2003 / Text: Coimbra, Portugal, June 14th, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-115028709978128921?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/115028709978128921/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=115028709978128921&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115028709978128921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/115028709978128921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/06/excess.html' title='Excess'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114952574033662938</id><published>2006-06-05T16:36:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:32:22.726Z</updated><title type='text'>Neste mundo daqui</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Napoli%20-%20Quartieri%20Spagnoli%2015.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Napoli%20-%20Quartieri%20Spagnoli%2015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando o caos chegou à minha cidade eu fiquei. Todos fugiram, uns levando pertences e outros deixando-os absolutamente para trás. Entre gritos e tiros, paredes sendo derrubadas pela explosão de minas, ruas manchadas de um vermelho atroz porque de entranhas, eu fiquei. E não porque tinha inevitavelmente de ficar. Fiquei porque quis. Fiquei porque não fazia sentido que partisse, porque a parte alguma pertenceria jamais como àquele lugar. Fiquei porque estavam ali os meus sonhos e eu não os poderia nunca deixar sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa amálgama de sangue e fome, mantive o meu corpo ileso à espera de que tudo passasse e de que pelo menos alguns dos que tinham partido regressassem para que eu os abraçasse de novo. E esperei. E todos os dias fazia exercícios com as mãos ao vento para as preparar para um novo abraço, para novas carícias que ainda não chegaram. Mas esperei, não fugi. Não fazia sentido, percebe-se? Fiz do medo esperança, fiz da fome força, fiz da escuridão a manta debaixo da qual me deitava e sonhava, sonhava… E por entre o brilho das estrelas desse meu cobertor de noite nunca esqueci o teu rosto! E quando as tropas pressionavam o uso das armas eu cobria-me e imaginava-me sempre contigo nas festas populares, dançando dançando dançando…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se calhar deveria ter partido com todos os outros, com todos aqueles que me tentaram puxar dali para fora. Mas agora é tarde para tentar imaginar como poderia ter sido acaso tivesse sido diferente da forma como foi. Não faz sentido, entendem? Resolvi esperar e esperei sempre, mesmo quando a espera não comportava esperança. E fiz dela uma bandeira para a inevitabilidade de estar aqui, onde ainda estou, à tua espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Nápoles, Itália, 23 de Fevereiro de 2006 / Texto: Coimbra, Portugal, 5 de Junho de 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114952574033662938?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114952574033662938/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114952574033662938&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114952574033662938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114952574033662938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/06/neste-mundo-daqui.html' title='Neste mundo daqui'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114926196759499070</id><published>2006-06-02T15:21:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:32:57.399Z</updated><title type='text'>Blue smell of the sea</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Roma%2051%20-%20Lungotevere%20Castello.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Roma%2051%20-%20Lungotevere%20Castello.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fireflies on warm summer nights, dancing over my grandparents garden, under the pale moonlight / Colourful crackers all over the small village, lighting the night sky for the festivities and being taken by the breeze / Candy cotton stuck to my small hands, tongue red from lollypops, all that music in the air / And the promise of a long and happy life…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ice creams in winter, eaten under the heavy rain / Clothes soaking wet, dripping all over the house / Mum gently drying my hair / Dad washing my face, with his tobacco smelling hands / From the kitchen, that sweet smell of familiar harmony / Going to sleep already dreaming of a thousand white clouds in which to rest my body / Sensing a last kiss / Closing my eyes with that promise of a long and happy life…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wearing red sweaters in Christmas, with open windows to let the sound of the church bells into the house / Books full of fairies and queens and horsemen chasing beautiful fantasies / The roar of the sea outside, saying goodnight to us all, and its blue blue smell / Seagulls at my window right in the morning, and presents just waiting to be opened / Within each one of them a promise of a long and happy life…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The full moon / The birth of a sister, a new presence in the house / A small puppy bought to do us company for a portion of our lives / Dragonflies in dry summer afternoons / The reflexion of my face in the pond, asking so many questions / The calling of grandmother for dinner / My knees bleeding from falling while climbing trees / Oranges eaten right under the burning sun / Dad coming from a trip bringing presents / Falling asleep in front of the TV / Feeling a little strange inside but yet, the promise of a long and happy life…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's all gone now.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Rome, Italy, March 2006 / Text: Coimbra, Portugal, June 2nd, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114926196759499070?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114926196759499070/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114926196759499070&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114926196759499070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114926196759499070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/06/blue-smell-of-sea.html' title='Blue smell of the sea'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114727799753111756</id><published>2006-05-10T16:16:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:33:27.929Z</updated><title type='text'>What a way!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Vendedeira%20Anacapri.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Vendedeira%20Anacapri.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;I am immortal,&lt;br /&gt;I can not go away!&lt;br /&gt;I can’t just leave,&lt;br /&gt;I’m bound to stay.&lt;br /&gt;Oh dear God!&lt;br /&gt;I’m not allowed to get out or to get off.&lt;br /&gt;I’ll get by, though,&lt;br /&gt;Maybe one day He’ll let me go.&lt;br /&gt;I am immortal&lt;br /&gt;And no friends will last.&lt;br /&gt;Their future will always be my past.&lt;br /&gt;What a way to live,&lt;br /&gt;What can I say?&lt;br /&gt;I can’t just leave,&lt;br /&gt;I’m bound to stay.&lt;br /&gt;So if you’re sure you do not want me&lt;br /&gt;You should not worry of what to say:&lt;br /&gt;One day you’ll leave,&lt;br /&gt;And I’ll just watch you go away.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Capri, Italy, February 22nd, 2006/ Text: Coimbra, Portugal, May 10th, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114727799753111756?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114727799753111756/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114727799753111756&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114727799753111756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114727799753111756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/05/what-way.html' title='What a way!'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114588408852407886</id><published>2006-04-24T13:06:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:34:00.055Z</updated><title type='text'>Geography of emotions</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Purmerend%2020.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Purmerend%2020.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;When asked about what she felt Simone answered that it wasn’t easy to explain! For many years she tried to deal with what was going on inside her, with her feelings about what she had seen. She didn’t knew how, and where, she had kept all that! Definitely, she didn’t know what to answer. Paul could tell all she wanted was to be left alone now; she didn’t really want to be having that conversation. Just by looking at her anyone could see she didn’t want to talk anymore. Her hands and legs were restless, willing to move out from that room and from that life. Her mind was already outside, and the body would soon follow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suddenly Paul went to the window, turned his back on her, and stared at the quiet marshes as he lighted a cigarette. It was very cold outside. He stood like that for quite a while, silent as the day itself, lost in his thoughts for a long moment. And when she made a movement to leave he asked her suddenly, without facing her:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- And if it happens again Simone? How will you deal with it?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She sat back again and stared at him, waiting for him to turn and face her. But he didn’t, his eyes kept looking at the marshes, and she felt an urge to hit him, to hit him hard for what he was doing, for all his questions, for making her remind. But instead she lowered her eyes to her waist, smiled grotesquely, and caressed her left wrist with her right hand. She thought: &lt;em&gt;Behind all those windows something must be happening…&lt;/em&gt; She stared at the bottle of whiskey over a little table in a corner of the room, and with her right hand she took a small knife from the pocket of her bathrobe. Then she spoke, as she stood up:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- I need a drink, Paul! I really need a drink now!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Purmerend, Holland, March 2001 / Text: Coimbra, Portugal, April 24th, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114588408852407886?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114588408852407886/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114588408852407886&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114588408852407886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114588408852407886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/04/geography-of-emotions_24.html' title='Geography of emotions'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114546486086779129</id><published>2006-04-19T16:35:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:34:21.932Z</updated><title type='text'>Post scriptum</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Roma%2007.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Roma%2007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;What do I know about tenderness? If happiness came today I think I wouldn’t know what to do with it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Rome, Italy, March 2nd 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114546486086779129?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114546486086779129/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114546486086779129&amp;isPopup=true' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114546486086779129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114546486086779129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/04/post-scriptum.html' title='Post scriptum'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114476373790228753</id><published>2006-04-11T13:51:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:35:21.431Z</updated><title type='text'>Descobrir novos planetas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Capri%2006.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Capri%2006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No âmago da minha viagem esteve também a ausência de ti – tínhamos finalmente atingido Plutão, lembras-te? Sim, este é para ti… E então encontrei-me com alguns amigos, tomei uns copos, fiz alguma conversa de circunstância quando, na realidade, já ali não estava mais, e lá entrei eu na noite, sozinho e tão cheio de mim, com bagagem atrás. Depois… autocarro, avião, comboio, táxi, e mais comboio uns dias depois, e finalmente um barco e de repente… um rochedo no meio do Mar Tirreno onde descansei vendo o barco que me trouxe afastar-se de novo e procurando na cerveja esquecer-me de tudo por algumas horas. E esqueci! Apenas uma semana se tinha passado e eu já nem recordava o facto de não ter estado em espírito à mesa dos amigos. Mas de ti não me esqueci, ali naquele lugar. Porque nunca me quis esquecer. Posso até dizer-te mais: que te recordei próximo das nove da noite de 22 de Fevereiro de 2006. Não interessa a razão de ser assim mas recordar os motivos para que assim acontecesse, e eles existiram ali, na bela ilha de Capri. Se em algum momento houve naquela viagem um propósito para o regresso – sendo que esse seria inevitável – esse propósito eras também tu! Conhecia-te antes de te conhecer, e sempre tive a mais absoluta certeza de que te iria tocar, de que te iria beijar. Mas como imprevisível que é, a vida depois pregou-me mais uma partida. E essa eu não previ, felizmente! Desejo agora que um dia novos planetas possam ser descobertos para que nós os dois possamos continuar a nossa viagem sem nos desviarmos da rota traçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Capri, Itália, 22 de Fevereiro de 2006 / Texto: Coimbra, Portugal, 11 de Abril de 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114476373790228753?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114476373790228753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114476373790228753&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114476373790228753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114476373790228753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/04/descobrir-novos-planetas.html' title='Descobrir novos planetas'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114475313462948263</id><published>2006-04-11T10:55:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:35:50.694Z</updated><title type='text'>Peekaboo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Roma%2006.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Roma%2006.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Que viagem é essa? Em que lugares de antes posso encontrar-te agora? Deixando-me na sala com um livro aberto sobre o colo, os olhos conhecedores nas páginas que já não lês. Lembro-te descalça pelo jardim com aquele teu vestido, branco longo, correndo, saltando, gritando frases soltas, rodopiando, suja de terra e de ervas. O nosso cão atrás de ti, louco de alegria, e eu olhando-vos, rebentando de risos, da varanda. Olho agora esse jardim sem flores, por detrás da janela orvalhada da sala onde lias o teu livro eterno. A catedral vizinha dá as cinco da tarde e as badaladas perpetuam-se pela casa nos acordes de Charles Lloyd. &lt;em&gt;The water is wide&lt;/em&gt;. Há uma distância impossível entre nós dois, e no entanto pretendo ainda tocar-te e sentir o teu cheiro nas minhas camisas brancas. As tuas mãos cobrem-me os olhos, e a tua voz quente anda à minha volta e faz-me lembrar as vezes em que propositadamente me fazias nódoas nas gravatas para que eu tardasse um pouco mais a sair pela manhã. Lembra-me os duches quentes a dois, totalmente vestidos, antes das festas onde éramos sempre os últimos a chegar. &lt;em&gt;Peekaboo&lt;/em&gt;. Provocas-me correndo louca, nua, pela casa, gritando alto, escorregando nos tapetes, indo de encontro às esquinas, fugindo, escondendo-te de mim para me encontrares lá onde me querias contigo. E os gemidos e os beijos e tudo o que não consigo descrever. E os risos, e as mãos à minha volta ao descobrir-te dentro do armário do nosso quarto. Amor feito ali mesmo entre as roupas e os lençóis dobrados com tanto cuidado. E as autoridades chamadas à noite por um vizinho zeloso e preocupado contigo. Tínhamos coração em demasia tu e eu! E agora, que jogo estranho e cruel é este em que te escondes numa derradeira partida? Pensas esconder-te para sempre? Estranha viagem a tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Roma, Itália, 2 de Março de 2006 / Texto: Porto, Portugal, 3 de Julho de 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114475313462948263?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114475313462948263/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114475313462948263&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114475313462948263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114475313462948263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/04/peekaboo.html' title='Peekaboo'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114441204079721363</id><published>2006-04-07T12:07:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:36:20.853Z</updated><title type='text'>Onde tudo foi sendo perfeito</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Roma%2008.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Roma%2008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Voltar a partir.&lt;br /&gt;Regressar ao silêncio,&lt;br /&gt;Aos espaços amplos,&lt;br /&gt;Invisíveis,&lt;br /&gt;Transparentes.&lt;br /&gt;Regressar à felicidade,&lt;br /&gt;Onde a vida é feita de minúsculas fracções&lt;br /&gt;De um tempo imperceptível.&lt;br /&gt;Deixar de vez o negro da noite&lt;br /&gt;E abraçar o azul cobalto&lt;br /&gt;Do céu das manhãs frias do norte.&lt;br /&gt;Regressar ao tempo de paz,&lt;br /&gt;Abandonar a guerra&lt;br /&gt;Pela última vez&lt;br /&gt;Sem olhar para trás.&lt;br /&gt;Apagar toda a dor de espírito&lt;br /&gt;Da noite perpétua.&lt;br /&gt;Regressar ao silêncio,&lt;br /&gt;A casa,&lt;br /&gt;Aos filhos,&lt;br /&gt;Aos pais,&lt;br /&gt;Aos teus braços,&lt;br /&gt;Às transparências,&lt;br /&gt;Ao outro lado das existências,&lt;br /&gt;Ou simplesmente regressar&lt;br /&gt;Para que seja possível voltar a partir&lt;br /&gt;(Ainda que os lugares fiquem para sempre dentro de nós)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Roma, Itália, Fevereiro de 2006 / Texto: Coimbra, Portugal, s. d.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114441204079721363?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114441204079721363/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114441204079721363&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114441204079721363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114441204079721363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/04/onde-tudo-foi-sendo-perfeito.html' title='Onde tudo foi sendo perfeito'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114441121552667009</id><published>2006-04-07T11:56:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:36:49.199Z</updated><title type='text'>Here I am</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Roma%2005.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Roma%2005.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;I love you but it’s all so silent now! What more words should we have said to each other? What more could we have done? I think it’s alright, we’ve lived enough. The truth is that I still feel your arms around me; I can still sense your breathing close to my neck; I still feel your eyelids touching my cheek, sometimes! Now it’s all so quiet and I always feel so sleepy. But in my sleep we kiss as we used to kiss! And in my sleep you’re always there as you used to be! And you know that when you’re there I feel alive, and for that reason I want to stay here with you. And so I will, my sweet love, for all eternity.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yesterday I had a strange dream. I dreamt I turned into stone and yet I could smell geraniums! Suddenly I sensed movement on my back and realised that there were this beautiful pair of wings, white as heaven, over my shoulders! And I remember looking at the window, smiling one last time, and starting a journey towards you, a long journey towards you, to be with you again, to stay with you again, forever more. And so I will, my great love, for all eternity.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here you have me. Although it’s silent I feel quite comfortable now, I want you to know that! Although the clouds look like bringing rain again and some wind is blowing and making a mess of my hair I don’t mind! Don’t worry. Nothing matters anymore; I’m home. I don’t feel cold or pain; I don’t feel the need of anything except to be with you, as we were meant, always and always and always. And so I will my one and only love, for all eternity, in this most eternal of places.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Rome, Italy, March 2nd 2006/ Text: Coimbra, Portugal, March 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114441121552667009?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114441121552667009/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114441121552667009&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114441121552667009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114441121552667009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/04/here-i-am.html' title='Here I am'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114432783854397784</id><published>2006-04-06T12:43:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:37:09.366Z</updated><title type='text'>Away from home # 7</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/N??poles"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/N%3F%3Fpoles%2002.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;While travelling I couldn’t help thinking I was loosing someone back home! And I did. And so I want to say goodbye now…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Naples, Italy, February 22nd 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114432783854397784?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114432783854397784/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114432783854397784&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114432783854397784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114432783854397784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/04/away-from-home-7.html' title='Away from home # 7'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114372435900139240</id><published>2006-03-30T13:09:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:37:34.387Z</updated><title type='text'>Fausto</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Amsterdam%2015.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Amsterdam%2015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Enquanto Fausto esteve longe, expandindo-se para além do alcance de Margarida, o «pequeno mundo» de que a arrancara – aquele mundo de «ordem e completa satisfação» que achara tão doce – desabou sobre ela. Assim que a notícia correu, os seus antigos amigos e vizinhos caíram sobre Margarida com bárbara crueldade e fúria vingativa. (…) Margarida leva o seu lamento para a igreja, na esperança de aí encontrar conforto. (…) Tormento e aflição é tudo quanto o seu mundo lhe pode oferecer: os sinos que salvaram a vida do seu amante dobram agora pela sua condenação. (…) Os acontecimentos precipitam-se: o filho de Margarida morre, ela é metida na cadeia, julgada como assassina e condenada à morte. (…) Fausto adoece de culpa e remorso. Num campo desolado, num dia sombrio, enfrenta Mefistófeles e queixa-se do seu destino. (…) O crescimento humano tem custos humanos; quem quer que o deseje tem de pagar o preço, e o preço é altíssimo. (…) Claramente, não há possibilidade de diálogo entre um homem aberto e um mundo fechado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Amsterdão, Holanda, Março de 2001 / Texto: sobre Fausto de Goethe, &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Tudo o que é sólido se dissolve no ar, de Marshall Berman)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114372435900139240?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114372435900139240/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114372435900139240&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114372435900139240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114372435900139240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/fausto.html' title='Fausto'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114363954571172931</id><published>2006-03-29T13:30:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:37:58.179Z</updated><title type='text'>Fugas # 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Breezanddijk%2007.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Breezanddijk%2007.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como é simples a vida! Com tanta gente preocupada em sinalizar-nos o caminho nada mais simples do que deixarmo-nos levar. Mas a que preço? Vá lá, quero ser surpreendido! Só que há coisas que nem eu me atrevo a desejar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Breezanddijk, Holanda, Março de 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114363954571172931?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114363954571172931/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114363954571172931&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114363954571172931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114363954571172931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/fugas-2.html' title='Fugas # 2'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114354101292065923</id><published>2006-03-28T10:13:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:38:18.457Z</updated><title type='text'>Away from home # 6</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Capri%2005.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Capri%2005.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Can I ever find the way back to this place? Will I ever really want to? Happiness is not a place to reach; it’s the road we walk trying to get there, I’m sure. Am I happy here? Yes I am! Will I ever really want to come back here? Yes I will. What am I really saying? I’m saying that maybe my heart belongs to this place, for I can’t feel it beating within me anymore. Anyway, it was good to be awaken by the church bells and the seagulls today. I’m glad I’m alive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Capri, Italy, February 23rd 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114354101292065923?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114354101292065923/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114354101292065923&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114354101292065923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114354101292065923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/away-from-home-6.html' title='Away from home # 6'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114320193540554397</id><published>2006-03-24T12:00:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:38:46.926Z</updated><title type='text'>Away from home # 5</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Breezanddijk%2004.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Breezanddijk%2004.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Here I am, waiting for you to come...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Breezanddijk, Holland, March 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114320193540554397?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114320193540554397/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114320193540554397&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114320193540554397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114320193540554397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/away-from-home-5.html' title='Away from home # 5'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114319899213935383</id><published>2006-03-24T11:13:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:39:13.376Z</updated><title type='text'>Muros, barreiras e porcarias do género</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Aten????o.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Aten%3F%3F%3F%3Fo.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Proibido atravessar! Perigo de ser feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Porto, Portugal, Setembro de 2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114319899213935383?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114319899213935383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114319899213935383&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114319899213935383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114319899213935383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/muros-barreiras-e-porcarias-do-gnero.html' title='Muros, barreiras e porcarias do género'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114319850832692708</id><published>2006-03-24T11:03:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:39:34.099Z</updated><title type='text'>Fugas # 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Lisboa.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Lisboa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando a noite parece a um passo de me engolir, quando a rapidez das gentes que passam por mim a correr não me permite focá-las com nitidez, quando tudo parece perdido e começo a sentir algumas dificuldades em respirar, um desejo urgente de fugir, há sempre um meio! Por mais escura que esteja a sala, a saída de emergência não deixa de existir só porque não a vejo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Lisboa, Portugal, Novembro de 2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114319850832692708?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114319850832692708/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114319850832692708&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114319850832692708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114319850832692708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/fugas-1.html' title='Fugas # 1'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114319819166096669</id><published>2006-03-24T10:58:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:39:54.086Z</updated><title type='text'>Silent mornings</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Podentes.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Podentes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Give me oblivion… Allow me to forget, please, because sometimes I just don’t know if I can make it!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Podentes, Portugal, January 2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114319819166096669?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114319819166096669/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114319819166096669&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114319819166096669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114319819166096669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/silent-mornings.html' title='Silent mornings'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114319785294166480</id><published>2006-03-24T10:53:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:40:14.032Z</updated><title type='text'>Home for Christmas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Marlboro.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Marlboro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;It was very late! We were tired but sleepless, and still had all that wine and cigarettes left… What have we done?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Porto, Portugal, December 2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114319785294166480?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114319785294166480/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114319785294166480&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114319785294166480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114319785294166480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/home-for-christmas.html' title='Home for Christmas'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114319760263713811</id><published>2006-03-24T10:47:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:40:33.664Z</updated><title type='text'>Waiting for spring</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Basingstoke.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Basingstoke.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;It was winter, and I was already waiting for spring…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Basingstoke, England, October 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114319760263713811?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114319760263713811/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114319760263713811&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114319760263713811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114319760263713811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/waiting-for-spring.html' title='Waiting for spring'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114295085417252689</id><published>2006-03-21T14:16:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:41:11.625Z</updated><title type='text'>Impressões Digitais</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Foz.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Foz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Assim não. Prende a linha levemente com o indicador direito e solta só quando deres o impulso para a frente – dizia-me aquele pai ausente e distante pela quarta vez. Mas eu, sempre que fazia um lançamento, via com um tédio infinito a chumbada a cair novamente a pouca distância, e só queria ir embora. Não sabia, nunca soube, que prazer se podia tirar de passar horas, por vezes ao frio da noite, sentado numa rocha ou no areal, em frente ao mar a olhar para uma linha na esperança de que o peixe mordesse. E caso mordesse? E depois, que tinha isso de especial? Era muito mais rápido e simples comprá-lo no mercado. E certamente menos fastidioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só queria sair dali. Não achava mesmo piada nenhuma àquilo. Chegava sempre cansado a casa, todo sujo e com um terrível cheiro a peixe e isco nas pontas dos dedos. Mas ele não me deixava desistir, e se não quisesse participar ao menos tinha de ficar a ver e a aprender. Era realmente a sua grande paixão, o mar e as pescarias de fim-de-semana, a única verdadeira altura em que estávamos juntos: eu, ele e a sua loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é um outro tempo e aquele tempo não é mais do que um lugar distante no planisfério da memória, cujas coordenadas se perderam na mudança de um tempo para o outro. É assim que eu o vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sim, sento-me num qualquer paredão de um qualquer lugar distante com a mão direita numa cana e o olhar fixo nas águas, e imagino que amo o mar e o vento e que te amo a ti e às impressões digitais que deixaste espalhadas por toda aquela minha infância longínqua.&lt;br /&gt;Nunca estiveste presente nas fases mais decisivas da minha tão complicada vida. E acho mesmo que te odiei por isso. Hoje já é diferente. É o tal outro tempo, que se distanciou do teu de uma forma facilmente explicável pelos ponteiros do relógio. Não compreendo, mas já aceitei o que havia para aceitar, e agora penso mesmo que amo no mar, no vento e nas pescarias intermináveis o que de ti há neles para que eu ame. Porque te sinto a ausência definitiva nesses lugares. Mas aprendi. Ficarias hoje admirado ao ver a distância dos meus lançamentos: são tão fortes que é como se ficasse parado no meu tempo actual vendo a chumbada a atravessar a cortina dos anos para ir afundar-se nas tuas águas, lá no teu tempo, no lugar onde ficaste definitiva e irremediavelmente parado com os teus cabelos grisalhos a olhar o mar no sítio onde esperavas que o tão desejado peixe mordesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto: Coimbra, Portugal, 1 de Julho de 1998; fotografia: Porto, Portugal, Novembro de 2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114295085417252689?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114295085417252689/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114295085417252689&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114295085417252689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114295085417252689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/impresses-digitais.html' title='Impressões Digitais'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114261243125562999</id><published>2006-03-17T16:18:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:41:37.181Z</updated><title type='text'>Who left me?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Purmerend%2019.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Purmerend%2019.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Who forgot to say "come on"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Purmerend, Holland, March 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114261243125562999?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114261243125562999/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114261243125562999&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114261243125562999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114261243125562999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/who-left-me.html' title='Who left me?'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114244399781985375</id><published>2006-03-15T17:24:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:41:59.185Z</updated><title type='text'>Eternal City</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Roma.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Roma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Where are you? I can feel you here; I just know you’re near… I’ve been chasing you all day, and now the night is coming fast. Where are you? I can feel your scent; I almost can follow your tracks. If only for once things could be perfect… It’s possible that I won’t find you, but it feels reassuring to know you’ll be forever in this city, and that maybe I can find you some day: my emotional self. Part of me will always be home now…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Rome, Italy, March 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114244399781985375?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114244399781985375/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114244399781985375&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114244399781985375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114244399781985375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/eternal-city.html' title='Eternal City'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114234600319831742</id><published>2006-03-14T14:18:00.000Z</published><updated>2007-05-31T17:08:44.968Z</updated><title type='text'>Je veux te parler d’endroits où tu as toujours été</title><content type='html'>J’ouvre doucement les yeux. Rien. Je les ferme et je les ouvre à nouveau dans le désir de te voir. Une fois de plus. Et une autre encore. Et une autre encore. Rien. Alors je souris. J’ouvre les yeux. Dehors il fait noir je les ferme à nouveau et à nouveau et à nouveau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dix, neuf, huit…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Je veux seulement t’inventer. Une fois encore, une dernière fois. Je me souviens de la lumière qui en fin de journée pénétrait dans la maison transperçant les mailles des rideaux couleur de brique qui dansaient dans la brise chaude et caressante. Je souris et je pense à toi. Je t’invente ici, en des lieux que jamais tu n’as connus et où tu es toujours en ma compagnie. Je pense à toi. Je ferme les yeux et tu es ici et je suis près de toi. Ton temps et le mien sont unis de façon à ce que nous ayons plus de temps. Plus de temps.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Combien le temps a-t-il eu à nous donner ? Tu te souviens ?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ton visage, ton parfum, ton aura, et ce qui émanait de toi dans chacun de ces petits détails que j’aimerais et que je garderais pour toujours. Et que j’ai tant aimé !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Te souviens-tu encore de moi ?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Dans un mouvement lent et spontané tu me regardes profondément avec tes yeux marron implorants comme si tu ne me reconnaissais plus, comme si tu ne m’avais jamais connu. Comme si tu ne savait pas qui je suis aujourd’hui et que tu voulais timidement me demander une direction quelconque pour te retrouver perdue. Tu détournes ton visage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Où vas-tu ?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Je voulais te parler, je voulais te dire une chose qui te fasse rester. Je suis incapable. Je ne suis pas doué avec les mots. Regarde moi avec tes yeux fantaisistes, deux grandes perles cousues sur le visage de la plus belle poupée de chiffon. Tu me fais rêver fillette, femme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Savais-tu que tu me fais rêver ?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Je te désire. Nous savons, au moins, qui nous sommes et où est notre place. Pour des gens comme nous il ne fût jamais difficile de retrouver le chemin de la maison. Ce monde est encore le notre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Allez, fais moi encore ton tour de magie !&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Le regard fixe sur mes vieilles mains tu redresses lentement ton visage jusqu’à ce que nos regards se croisent. Et tu souris. Et le monde commence précisément à cet instant. Je respire ton parfum, un parfum de vanille que ton corps brûlant dégage et laisse dans la maison, dans la chambre, devant l’océan. Tu me parles enfin de toi. J’aimerais te susurrer à l’oreille tout ce qui s’est passé pendant ton absence depuis tant d’années. J’allais à la dérive et tout a changé à l’exception de ce que je ressens quand je te vois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Chrysalide !&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Poses ta main dans la mienne, ton doigt sur mes lèvres, et laisses tes empreintes sur mon corps. Je voudrais t’arrêter à cet instant précis. Et je m’abandonne ici même dans tes cheveux et je m’achemine vers ton visage, ta bouche, où je m’égare, je me retrouve et je m’égare encore. Je sens ta chaleur sur mes lèvres et tes bras m’entourent déjà. Et les heures s’attardent ici jusqu’à ce que le temps s’arrête fasciné et envieux de nous deux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Avons-nous déjà été si heureux ?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;En témoignent les oreillers en désordre sur les draps blancs où on ne dort jamais. J’aimerais pouvoir dire que tu es mon univers, le fil d’Ariane que me retiens à la vie, mais je ne peux pas. Je ne suis et ni même jamais été doué avec les mots. J’ouvre les yeux. Tu me souris et tu t’évapores et deviens plus belle à la première lueur du jour. Je les referme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;C’est déjà fini ?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Je voudrais t’arrêter. Je me lève. Tu te lèves. Ton ombre m’enveloppe et le jour est déjà né. Là où tu étais planent encore dans l’air chaud de respiration des milliers de petites particules colorées. Dans le lit ta place est vide et je sens ton parfum sur mes mains et sur mes lèvres ton goût d’amandes que je goûté à l’aube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texte: Gijon / Oviedo / Porto / Coimbra&lt;br /&gt;19 à 30 juin 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114234600319831742?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114234600319831742/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114234600319831742&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114234600319831742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114234600319831742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/je-veux-te-parler-dendroits-o-tu-as.html' title='Je veux te parler d’endroits où tu as toujours été'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114234048808363080</id><published>2006-03-14T12:44:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:42:34.832Z</updated><title type='text'>Away from home # 4</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Purmerend%2024.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Purmerend%2024.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; All the children went away, leaving me and my camera and some shattered dreams…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Purmerend, Holland, March 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114234048808363080?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114234048808363080/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114234048808363080&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114234048808363080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114234048808363080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/away-from-home-4.html' title='Away from home # 4'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114234002381376241</id><published>2006-03-14T12:36:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:42:57.400Z</updated><title type='text'>Away from home # 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Amsterdam%2018.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Amsterdam%2018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sometimes nothing makes any sense… But there’s so much beauty in the world today!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Amsterdam, Holland, October/November 2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114234002381376241?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114234002381376241/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114234002381376241&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114234002381376241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114234002381376241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/away-from-home-3.html' title='Away from home # 3'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114233950712783152</id><published>2006-03-14T12:28:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:43:20.202Z</updated><title type='text'>Away from home # 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/La%20Coru??a"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/La%20Coru%3F%3Fa%2014%20-%20Passeio%20Mar%3F%3Ftimo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; I thought we would still have time…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: La Coruña, Spain, July 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114233950712783152?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114233950712783152/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114233950712783152&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114233950712783152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114233950712783152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/away-from-home-2.html' title='Away from home # 2'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114227030560695689</id><published>2006-03-13T17:15:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:43:40.414Z</updated><title type='text'>One more miracle</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/N??poles"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/N%3F%3Fpoles%2001.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; There was this moment… I didn’t really wanted to return, and so I asked for that secretly…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Naples, Italy, February 23rd, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114227030560695689?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114227030560695689/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114227030560695689&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114227030560695689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114227030560695689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/one-more-miracle.html' title='One more miracle'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114226981598715768</id><published>2006-03-13T17:08:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:43:56.718Z</updated><title type='text'>Away from home # 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Purmerend%2025.1.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Purmerend%2025.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; I had been walking for more than two hours and had found no-one. Where was everybody that day? And it was so cold… I just gave up and lighted a cigarette.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography: Purmerend, Holland, March 18th, 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114226981598715768?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114226981598715768/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114226981598715768&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114226981598715768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114226981598715768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/away-from-home-1.html' title='Away from home # 1'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114226900635379902</id><published>2006-03-13T16:50:00.001Z</published><updated>2008-05-01T21:44:23.354Z</updated><title type='text'>Waiting for the Vesuvius to erupt</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Capri%2002.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/400/Capri%2002.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1419/2484/1600/Capri%2002.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;I stood there, quietly, for more than half an hour for something to happen. But nothing did! And so I got up and remember having though we should regain control over our actions…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Photography and Text: Capri, Italy, February 23rd, 2006).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114226900635379902?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114226900635379902/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114226900635379902&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114226900635379902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114226900635379902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/waiting-for-vesuvius-to-erupt.html' title='Waiting for the Vesuvius to erupt'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114226833771277305</id><published>2006-03-13T16:44:00.000Z</published><updated>2006-12-26T11:01:27.820Z</updated><title type='text'>Shepherd</title><content type='html'>Some years ago, when I was still married to Nicole, I decided to buy a dog. We didn’t have time for thinking about having kids, but since we had a really big house, with a nice garden, I decided to get ourselves a dog to give us some company. Something was missing, you know? But I still had to convince my wife.&lt;br /&gt;Unexpectedly, she took to the idea very easily, and so I went and bought a really beautiful German shepherd. He was very small when I took him home, just a puppy, but in a few months he had grown almost to his full size. He played around in the garden, was obedient, and went out to fetch things we sometimes threw into the garden when Nicole and I argued. Once he had to fetch my mobile…&lt;br /&gt;It didn’t take long for Nicole to grow affectionate with him, and sometimes I got home just to find them both playing in the garden. Sometimes it looked as if we were fighting for his attention. By the way, the shepherd‘s name is Tim.&lt;br /&gt;Some months after that, I returned home a little bit earlier than usual, and parked the car on the street because I had planned to go to the store right after going to the toilet. Nicole had taken a week off from work, and we were planning to spend a few days by the sea.&lt;br /&gt;When I entered the house I heard some moans from the room upstairs. I stood quiet for some seconds, hearing my heartbeat, as the floor turned to rubber beneath my feet. It was Nicole, I was already sure! She was acting strangely for some time. My blood froze! Mechanically, although I really didn’t want to, my legs took me upstairs and my arms made me open the bedroom door. And then I saw it! And it’s still hard for me to believe it happened! Nicole was lying on the bed, naked, legs wide open, and Tim was… God! There’s no need to say anything else. I’m sure you got the idea, and I still want to preserve some dignity. It took a while before she noticed me though, and I got to see her expression of delight.&lt;br /&gt;Of course our relationship deteriorated from there. We stopped talking to each other, unless it was really necessary, began sleeping in separate rooms and eating meals separately. In a few months we were getting a divorce. It was all very hard to cope with, but the worst was still to come, although I was far from imagining it.&lt;br /&gt;During the divorce process we had to sell the house and divide our goods, and since I was the one who bought Tim, I got to keep him… I’ve totally forgot about that detail! And to top it all, Nicole got the right to take him with her at weekends! From that day on, since I don’t have the courage to give him to her – mostly because I don’t want to give her anything – I have to live my life with a dog in my own house whose expression on Sunday nights, whenever he returns from Nicole’s, keep telling me: “Your wife? Been there, done that!” I’m almost certain I’ve seen him smiling!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114226833771277305?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114226833771277305/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114226833771277305&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114226833771277305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114226833771277305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/shepherd.html' title='Shepherd'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114226824184152176</id><published>2006-03-13T16:43:00.000Z</published><updated>2006-12-26T11:01:06.346Z</updated><title type='text'>Pearls</title><content type='html'>The company for which I work sent me to Brazil for a few months, ten to be accurate. I had to develop the network for our new office there. I do that a lot, throughout the world.&lt;br /&gt;There are good and bad things about leaving home. Do I need to tell you? I get to stay in the best hotels, have lots of free time for me, have extras added to my pay check, and get to know different cultures. But, on the other hand, I miss my family, home and friends very much. Sometimes it is for too long! Well, I guess there’s no need to complain much because there’s nothing I can do about it. It’s simply what I do.&lt;br /&gt;When I returned, right after the cab turned to our street and I took a first glance at our house, I was nailed to the ground! The house, painted in a tone of grey as I remembered it, was now white! Carol has been keeping busy, I thought! What more surprises could she have for me?&lt;br /&gt;Strangely, although I had informed her about my arrival, she wasn’t waiting for me by the garden gate – I had told her not to bother waiting for me at the airport. Well, I just paid the driver, got my bags out, and faced the house as my heart beat hard in my chest. I was now sure she had arranged for a welcome party, and as soon as I entered the house lots of people would fall over me shouting WELCOME HOME! I was so tired. But I couldn’t let Carol down after all her trouble, and so I grabbed the bags and headed for the door.&lt;br /&gt;My second and third surprises came right when I got in. Second: no one was waiting to welcome me – but that was not bad at all! Third: the furniture was almost all been changed into a new style, more modern and functional. In the hall was now a Mackintosh chair, imagine! Carol has definitely been busy.&lt;br /&gt;I missed her so much that immediately I dropped my bags and went searching for her. I had to hold her in my arms again and kiss her as if for the first time. The first place I went searching was the living room. And there she was! Beautiful as only she can be! It’s amazing how after nine years of marriage she still makes me feel like a teenager in love. And she had on a very smart outfit too: high heels, black tight skirt and a purple blouse I gave her for her birthday – she never wore it because she said it was very provocative!&lt;br /&gt;– Hello Love! I missed you so… – I said reaching for something I had in my pocket for her. – I brought you a present!&lt;br /&gt;– John, I want a divorce! – was the answer she gave me back as she took my offering in her hands.&lt;br /&gt;After the initial shock, she told me about some other man she had met as she unwrapped the package paper and stared at the white beads and shells of the necklace that I had bought for her so full of passion. She told me that she couldn’t cope any more with my long absences from home and all that… She told me she was a human being who had needs and desires too and all that… She told me our daughter needed a father figure and not a picture of some stranger in a foreign country and all that…&lt;br /&gt;As for me, I stood there in front of her listening with a stupid smile on my face and just kept thinking: I definitely should have bought her pearls.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114226824184152176?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114226824184152176/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114226824184152176&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114226824184152176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114226824184152176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/pearls.html' title='Pearls'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23992511.post-114226812935577292</id><published>2006-03-13T16:40:00.000Z</published><updated>2006-12-26T11:00:35.573Z</updated><title type='text'>Lost</title><content type='html'>Once you told me to leave, that there were absolutely no reasons for us to stay together. From that day on you made my life a drowning experience in a huge Playstation®.&lt;br /&gt;I heard you told all kinds of lies about me to your friends and family. And when asked, you kept saying there was nobody else in your life, even when I saw you holding hands with some guy through a restaurant window.&lt;br /&gt;It was then I started to look for reasons not to love you so much.&lt;br /&gt;After that, you went on and turned our own children against me. Little by little, like water drops from an old tap, they started kind of ignoring me every evening when I returned home tired from work. If they had doubts I do not know. Really! They stopped asking me about anything.&lt;br /&gt;It was then that I thought I had found really good reasons to hate you.&lt;br /&gt;And then came the day when I got home to find you comfortably in bed with Nigel – what kind of name is Nigel? For a moment, brief but filled with pain, I thought I was having a really bad experience with chemicals from a hospital in Chad. But then I finally opened my eyes, and there and then I realised it was it. There was no left space in my body for you to punch me anymore.&lt;br /&gt;I took part of my stuff, mainly clothes and some books, and moved to a vacant flat right across the street. In a few weeks I gave up my job, and every night I stood by a window observing the street in front of our old building. I saw you sometimes return late at night, whenever you returned… And I tried to make a list, in alphabetical order, of all the things I never liked about you and have been meaning to tell you for years. It had to make sense…&lt;br /&gt;For days, months, years, I tried to fill that “hate list”. I had to think very hard – though it was getting harder all the time for me to think –, to make a really huge effort all the neighbours could hear, to try to write something down. I drunk oceans of rum and smoked mountains of cigarettes and yet I couldn’t! The pen never touched the white paper sheet.&lt;br /&gt;I searched for reasons not to love you and I haven’t found any.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© All rights reserved.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23992511-114226812935577292?l=my-emotional-self.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/feeds/114226812935577292/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23992511&amp;postID=114226812935577292&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114226812935577292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23992511/posts/default/114226812935577292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://my-emotional-self.blogspot.com/2006/03/lost.html' title='Lost'/><author><name>Celso Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11043799139670786837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6335/2928/220/z/890070/gse_multipart31801.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
